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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

A parte boa

2019 foi ~está sendo~ um ano desgraçado de muitas formas.

Para não chorar enquanto escrevo, nem para deprimir ninguém - e o dia chuvoso está ótimo para uma melancolia - pensei em fazer um exercício pessoal de gratidão.

Sem esquecer as lutas, porque elas são diárias; sem esquecer as perdas, porque elas são reais; sem esquecer os crimes, as injustiças, os percalços, os retrocessos; sem esquecer os nossos e os mais oprimidos, quero lembrar algumas coisas boas que aconteceram comigo em 2019. 

Esse fim de semana participei de uma oficina na qual a facilitador fez uma rodada de apresentação na qual perguntava seu nome, sua motivação para fazer a oficina e algo pelo que você é grata. Quando pensei em "pelo que sou grata" hoje, a primeira coisa que me veio à mente foram os gatinhos que moram comigo. Oliver, com sua ternura infinita e suas visitas diárias, abriu nossos corações para receber em nossa casa, esse ano, duas gatinhas que precisavam de um novo lar... Rami-Sati e Nuala. Nem preciso dizer aqui o quanto os animais são generosos, incríveis e maravilhosos, e têm a capacidade de mudar nossas vidas, né? Mas digo mesmo assim porque eles merecem essa exaltação!

Além dos felinos, sou muito grata por meu corpo, que esse ano me levou a lugares as vezes necessários, as vezes belíssimos, e me levou até pessoas queridas. Através do corpo nos conectamos, abraçamos, tocamos, sentimos os cheiros, fazemos carinho e cócegas.
Meu corpo me permite correr, fazer exercícios, brincar com meu sobrinho e dançar, uma das coisas que mais amo! Esse ano não me lembro de ter ficado doente, fora um mal-estar ou outro, causados, na maioria das vezes, pela ingestão de lactose ou álcool (foi mal pelos vacilos, corpo!).

Sou grata pela meditação diária que venho praticando. Hábito muito valioso, que esse ano consegui incorporar em minha rotina, e me proporciona calma, concentração e auto-conhecimento.
E como ninguém vive sozinho, a melhor parte de 2019 são os meus companheiros de vida e de luta. Parceiro, familiares e amigos, sem os quais não suportaria todo peso de um ano tão difícil. "Ninguém solta a mão de ninguém!"

Sou grata por ter conseguido me qualificar no metrado esse ano, e pelo tanto de conhecimento que adquiri através do estudo, de leituras, conversas e sessões de orientação, de outras atividades acadêmicas e também de oficinas livres (como a que mencionei lá em cima), e coisas que vamos ouvindo aqui e ali, testando acolá e passando adiante, porque o maior sentido do conhecimento é esse, o de compartilhar.

Falando em compartilhar, que tal você, que leu tudo isso, não fazer o mesmo exercício e escrever nos comentários a sua parte boa de 2019? Estou curiosa para saber o que aconteceu de bom e pelo que você é grata/grato.




quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Não ao tal.

No dia que celebra-se o nascimento e o amor, não há nada como a comemoração dentro de suas crenças. 

Não há nada como a paz de estar descalça, saia rodada, copo na mão e David Bowie no mais alto volume de seu rádio, cantando "...Makes no sense at all, Makes no sense to fall..." enquanto a sala vazia gira em torno de você. 

A leveza, o não cumprimento de regras, a vontade executada e a persistência do verso "...In search of new dreams..."

Se muitas coisas não fazem sentido na noite de Natal, elas fazem menos ainda quando "as the world falls down", portanto meu desejo de final de ano é: PERMITA-SE!