quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
A prodigiosa sorte de Fortunato Dias de Ventura
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Quando o ano começa
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Diário dos ventos #1
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
a insustentável dureza (ops - leveza) do ser
Reforma da Previdência: Você acha justo? | Parte 1 - Trabalhar e morrer sem se aposentar
Reforma da Previdência: Você Acha Justo? | Parte 2 - Regras mais duras que nos países desenvolvidos
Reforma da Previdência: Você acha justo? | Parte 3 - As Diferenças Regionais
Reforma da Previdência: Você acha justo? | Parte 4 - Estudar ou trabalhar?
Reforma da Previdência: você acha justo? | Parte 5 - Não há déficit na previdência
Reforma da Previdência: Você Acha Justo? | Parte 6 - Como acreditar nas previsões do governo
Reforma da Previdência: Você Acha Justo? | Parte 7 - Existem alternativas para o envelhecimento
Reforma da Previdência: Você Acha Justo? | Parte 8 - Juros e Previdência
Reforma da Previdência: Você Acha Justo? | Parte 9 - Alternativas de financiamento para previdência
Reforma da Previdência: Você Acha Justo | Parte 10 - O Desmonte da Proteção Social
Esse aqui é dois minutos:
E se porventura em último caso se necessária de fato que tal fazer a reforma para todos, então que sejam incluídos (militares, políticos e judiciário) pois assim todos entram na guerra e o estado burguês e canalha sucumbe de uma vez.
O resultado disso chega no dia a dia. Hoje foi com esta declaração da ministra aqui , uma amostra do que é o fortalecimento de uma classe logo após aprovada uma reforma, neste caso trabalhista.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
O vão entre o trem e a plataforma
domingo, 21 de janeiro de 2018
À DERIVA
sábado, 20 de janeiro de 2018
Feliz 2018?
- Bom dia, seu Agenor! Feliz ano novo! Muita saúde, paz, prosperidade para o senhor e para sua família, que 2018 traga muitas realizações, muito dinheiro e muitas alegrias!
- Hum. Igualmente.
- Mais um ano de trabalho, né, seu Agenor. Esse promete!
- Que nada. Começou mal.
- Por que, seu Agenor?
- Já viu o tanto de feriado que tem nesse ano? Sem contar a tal da Copa, que acaba virando folga coletiva.
- Ainda bem!
- Como?
- Ah, eh... "o que é que tem", seu Agenor?
- Tem que a produção despenca, a economia encolhe, os números baixam! OS NÚMEROS!
- Verdade. Mas pelo menos dá para viajar um pouquinho, encontrar os amigos pra ver os jogos em algum barzinho, né, seu Agenor.
- E isso aqui é agência de viagens? Você vende cerveja pra ganhar a vida?
- Não, seu Agenor, é que eu pensei que...
- Pensando, de novo? Você não é pago para pensar. Vai, para de enrolar.
- Seu Agenor?
- Que é?
- Nada, vai...
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
É melhor investir em imóveis do que em relacionamentos
De repente cismo com alguma coisa e começo a observar. Já faz muito tempo que venho reparando algumas coisas em casais amigos. Instintivamente, mesmo novinha, sempre achei que isso de casamento, de dividir vida, era uma coisa meio sufocante, eu sentia isso, mas não conseguia explicar o porquê.
Tenho lido muito sobre a questão do papel da mulher em uma sociedade machista e percebo como muitas das minhas crenças eram errôneas e talvez eu sentisse isso no fundo da alma, que alguma parte discurso estava errada, e eu tentava reagir. Lembro muito de sempre ter escutado uma frase ''para os homens o amor é um capítulo, para as mulheres o livro inteiro''.
Em um patriarcado o que se espera das mulheres era que se jogassem no relacionamento, se entreguem por completo e vivam em função do homem. Mesmo no século 21 vejo em algumas amigas mais disposição para viver a história de amor do que os homens. Eles juram mais, mas na prática quem compra a questão inteira é a mulher, ela vira uma parceira automaticamente, enquanto eles vão encostando.
O tempo passa e amigos que eu vi casar há alguns anos começam a dar sinais de desgaste. Tudo na vida um dia acaba, o problema é quando essa coisa se arrasta meses e faz todos sofrerem.
De tanto observar comecei a perceber o seguinte, vale muito a pena investir em si mesmo, seja estudando, seja fazendo alguma coisa que traga prazer. Também vale a pena investir em imóveis e nos filhos, tem alguma coisa ali de amor incondicional. Mas fora isso, investir em um relacionamento é a maior roubada que a pessoa pode fazer, é como guardar dinheiro embaixo do colchão, depois de anos resolvem usar o dinheiro e ele não vale mais nada, porque são notas antigas.
O outro, a outra, são areias movediças e o que se pode construir em terrenos assim? Nada. O ser humano não é confiável e não é mais tão seguro quanto um dia pareceu ser. Hoje as coisas se movimentam diferente e as pessoas se sentem livres para procurar o que tem vontade de fazer, sem amarras. Isso é muito bom, mas quem investe em um relacionamento tem todas as chances de se dar mal, porque não pode prever as reações alheias.
Vi amigas que investiram pesado em relacionamentos se esfolando vivas. Quantas coisas a gente investe em nós mesmos e não dá em nada? Imagina no outro, esse ser que não conhecemos.
Bom mesmo seria viver o amor, a paixão livremente, sem investir nada além do mínimo, sem sacrifícios e discussões que não levam a nada, deu certo, então vai em frente, emperrou, sai fora, mas não invista.
Não só amigas vi morrer na praia, também as mulheres da minha família. De geração anterior se dedicaram a trabalhar, cuidar dos filhos e incentivar o benhê, esse amor que com o tempo vira encosto. Não receberam nada por isso, pelo investimento no seu amor, pelo contrário, foram abusadas e exploradas até a última gota.
Quando estamos com alguém não damos só nosso amor, também vai a energia, o tempo, muitas vezes o dinheiro, e outras coisas, tudo isso deve ser colocado em um papel e se perguntar se vale a pena investir tanto em alguém e qual será o retorno.
Sempre que escrevo isso alguém vem me dizer que eu sou fria, porque pessoas quando se apaixonam são felizes, a vida é sobre isso. Ah, é mesmo? Bom saber, porque pior do que o amor é o tempo, esse sim devasta tudo e te joga na cara todas as bobagens que você fez. Se eu sei que não vale a pena investir em um relacionamento é porque já perdi alguma coisa e me vi obrigada a fazer as contas e perceber que investir em pessoas sempre dá prejuízo.
Acho ótimo amar, beijar, ficar, se apaixonar, tudo isso é bom demais, mas conheço o prejuízo do dia seguinte, que pode custar anos para a pessoa se recuperar. Por isso quem quiser investir no seu amor tem que ter espírito de monge tibetano, uma coisa desapegada mesmo, então a pessoa investe e não sofre ao perder tudo. Mas eu não sou monge, nem tibetana, sou virginiana e pão dura, não me interessam investimentos que não vão me dar retorno e ainda por cima dão prejuízo.
Meu avô no seu machismo sempre dizia:
-As mulheres nem todo o ouro, nem todo o amor.
Em uma versão atualizada gosto mais de pensar -''As pessoas nem todo o ouro, nem todo o amor''. Precaver não mata ninguém. E tudo que pensamos ser digno da nossa atenção e amor, pode não ser. Mas quem vai cuidar dos nossos investimentos? Nós. E se não prestamos atenção nisso quem vai pagar o erro somos nós.
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
Do alto de minha ignorância assisto a documentários
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| Photograph by Julian Wasser. |
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
liberdade é pouco
Quando o país depende de políticas econômicas ou bancos que priorizam minorias pode ser considerado livre? Quem tem tempo mas não tem dinheiro é livre? E quando tem dinheiro e não tem tempo? Aqueles que estão desempregados estão livres? E quem trabalha? E quando algum governo/país decide priorizar os pobres e é considerado violador de direitos e falido economicamente ?
Existe alguém livre?
Porventura alguém pode ter esse luxo de se considerar livre?
Mesmo assim 2018 pode ser mais um de tantos anos que virão de resistências se o sentimento coletivo de luta prevalecer. Na pior das hipóteses podemos ainda ver o poço sem fundo e destruir o que nos explora e nos oprime; ou podemos sentir as várias correntes nas mãos, nos pés e na mente, mesmo assim ainda será ótima oportunidade para quebrá-las.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
O encontro
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
Feliz Natal! Feliz ano novo!
Galera, desculpe o mal jeito.
Minha vida, como muitas de vocês também, está corrida pakas nesses final de ano.
Falta menos de uma hora para terminar o dia 21, mas eu não poderia deixar de passar aqui para deixar um abraço.
No post do mês passado, coloquei uma gravação aqui, na qual meu cachorro latia. Quem ouviu, deve se lembrar.
Ele se foi.
Viveu 16 anos comigo e com minha família. Dia 04 de dezembro, ele descansou. Era um pastor belga. Simplesmente, parou de "funcionar".
Tive o privilégio de, junto de minha mãe e meu irmão, proporcionar à ele uma partida sem sofrimentos. Graças à Deus, não precisamos fazer a eutanásia. Ou sacrifício, como muitos chamam.
Quis compartilhar com vocês.
Obrigado pelas audições e pelas leituras no decorrer desse ano de 2017.
Espero ser mais fiel em 2018.
Grande abraço à todos (as).
Feliz Natal e feliz ano novo!
P.S.: Perdão por não ter trabalhado melhor esse post. Estou escrevendo direto do meu celular!
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
Calma, é o Papai Noel!
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Tudo bem
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Debaixo do verniz
Pelo meu perfil e estilo de vida as pessoas não entendem como não tenho namorado, parece uma questão matemática em aberto, que precisa ser resolvida com urgência.
Depois que me perguntam se tenho namorado e escutam minha negativa, abrem o sorriso e dizem ''mas namorada tem né''.
Não, nem namorado nem namorada.
Mas como assim? Você é jovem, bonita, por que não tem um amor?
Ah, amores tenho muitos, platônicos, é verdade, mas são amores.
Muitas coisas mudaram sem que eu percebesse e acabei gostando de alguns resultados.
Me afastei de relacionamentos depois de passar três anos em um namoro abusivo, quando consegui me libertar comecei a perceber tudo que estava errado, fora do lugar e sem querer, não planejei nada, me fechei em copas, disposta a me curar dos abusos e superar as questões envolvidas.
Levei tempo para começar a perceber que minha alegria ao estar solteira e sem pensar em ninguém estava ligada ao fato de pela primeira vez na vida ser ''eu'', coisa que nunca me foi permitida ser.
Eu fui educada para ser o que os outros queriam que fosse, não importava o que eu escolhesse fazer na vida, desde que fosse meiga e educada.
Mas isso me tirava margem de manobra para saber quem eu era, meus primos tinham permitido dizer o que pensavam e explodir a hora que quisessem, eu não.
E quando entrei no círculo de namoros levei toda essa limitação comigo, não me perguntava quem eu realmente era, debaixo desse verniz sufocante de garota bem educada.
E amores, pelo menos para as mulheres, nos sufocam e apertam, impedem qualquer tentativa de mudança. Quem pode ser o que é em um namoro? A pessoa não se conhece ainda e fica presa ali, a uma ideia do que deveria ser.
Não prego as belezas da vida de solteira, porque são escolhas pessoais, mas nunca tive espaço para saber quem eu era, intoxicada para agradar homem, desesperada para ser aceita, eu não sabia quem era, não conhecia meus limites e todas as vezes que tentava sair da linha escutava ''deixa de ser louca''.
Mesmo assim, fazendo tudo o que me mandaram fazer, não escapei de rótulos, até hoje dizem que sou louca, impulsiva, maluca, descontrolada.
Percebi como nós, mulheres, somos impedidas desde que nascemos de nos mover, de nos conhecer, tudo fecha em nossa direção, nenhuma menina é incentivada a se conhecer primeiro, a saber quem é, para depois pensar em como se relacionar com o mundo. Isso acontece até com nosso corpo, ninguém diz a mulher como é vital se conhecer.
Tem sido uma luta árdua tirar todo o verniz que me jogaram, saber quem eu sou debaixo desse falso brilho, do que gosto, o que me faz feliz, o que posso acrescentar ao mundo e em um relacionamento.
Eu sabia tudo o que os outros queriam e gostavam, mas não tinha a menor ideia do que me fazia feliz, o que me agradava.
Ser solteira me permitiu caminhar nessa estrada pensando nisso, não é questão de ter um namorado ou não, mas se perguntar quem é, o que quer, para onde vai.
Mulheres têm seu caminho pré-determinado em um mundo machista e misógino, sair dessa linha é certeza de que vai ser punida.
Não descarto amores, paixões, nem a vida que se desenha, mas não tenho mais condições de me ficar debaixo de um verniz, fingindo ser o que não sou.
No ano passado um Romeu me disse ''você é confusa''.
Fiquei muito chateada, mas ele tinha razão, naquele momento eu ainda estava confusa, perdida entre quem eu sou e quem deveria ser. Até hoje me controlo porque quando gosto de alguém não sei agir de maneira natural, carrego ainda a tatuagem comportamental de ''faça tal coisa, jamais faça isso'', ainda me sinto intimidada no começo dos relacionamentos e levo tempo para perceber meus erros de comportamento e recuar, voltar ao meu eixo, a quem eu sou, sem medo de Romeu não gostar.
Essa parte melhorou muito, depois que a gente começa a se conhecer perde o medo do outro não gostar, claro que dói ser rejeitada, mas com o tempo percebemos que ser quem não somos dói mais.
Quem me vê se pergunta porque não tenho namorado, quem me conhece sabe que estou desfrutando o máximo que posso essa etapa de ter espaço para saber quem sou, em um mundo limitado considero isso um luxo, que foi negado durante séculos as mulheres.
Agradar homem é fácil, ser o que o mundo quer é simples, o difícil é bater o pé e dizer ''licença, vou ali saber quem sou e depois eu volto''.
Mas no fim da história não somos o que o mundo quer, nem o que os machos gostam, somos nós, essas desconhecidas que não sabem quem são, essas perdidas que morrem de angústia, sufocadas por todas as exigências. E o pior é que não vale a pena.
Parte da nossa viagem, o motivo de desembarcar neste planeta maluco é desenvolver o autoconhecimento, quando somos impedidas de fazer isso, surtamos.
Não é sobre Romeus, amores, namoros, casamentos, paixões, é sobre saber quem somos, encarar essa estrada longa e complexa, dar prioridade a nossa vida, não a alheia, é sobre cada uma se conhecer, é sobre individualidade e o exercício da liberdade. É sobre ser, sem verniz.
Iara De Dupont
domingo, 10 de dezembro de 2017
Livraria do Estudante
Ainda bem que os livros que sobraram moram na garagem do antigo dono, e eu pude, então, comprar um daqueles que sempre quis, no esquema 10 ou 20 reais. Este, "Minhas histórias dos outros" do Zuenir Ventura, custava, em 2005 (ano de seu lançamento), R$44,90 que eu não tinha.
O reencontro agora, doze anos depois, com a capa suja e empoeirada e o antigo preço apagado, na última página.
A vida é besta e muito triste, mas tem disso.





