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domingo, 11 de setembro de 2016

O amor é maior que isso.

Bom vamos lá... 
Esses dias eu assisti todo o filme Como eu era antes de você, eu digo todo porque havia lido o livro, que por sinal procurei quase em todas livrarias aqui perto de casa e acabei fazendo o download para ler, quando terminei quis jogar a mídia pela janela. 
Mesmo assim decidi ver o filme, as vezes eles mudam as coisas, as vezes não... 
Comecei, quando vi que ia acabar no mesmo final grotesco e fatídico parei. 
Massss esses dias estava de bobeira e resolvi ver de novo mas a mesma sensação que fiquei quando o livro terminou, talvez até um pouco maior para o filme foram a mesma: 
- MAS QUE PORRA É ISSO? 

AVISO: -Não continuem lendo se você não assistiu o filme e pretende assistir... 

Esse filme é uma história de amor magnífica que poderia ser mostrada como superação, vitória, conquista e motivação mas nãooo a autora resolve passar o que na minha opinião uma imagem negativa de que o amor NÃO é nada de mais além do amor... 
Não importa o quanto você ame ou se dedique, se algo muito ruim acontecer deveremos entender se você preferir se matar. 
O cara tinha uma vida maravilhosa aí acontece um acidente, ele fica tetraplégico a namorada larga ele e resolve se casar com o melhor amigo dele (genteee que melhor amigo faz isso?), como se tudo isso já não fosse ruim o suficiente depois disso ele se apaixona de novo por uma mocinha que também se apaixona por ele mas mesmo assim, a decisão dele de cometer eutanásia ou seja lá como isso se chama não muda. 
Não era pra ser uma mensagem de amor? 
Olha! Na boa pra mim esse filme é uma merda. 
Se não podemos acreditar que o amor salva, que muda sua vida para algo melhor já poderíamos sair correndo para o precipício, (kkkk) a vida não faz mais sentido. (em choque) 
Eu sinceramente fiquei chocada com esse filme, por que já têm tantas coisas ruins nessa vida ai vem mais essa com o amor... Poxa logo o amor? 
Posso não ter entendido o filme, ou a real mensagem que a autora quis passar, a única coisa que ficou foi a tristeza de que só o amor não basta pra nada. 

Mas quero deixar claro que eu acredito no amor, acredito que ele possa salvar vidas, almas e tudo que ele toca de verdade. 
Acredito que ele é iluminado e ilumina tudo. 
Sigo acreditando.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Choque

Saí do interior e vim para a LOUCURA (em caixa alta mesmo) de uma capital para suprimir uma timidez que me incomoda; e para que essa vinda sirva de fitinha amarrada no dedo, para sempre me lembrar que o mundo é muito mais do que aquilo que eu vivo e vejo todos os dias.

Sou confrontado a toda hora, pelo diferente, pelos contrastes, pelo feio, pelo exuberante, pelos cheiros e principalmente pela loucura. Mas quem pode definir o que é normalidade? E é por essa normalidade, do meu interior, tão cheia de regras antagônicas de bem e mal e de bom ou ruim e excludente de todo o restante, rico restante, que tento fugir dessas visões pudicas, arraigadas em mim.

Conviver com pessoas tão diferentes e num lugar diferente, tem me feito pensar muito no valor que damos aos convencionalismos e como nossa (ou melhor, a minha) visão ainda foi treinada para se chocar com o diferente e um choque nem sempre positivo.

Recentemente vi o “A pele que habito” do Almodóvar e achei o filme muito bom, diferente dos outros que já tinha visto dele e com uma história fantástica; e acho que foi pelo choque. Ao falar sobre isso, não pude deixar de lembra de um curta que vi há um tempo, também do Almodóvar, que acho o texto hilário e fantástico ao mesmo tempo. Já nas primeiras frases da vereadora antropófoga:

“Estou farta de tudo… dos homens, das dietas, do colágeno, da lipoaspiração, da política… de tudo, menos de sexo.”

Quero, no próximo ano, ainda estar farto dos lugares comuns e das fórmulas ultrapassadas; me chocar cada vez menos com aquilo é diferente do que está dentro de mim.

Ps. A qualidade está ruim, mas o vídeo vale à pena.