quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Um post espontâneo.

Quisera eu estar mega inspirado como muitos de meus amigos e amigas aqui do blog, para deliciá-los(las) com textos magnificamente bem escritos...!

Começo falando de algo que acho que comentei no meu último post aqui.

Lembram que eu disse que estava escrevendo o texto, se não me engano (não tive o trabalho de reler o post pra ter certeza) no dia doze de outubro?

Comentei que faria o exame final de moto para finalmente ser um cara habilitado (AB).

Pois bem.

Atropelei um cone que se jogou na minha frente, e por isso fui reprovado no primeiro exame.
Nada que 200 pila e mais duas semanas de molho não me fizessem melhorar e passar no exame remarcado.

Ou seja, já estou com minha permissão!

Dito isso, passo pro assunto de ontem que pululou no Twitter.
O fato de ser feriado em São Paulo.

Se foi em mais algum lugar do Brasil, não sei.
Vi no Twitter, através do meu celular o povo comentando do dia de descanso.
E eu lá, como o Julius, nos meus dois empregos (graças a Deus).

Notem que não tenho um assunto fixo hoje.
Na verdade, dessa vez não escrevi o texto com dias de antecedência, como fiz no mês passado.

E pensei comigo aqui: Se eu não aproveitar e escrever agora, e deixar pra mais tarde, por mais que vá dormir sei lá que horas (calorzinho insuportável), pode ser que esqueça ou não tenha tempo, pois o dia é mega corrido.

Mais um dia 21!

Espero ansiosamente por esse dia! Nem que seja pra escrever algo tão espontâneo como estou fazendo hoje!

Antes de terminar, um recadinho pra Risa, que no último post, comentou pra eu não oferecer um cafézinho pro(a) fiscal, lá no exame da carta: Risa, não ofereci cafézinho! Rsrsrs!
Mas quem sabe, se o fizesse, teria tido mais uma chance? ;)

É isso, novembro.

Falando em Novembro, estamos no dia 21, e eu ainda não vi o filme "Doce Novembro" nesse ano.
Pelo menos não lembro de ter visto!
É como se fosse uma tradição! Assistir esse filme no mês 11!

Fica a dica!

E hoje deixo com vocês o novo clipe da Katy Perry, que estreou anteontem.

Quem teve a oportunidade de assistir a performance dela no MTV Europe Music Awards, vai lembrar da música!

Trata-se de "Unconditionally".

Aquele abraço, e até mês que vem.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Dia da consciência... branca?

Hoje é dia da consciência negra, data escolhida por ser dia da morte de Zumbi dos Palmares, símbolo da luta negra contra a escravidão no Brasil. Há festas em comemoração à data, há vitórias, conquistas, mas também luta e muito esforço pela frente.

O que também está presente todos os anos, desde que a data ganhou notoriedade, é a famosa e vergonhosa pergunta: por que não existe dia da consciência branca? A mesma falta de informação está presente na reivindicação do dia do orgulho hétero ou o dia do homem.

Nem todos cobram isso por má fé ou com segundas intenções. Muitas vezes é por falta de conhecimento mesmo. Assim como a consciência negra, o dia da mulher e do orgulho LGBT não surge como motivo para festas ou aquecimento do comércio, mas como símbolo de luta contra opressões e discriminação.

A princípio esses dias não envolveriam orgulho, por se tratar de um sentimento ligado a escolhas. Nos orgulhamos de determinada profissão, habilidade, estudo, pois escolhemos e nos esforçamos por isso, diferente de nascer em determinado país, com determinado gênero ou cor.

Fica implícito que o orgulho expresso em datas de luta – suavizadas como datas comemorativas – está na superação do preconceito. No caso da consciência negra, expressa a sobrevivência difícil depois de quase quatro séculos de escravidão institucionalizada, que segue influenciando nossa sociedade.

Em 2009 conheci uma senhora que estava indignada diante da impossibilidade de processar o então presidente Lula. No auge da crise econômica causada pela especulação imobiliária nos EUA, o ex-presidente, para indicar que a crise nasceu em um país rico, disse metaforicamente que a crise havia sido criada por gente loira, de olhos azuis.

A senhora, com os cabelos pintados de amarelo, estava indignada porque havia sido ofendida pelo presidente. Sem dúvida uma situação inusitada para quem, há várias gerações, está habituada a se referir a uma coisa errada como ‘serviço de preto’.

Pode ser que individualmente não tenhamos nenhuma responsabilidade pela escravidão ou o preconceito racial cotidiano. Tratamos todos com igualdade e não atribuímos erros ou acertos à cor da pele – não há nenhuma virtude nisso; é o mínimo que se espera de quem tem a pretensão de ser civilizado. Mas orgulho de ser branco?

Talvez devêssemos unificar as demandas e criar o dia do homem-branco-hétero, que tem dentro de si o orgulho de sobreviver sendo o milenar opressor. Sugiro até data: 21 de março, aniversário de Jair Bolsonaro, um dos que defenderiam a data com a mais boçal das competências.

Criando essa homenagem à tríplice opressora a data seria uma referência para aqueles que sobrevivem bravamente, lutando contra homossexuais que querem a regalia de não serem espancados na rua devido à orientação sexual, contra as mulheres que estão cada vez mais atrevidas na luta pela prisão de estupradores, contra os negros que chegam ao extremo de reivindicar o mesmo salário que os brancos quando exercem a mesma função.

Por trás de um (nem sempre) inocente dia da consciência branca existe a omissão de que esta consciência já não está branca. Há tempos vem manchada. Manchada com sangue de minorias, que nem sempre são numéricas. 

Lutar pelo dia da consciência branca alegando direitos iguais deixa implícita a luta pelo direito de falsos humoristas associarem pejorativamente os negros a macacos, como se brancos não viessem do mesmo ancestral em comum; direito de religiosos insistirem na parábola bíblica que colocaria africanos como filhos de Cam, portanto amaldiçoados, como se não fossemos todos amaldiçoados, segundo a mesma bíblia, como descendentes de Adão e Eva; direito de seguir dizendo que coisas erradas são ‘serviço de preto’ e nunca, jamais, tolerar a metáfora inversa – sob pena de processo.

Hoje é dia da consciência negra. Dia de luta. Dia propício para ampliarmos nossa consciência – negra, branca, rosa, colorida – e pensarmos nos preconceitos reais, antes de defender privilégios forjados.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Preencha-se

Na sede te tapar o buraco que existia dentro dele, tentava se alimentar daquilo que só satisfazia o externo. As pessoas o viam cada vez melhor, ele se reconhecia cada vez menos.
Um dia ele morreu... lindo, vazio... e de propósito.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Hoje é 3 de novembro...

Hoje é 3 de novembro e são  exatamente meia-noite e 53 minutos, fuso horário Brasília, cidade-porto São Paulo, distrito Butantã, pedacinho gaia de amor por empatia: Morro do Querosene. Minha toca azul e mato fechado no quintal, gatos transitando, pernilongos em transe vampírico, meu filho dormindo, a Tv ligada...

Para vocês que agora leem, isto é só uma data no passado, um ponto sem lembranças, nada específico.

Para mim, agora que escrevo, é minha última noite de este ano em terra Brasilis, dispenso tristezas...

Agora, que vocês leem, eu estou em Cuba...

E O FUTURO NÃO SE ESCREVE, A MENOS QUE EDGAR ALLAN, AQUELE POE, APAREÇA DIANTE DE MIM, NA MINHA LOUCURA... 

domingo, 17 de novembro de 2013

Eu não sei o que está acontecendo comigo

Quebrei o visor do meu celular. Não leio um livro há meses. Não escrevo nada que me orgulhe. Passo mais tempo no Facebook e no Whatsapp do que presencialmente com meus amigos. Fui a madrinha mais relapsa das últimas encarnações de madrinhas. A poucos dias do casamento não tinha vestido, nem o que calçar, nem passagens, nem malas. Não ando planejando nada. Ou melhor, planejo, mas mudo de ideia sem nem pudor. O celular era novo. Novo e caro. Deixei cair. Justo eu, que era tão cuidadosa. As pilhas de livros se amontoam. Justo eu, que era tão assídua leitora. Mesmo com o visor quebrado, não desgrudo o olho dele, entrelaçada nas redes. Justo eu que não queria sucumbir a (mais esse) vício. Justo eu, que planejava as coisas beirando o metodismo, não sabia o que vestir no dia do meu aniversário. Tenho tido rompantes permanentes de preguiça. Eles me pegam de surpresa e se estendem pelo dia, como visita chata de domingo. Justo eu, que tinha tanta energia. Eu esqueci do dia 17. Justo eu, que era tão certinha. Estou desabafando sobre a minha vida aqui, e aos quatro ventos. Justo eu, que tinha tanto receio. Eu não sei o que anda acontecendo comigo. Só sei que é grave. 

sábado, 16 de novembro de 2013

A noite

Já posso imaginar o café feito as pressas distribuído em garrafas térmicas, em diversas cores e de muitas donas, a harmonização será com bolachas Maria e lágrimas. A briga entre cafeína e serotonina será travada na longa noite entre histórias e estórias, com piadas, talvez um rabo de galo ou mesmo cerveja. Parece surreal, a líbido tomar conta, eu não paro de pensar como poderíamos dar uma escapada e buscar abrigo num escuro qualquer nem que seja para apenas cinco minutos para que possa entender em que estado estou. Ais tias tecendo elogios como se fossem o certo a fazer, como se acumulasse pontos, algo como o Multiplus do Céu, as amantes lembrando os momentos de alcova e esquecendo do quão duro era o dia a dia de silêncios e bruscas acusações, crises e mais crises...mais uma vez a líbido toma conta, talvez seja uma forma de lembrarmos da vida. A ladainha como será logo mais.





  

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Para onde vai o seu coração?

(Ás vezes tudo parece tão confuso. Um amontoado de dúvidas. Difícil separar, distinguir, enxergar....o que queremos, o que precisamos, o que sonhamos, o que somos e o que querem que sejamos. De que lado estamos?

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Carece de lembrar quem é você.)


 PARA ONDE VAI O SEU CORAÇÃO?

Olhar pras coisas. Perceber seus tonos. Suas cores...
Olhar pras pessoas. Abraçá-las. Chamá-las de amigas.
Ficar em silêncio sozinha.

Estamos sozinhos.
Sempre sozinhos.
Ás vezes nos estendem a mão, outras o pé e tropeçamos e caímos.

Estamos sozinhos e são tantos os caminhos.
Tantas direções, setas, placas de sinalização.
São tantas as encruzilhadas.
São tantos os muros.

Andar em cima do muro com equilíbrio.
Andar na linha reta do muro, nas pontas dos pés.

O que quero?
Pra onde vou?

Ando sozinha.
Carrego no coração o peso dos desejos e a leveza de sentir que tenho amor de sobra aqui dentro.

Ando devagar e ninguém me derruba.
Sei ir, mas também sei voltar.

Sei que direita e esquerda EXISTEM SIM.

Olho para os dois lados antes de atravessar as ruas.
Espero a minha vez. Ela chegará.

Na encruzilhada eu passo e sei passar. Não paro. Constato, olho e vejo além, mas minha cabeça nunca está totalmente erguida, como seu eu precisasse olhar pra dentro para poder olhar pra fora. Como se os olhos não bastassem para enxergar esperanças.

Um pé depois do outro. Que bom é andar!

Sei que os meus passos já mancharam muitos caminhos e não foram poucas vezes que redemoinhos me engoliram. Mas também já vi flores contornando minha estrada, vagalumes, estrelas guias, passarinhos anunciando "por ali não!". Intuição, querida companheira.

Sinto atrás de mim um turbilhão. Muitos ontens ainda não terminaram. Por mais que eu dobre, vire, suba e desça parece que é só uma continuação do mesmo caminho que a tanto tempo comecei.

Caminho pelo caminho e meu corpo e alma vem juntos.
Ninguém me persegue, nem me segue. Canto uma canção.

A lua brilha lá em cima enquanto meus pés pisam o chão e os meus pensamentos voam...mas também fazem um cordão.
Cordão cheio de sins que mereciam tantos nãos.
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Andar com o coração na mão, segurando uma oração.

Que eu saiba correr quando necessário for.
Que eu saiba dançar quando o vento soprar e chover.
Que eu saiba cair, levantar, girar...
Que eu saiba a hora de voltar.

Que eu não me esqueça do caminho de casa, de onde eu vim, quem eu sou.

Amém! 




                                                                                                                                                                                      Outra Carol

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Passos e tropeços

Um dia, ainda nos primeiros anos da vida, estávamos nós no prézinho.
A dinâmica era simples: quando a Tia Otília avisasse que era hora do recreio, todos deveriam sair correndo como pequenas manadas em direção ao parquinho.
Ao mais veloz, o balanço azul. Aquele que era o primeiro da fila de uma série de balanços.
Todos os outros balançavam igualmente ao azul; a vantagem era a possibilidade de tocar com os pés a ponta de um galho de manga que ficava ao lado.
Isso era o mais alto grau do desafio que os sete anos nos permitia alcançar.
Acontece que para chegar da sala de aula até o parquinho, deveríamos percorrer um caminho de pedras portuguesas, parecido com o que a Dorothy percorria em Oz. Esse mesmo caminho era ladeado de pequenos triângulos formados por tijolos inclinados.
Nesse dia não chegamos ao balanço azul; muito menos ao parquinho.
Ao sinal esperado da Tia Otília, corremos feito um estouro de pequenos búfalos e, na fissura de chegar lá, alguém a empurrou e ela caiu, batendo a cabeça num dos triângulos.
Tudo foi muito rápido.
Ficamos todos assustados e logo a Tia Otília apareceu. Corremos para o portão que tinha uma bonita primavera o emoldurando.
Apareceu um carro de alguma outra tia e a levaram para o hospital. Aos berros, antes de entrar, ela virou para nós e chamou meu nome.
Queria que eu fosse junto com ela.
Eu, assustado, sem saber o que fazer, apenas fiquei olhando por entre a grade, atônito como as outras crianças.
Segundos depois, quando a Tia Otília se virou para restabelecer a  ordem no grupo, me viu e muito zangada exclamou:
 — Não acredito Fernando que você a ouviu chamar e não entrou no carro com ela!
Eu, sem nem saber o que responder, apenas fiquei olhando para ela com cara de triste.
Engraçado como mais de 20 anos depois eu lembro claramente dessa cena e mais engraçado ainda, como mais de 20 anos depois eu continuo sem saber o que fazer da vida.
Ela?
Como boa geminiana, era cabeça dura. Foi para o hospital, ficou bem. 
Crescemos na mesma escola, fizemos grandes planos de trabalhar com arte, fizemos magistério juntos, acabamos escolhendo a mesma profissão, mas estudamos em universidades e em estados diferentes.
Por esses caminhos, ela encontrou alguém.
E neste fim de semana eles se casaram.
Não estive totalmente perto naquele primeiro tropeço, assim como também não estive em muitos outros que ela teve na vida; mas pude estar muito perto de um grande passo seu. De perto de verdade, ali, de frente para o altar; tanto que agora dividimos mais um título além de primos, amigos, companheiros: Comadre e compadre.
E eu, mesmo sem esquecer a minha falta de não tê–la acompanhado anos atrás, agora encho o coração de alegria por vê–los trocando votos, apostando na fé, na esperança e no amor.

Que tenham muitos dias felizes pela frente, Meli e Fê; e que nos tropeços do caminho, em sempre possa amparar o outro.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Para que falar?

Contei para uma amiga sobre alguém que eu conheci. Foi um encontro rápido, casual e sem nenhuma importância.
Mas quem me conhece sabe que eu não sou de falar sobre nada em um tom morno, em geral estou fervendo ou congelando no assunto,mas não fico na parte rasa nem morna.
E eu me exaltei na hora de falar das qualidades do rapaz, mais imaginárias do que reais e minha amiga me perguntou se eu já tinha dito a ele a impressão que tive dele.
E eu me pergunto, por que faria isso? Não existe razão para fazer isso, até porque ele é casado com uma amiga, então eu não teria porque dizer nada.
Além disso existe outro ponto, eu não conhecia ele, não pude ir no casamento, então acabei conhecendo e achando ele incrível, mas ele pertence a minha mente, a minha imaginação, não tenho porque dizer nada para ninguém, até  porque não posso garantir que a minha ideia dele corresponda a  verdade.
Se ele está longe ou perto do que eu penso não faz diferença, aqui na minha cabeça ele está bem abrigado e sem espaço para errar.
E a mulher dele? Bom, ela é problema dele, não meu. O que pensamos dos outros é território privado, é só não dizer nada e podemos pensar o que a gente quiser.

Quem tenta a todo custo cruzar a linha da mente com a linha da realidade não sabe tudo o que pode perder, nem sabe como é agradável gostar de alguém só por gostar, sem que essa pessoa saiba de nada. É como guardar um doce depois do Natal e não contar para ninguém.

Gostar de alguém não quer dizer ir atrás, beijar, viver perto, querer morrer ali. Pode ser apenas ` gostar ´, pode ser suspirar de longe e sonhar um pouco.

Neste mundo moderno do ` ter ´ esses amores são abortados, ninguém gosta de amores platônicos, todos estão acostumados a ter o que querem na hora que desejarem, pessoas acreditam que amores devem ser vividos ou descartados. Sonhar sozinha não é alternativa nem uma coisa respeitável, o mundo gosta de uma novela, de um drama, de alguém batendo portas.

Este texto sobre amor platônico não interessa a ninguém, mas se eu chegasse aqui dizendo que vou para cima, vou querer esse homem para mim e a mulher dele que se prepare porque eu pego ele e não devolvo, vou esperar ele na saída do trabalho, dar uma chave de coxa e dizer‑ Agora você vai ver o que  é uma mulher !
Se eu escrevesse isso então este texto ia fazer sentido, essas linhas o mundo reconhece, a leitura fica fácil, mas sem isso as pessoas se perguntam- Por que ela fala dele se nunca vai dizer nada ao  rapaz?

É, não vou mesmo, pelo menos meu plano é esse. Suspirar para mim é suficiente. Os olhos dele na minha memória me fazem feliz.
Ah, mas vão dizer que eu sou feliz com pouco!
É, pode ser, mas faz tempo que eu não penso mais em pouco ou muito, só ser feliz para mim já está bom.
            

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Impalpável Distância

E você? Tem medo de que? Tem gente que tem medo da solidão, do escuro, da traição ou do medo. Eu? Tenho medo da distância, mas não dessa mensurável.

Estar distante de você por quilômetros, milhas ou jardas não me assusta. Qualquer distância mensurável não me assusta. A distância daqui até a lua? Tá fácil! E até Plutão? Se é que esse planeta ainda existe. Também não me assusta.

A distância que me assusta é essa que estamos vivendo agora. Você está aí, mas eu sequer tenho certeza se estamos perto ou se estamos longe. Não consigo saber, e se me aproximo de você, você se afasta, se me afasto não consigo mais me aproximar. Pior ainda é não conseguir saber se você está se afastando ou tentando se aproximar também.

Giro em torno de ti, mas não vejo teus olhos. Olho-te e não vejo se está por perto.

Confuso. Isso me assusta.

O que eu quero? Distância dessa imensurável distância.

"Ó distância, quero medi-la, calcular-te me faria me feliz, transcrever-te em números gregos ou romanos, em palavras legíveis, sensíveis, não importa, mas controlar-te.

Quero-te em minhas mãos, por maior que seja, e poder tocá-la, ó, impalpável distância."


Encontre mais no livro Rascunhos Vivos

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Pra você que me ajuda a colocar os botões nas casinhas da camisa. Pra você que abre a casa, o quarto, o coração. Pra você que conta os sinais do meu corpo, coleciona minhas sardas. Pra você que sorri quando chove, que não tem medo de se molhar. Pra você que sai sem capa, sem maquiagem, sem vergonha de ser. Pra você que transforma os domingos em sextas-feiras sem varinha de condão. Pra você que vê poesia em velhinhos comprando pão no fim da tarde. Pra você que vai no banco do passageiro com a mão fora da janela como se quisesse apanhar o vento. Pra você que acha graça quando tropeça. Pra você que tem o abraço mais seguro dos trópicos, posso tatuar meu sorriso no seu?

(Cleyton Cabral)


foto: Gisele Cunha. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Crônica Sertaneja.



Eu não aguentava mais aquele vazio. olhava as paredes nuas de nossos retratos, os móveis que eram nossos cada vez mais estranhos, o vento fazendo troça de tanto espaço para uma pessoa. E só.
Acendi um cigarro na porta de casa e saí, andando sem rumo, naquela ruela que tinha sido tão aconchegante quando nosso namoro começou. O escuro que fora nosso confidente e alcoviteiro, agora, era amedrontador, por estar ali sozinho. Se antes eu te protegia em meu abraço, quem agora me protegeria de você?
A rua se abriu na praça, onde andávamos de mãos dadas. Uma lágrima teimosa rolou pelo meu rosto. Por quê você tinha de ir embora?
Sentei no nosso banco. Aquele mesmo, à esquerda, basta contar três. Cansado, com fome de você, com sede do seu beijo, deixei que os pensamentos, como carneiros, pulassem a cerca do bom senso.
Acordei com um chacoalhão. Achei que era assalto, leva de mim essa dor logo!, mas era apenas um guarda. Ele nada poderia fazer por mim, que me prendesse logo, e me deixasse ser escória, me tornasse efetivamente aquilo que a sua partida fez ser uma promessa. 
O dia amanheceu.
E nada aconteceu. 
Nada. Mais um dia.

(Ah, por que crônica sertaneja? Veja aqui.) 

domingo, 3 de novembro de 2013

Hoje eu atropelei um cachorro

Hoje eu atropelei um cachorro. Você sabe o quanto gosto de cachorros. Já estava escuro e eu dirigia na pista rápida. Pensei que era uma sacola grande e que seria ruim se enroscasse por baixo. No mesmo segundo que percebi o erro já senti a pressão do carro esmagando os ossos.

Pelo impacto e pelo som, passei por cima da caixa craniana ou torácica. Posso dizer sem medo de errar que foi a pior sensação que senti na vida. Um som áspero, seco, que grudou no assoalho do carro, subiu como um arrepio pelas minhas pernas, raspou  meu estômago e chegou até a boca. 

Tentei pensar que não foi minha culpa, não tinha como desviar, brecar ou socorrer, que já devia estar morto, mas aquele som impregnou em mim. Pensei em procurar um acostamento e vomitar. É só mais um cadáver de cachorro, Marcela. Um cadáver de um cão grande e branco, como a nossa cachorra. Não pude deixar de pensar nela. 

Pensei em todas as coisas que estávamos sonhando no dia que a compramos. Foi por impulso, loucura, mas estávamos felizes, procurando casa pra morar e aquela coisa toda, uma que coubesse ela, o seu, eu, você, minha rede e a sua mesa de sinuca.

Não certo casa, não deu certo a cachorra, não deu certo a gente, mas naquele dia eu fui feliz. E você também. Só me lembro de ter visto você feliz assim no dia que achamos que teríamos um bebê.  Mesmo eu pedindo que esperássemos o teste, você foi logo falando pra todo mundo. Mas deu negativo. Não deu certo nosso filho também.

No meio da estrada, no escuro, onde só se via o farol dos outros carros e caminhões, eu chorei, mas já não sei dizer se pelo cachorro ou por nós.

sábado, 2 de novembro de 2013

A canção mais antiga que se tem registro


O post de hoje seria mais uma crônica sobre algum fato cotidiano da minha vida. Porém, vou deixar para o mês que vem visto que a matéria abaixo me tocou bastante. Não só pela longevidade da música, mas principalmente pelo conteúdo da letra. Segue abaixo:
http://colunas.revistagalileu.globo.com/buzz/2013/11/01/escute-a-cancao-mais-antiga-de-que-se-tem-registro/

Obs.: falando em música, estou lançando meu segundo disco dia 11.11.13 em www.paulopilha.com.br e o single você pode ouvir aqui: http://www.youtube.com/watch?v=NmlAXqct1Ys

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Sou mais o PINKY do que CÉREBRO

Ficou muito estranho na época, e mais ainda agora se você lembrar que o tio Obama já ganhou um Nobel pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos.


Por isso espero muito mais a lista do Prêmio IgNobel essa pelo menos sempre foi justa.
Criado em 1991 por uma revista de humor científico Annals of Improbable Research (sim, por mais estranho que pareça isso existe) o prêmio é entregue em uma cerimônia em Harvard onde o nerd afetado da vez recebe das mãos de um verdadeiro laureado com o Prêmio Nobel o reconhecimento pelo empenho de meses ou até anos para se chegar a conclusões brilhantes como:
 
- Ouvir música de elevador estimula o a produção de anticorpos pelo sistema imunológico e assim pode ajudar a prevenir o resfriado comum (IgNobel de Medicina de 1997).
 
- As pessoas encontram sempre modo de adiar a sua morte se isso lhes trouxer benefícios fiscais a nível do imposto sucessório (IgNobel de Economia de 2001).
 
- IgNobel da Paz de 2001 (um dos melhores) Este foi dadoao Daisuke Inoue de Hyogo Prefecture por inventar o karaoke, através disso oferecendo uma maneira inteiramente nova de as pessoas aprenderem a tolerar umas às outras.
 
E os felizardos de 2013 são:
 
Medicina: Masateru Uchiyama, Xiangyuan Jin, Qi Zhang, Toshihito Hirai, Atsushi Amano, Hisashi Bashuda e Masanori Niimi, pela avaliação do efeito de ouvir ópera, em ratos submetidos a transplante de coração.
 
Psicologia: Laurent Bègue, Brad Bushman, Oulmann Zerhouni, Baptiste Subra e Medhi Ourabah, por confirmar, com experimentos, que bêbados se acham atraentes.
 
Biologia & Astronomia: Marie Dacke, Emily Baird, Marcus Byrne, Clarke Scholtz e Eric J. Warrant, por descobrir que, quando os escaravelhos se perdem, eles encontram o caminho de casa observando a Via Láctea.
 
Engenharia de Segurança: Gustano Pizzo, por inventar um sistema eletro-mecânico para prender sequestradores de avião. O sistema derruba o sequestrador em um alçapão, empacota-o e em seguida, o joga empacotado em um compartimento especialmente instalado no avião, lançando-o de pára-quedas para a terra, onde a polícia, alertada por rádio, aguarda a sua chegada.
 
Física: Alberto Minetti, Yuri Ivanenko, Germana Cappellini, Nadia Dominici e Francesco Lacquaniti, pela descoberta que algumas pessoas conseguiriam correr pela superfície de um lago, se essas pessoas e o lago estivessem na Lua.
 
Química: Shinsuke Imai, Nobuaki Tsuge, Muneaki Tomotake, Yoshiaki Nagatome, Toshiyuki Nagata e Hidehiko Kumgai, pela descoberta que o processo bioquímico pelo qual as cebolas fazem as pessoas chorarem é ainda mais complexo do que os cientistas descobriram anteriormente.
 
Arqueologia: Brian Crandall e Peter Stahl, pela parboilização de um musaranho morto, e, em seguida, o engolir sem mastigar e depois examinar cuidadosamente os excrementos durante os dias seguintes. Tudo para saber se os ossos se dissolveriam dentro do sistema digestivo humano, o que de fato, não aconteceu.
 
Paz: Alexander Lukashenko, presidente de Belarus, por tornar ilegal aplaudir em público, e pela Polícia de Belarus, pela prisão de um homem de um braço só, por aplaudir.
 
Probabilidade (matemática): Bert Tolkamp, Marie Haskell, Fritha Langford, David Roberts e Colin Morgan, por duas descobertas relacionadas: a primeira é que, quanto mais tempo uma vaca permanecer deitada, é mais provável que ela se levante com mais rapidez e a segunda é que, uma vez que a vaca se levante, não se pode prever com que rapidez a vaca vai se deitar novamente.
 
Saúde pública: Kasian Bhanganada, Tu Chayavatana, Chumporn Pongnumkul, Anunt Tonmukayakul, Piyasakol Sakolsatayadorn, Krit Komaratal e Henry Wilde, pelas técnicas médicas descritas no relatório "Gestão cirúrgica de uma epidemia de amputações penianas em Sião", técnicas que eles recomendam, exceto nos casos em que o pênis amputado tinha sido parcialmente comido por um pato.
 
Mongoloid he was a mongoloid
Happier than you and me
Mongoloid he was a mongoloid
And it determined what he could see


Abs
Jeff


terça-feira, 29 de outubro de 2013

A puta que pariu

partiu (para o estágio com gripe, nariz entupido, calafrio; para alesp às 16:00 e câmara às 19:00) volta já.

a puta não contava com tanto em um dia.
a puta não não vê outra imagem se não a cabeça baixa, o olhar para o nada e ninguém.
a puta não sentiu as mãos ao vê-la passar uma na outra, segurando a perda, o coração talvez.
a puta não conseguiu verter uma lágrima, em respeito a dor dela.
a puta se sentiu impotente diante do relato do pai.
a puta abraçou sua covardia quando ouviu a dor gritar no silêncio dela.
a puta não é de se comover, exceto quando se trata do amor, materno.
a puta abortou o assunto em respeito a senhora que enterrou o filho de 17 anos.
se justificado no acidente, excesso no treinamento contra o terrorismo, fatalidade ou reação involuntária (sentença na forma de justiça) pelo agente do estado, vos lembro que esta senhora elencou a palavra correta para o caso do filho: assassinato. 

no entanto, a puta que vos escreve acrescenta que independente do cidadão ser legal ou ilegal mediante a hipócrita sociedade deste país parido por qualquer puta da estória, agente do estado treinado para ter alvo e mira, optar em acertar: abdômen, coração, cabeça e costas (para atingir região abdominal) de suspeito também é assassinato.

sem mais, em solidariedade sem qualquer pressão popular (para isto também elenco oportunismo e ibope para o voto em 2014 senhora presidenta se comparado ao coronel), sentimentos a família sem qualquer intenção, oração para o consolo sem recompensa e gratidão pela presença na ínfima força, dona Rosana.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Inventário sobre o amor


Ama-se de cara porque ainda não se conhece.
Ama-se para inventar motivos dando sentido a algo.
Ama-se para provar ao outro o que sempre sente.
Ama-se no ciúme para provar o cálculo desmedido do que sente.
Ama-se ou se procura amar no triste consolo de não ficar só.
Ama-se sem querer conhecer pessoalmente para não se decepcionar.
Ama-se na esperança de ter quando se lamenta chorando o que não tem.
Ama-se para se envolver e depois não mais ser amado e uma vez verdadeiro o amor continuar amando.
Ama-se pela fé para ter retornos.
Ama-se no luto pela luta de não ter amado mesmo como foi.
Ama-se na insatisfação para obter o que satisfaz.
Ama-se no silêncio de não poder dizer.
Ama-se tão somente pela vontade esquecendo a razão.
Ama-se a ponto de não se amar.
Ama-se o que tem em volta e nunca o que está dentro do outro.
Ama-se na base do esquecimento para não assumir paixões.
Ama-se se reprimindo para já tarde mudar depois.
Ama-se pelo ódio em que se encontra.
Ama-se dentro do abraço na carência de querer mais.
Ama-se escrever o que carrega em si ainda que imposições.
Ama-se. 

JOÃO GOMES

domingo, 27 de outubro de 2013

Feliz independência

Enquanto conto dias (e horas) pra chegar em Cuba, meu trabalho pesa mais, a vida familiar enche mais o saco e meu único desejo é enfiar tudo na mala e correr pro aeroporto. Como não é possível, entre uma cerveja e outra, preparo com cuidado os detalhes da viagem e vou me contentando com pequenas felicidades. 

Passo no supermercado para comprar o necessário pra semana e vou pensando nos acessórios que futuramente comprarei para decorar meu canto assim que 2014 der as caras. Quero panela colorida, quero quadros, quero lençóis brancos e floridos e acima de tudo quero um lar em paz. 

Neste momento cozinho, lavo roupa, escrevo, ouço música e rascunho o quão doce e feliz será minha total independência.

Falta muito pra março?








sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O circo facebookiano.

Sempre que surge algum assunto polêmico, imagino o Facebook como um grande auditório abarrotado de gente e uma única pessoa no palco que, chamo mentalmente de comunicador. O comunicador informará o tema daquela reunião. Muitas vezes, o comunicador não consegue terminar de contar o assunto abordado. É interrompido por gritos, pessoas falando alto, gente subindo em cima das cadeiras tentando liderar e no meio daquele auê caótico, há aqueles que estão num canto observando e saindo discretamente, rumo ao lounge.

Ah, o lounge com um agradável silêncio, café, mesas esperando os calmos fugirem daquela loucura. É ali que estão as pessoas mais interessantes, aquelas que vão dialogar a respeito da polêmica, ouvindo uns aos outros e onde resolvo deixar minha mochila e ficar. Mesmo que antes, tenha gritado e empurrado alguns dentro do auditório.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O roubo dos sonhos

Como você se sente quando é roubado? Claro, partindo-se do pressuposto de que hoje é tão comum ser assaltado que uma pessoa pode se habituar a isso. Então, novamente, como você se sente?

Um conhecido costumava dizer que em São Paulo existem três pontos turísticos principais: a enchente, o engarrafamento e o assalto. Com um pouco de sorte, era possível visitar todos os três ao mesmo tempo. Nossa ideia de camiseta “Estive em São Paulo e fui assaltado no engarrafamento da enchente” só não foi pra frente porque os ladrões levavam inclusive as camisetas.

A primeira impressão é de incredulidade. Não uma coisa dramática do tipo “isso não pode estar acontecendo comigo”. Não. É mais algo “não pode ser verdade que eu fui roubado por um sujeito de bicicleta”. A vida da gente é tão agitada que o ladrão nem teve tempo de parar pra me assaltar propriamente. Um desrespeito.

Depois disso, a esperança. Tentei correr atrás mas eu e meus quilos a mais não fomos páreo pra perseguição. Aceitação. Preciso mesmo voltar pra uma academia.

Aí vêm as preocupações. Será que ele vai telefonar pras pessoas que eu conheço e começar a fazer ameaças? Será que vai dizer que me sequestrou e pedir resgate? Cacete, meu pai foi multado ontem e agora vai ter que se preocupar com resgate. Coitado do velho. Putaquepariu, e as fotos? Meu celular tinha um monte de fotos da Maria Clara. E era só pra eu ver. Droga de ladrão que vai invadir nossa privacidade. Deus do céu, ele vai entrar no facebook e mudar meu status de relacionamento. Vai zonear minha caixa de e-mails e marcar como lidos tudo que eu ainda não abri. Vou ter que ver um por um, claro, pro caso de ter respondido algum. E as músicas que o shazam identificou pra mim? Anda não tive tempo de baixar todas. Maldito, maldito seja. Vai me dar a maior trabalheira resolver tudo.

O próximo estágio é a raiva. Droga, vou ter mesmo que voltar pra academia! Ah, e comprar outro celular. Não queria ter esse gasto agora, mas não vai ter jeito. Não vou tentar me enganar: não quero só um telefone. Faço questão de um foguete que caiba no meu bolso. Ou não, muito pelo contrário. Já tinha me interessado por um aparelho com 5 m², de repente essa é minha chance. Acho que entrei na barganha. Infelizmente minha operadora é durona e negocia melhor do que eu. Até consegui um telefone bacana, mas não sem concordar em pagar um terço do patrimônio do Eike Batista.

E acabei me convencendo (ou seria conformando) de que fiz um bom negócio. Porque o novo telefone é melhor do que o anterior, que já estava capengando um pouco. Logo, ser roubado por uma coisa boa. Forçando um pouco a barra, admito, mas ok. E aí percebo que participei de uma experiência de autoajuda. E isso, sim, me preocupa.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

AliExpress para Brasileiros

Há 2 meses conheci o AliExpress e foi amor à primeira vista.
Ele é como um EBay chinês. 
Várias lojas vendem produtos por precinhos bem camaradas.
Detesto shopping, detesto experimentar roupa.
Amo desconto, piro em preço baixo, sou daquelas que compram areia no deserto se tiver em promoção.
Passo horas no Ali, olhando (e comprando) de tudo. 
A única tristeza é que as roupas são bem pequenas (tamanho de chinesas) e eu sou muito grande, então muitas vezes não rola, mas cobrando o mesmo preço que paguei nunca tive dificuldade em vender para amigas mignon. Tento sempre pegar o maior tamanho, vejo as medidas, mas mesmo assim não é sempre que funciona.
Para não pagar os 7% de IOF do cartão de crédito pago no boleto. 
Ainda não fui taxada em nenhum produto, mas sei que é sorte.
Seguem as peças que comprei até agora:
Preço: 6,22 USD
Chegou em 45 Dias
Linda, o tamanho XXXL serviu bem. 
Preço: 7,80 USD
Chegou em 40 Dias
É muito pequena. Muito mesmo. Eu tenho bem pouco cabelo então adorei, é perfeita, mas não recomendo para todo mundo.
Preço: 8,45 USD
Chegou em 28 Dias
Nunca mais compro tamanho único. É muito pequena. Vendi para uma magrela sortuda do trabalho. A blusa é linda, o tecido é uma delícia e a cor é fantástica. Uma pena.
Preço: 6,79 USD
Chegou em 18 Dias
Comprei tamanho XXL e ficou ótima. O tecido é quente, mas veste muito bem. É perfeita para meia estação. Adorei. 
Preço: 7,64 USD
Chegou em 20 Dias
Comprei o maior tamanho (M) e não coube. Fiquei super triste, ela é muito linda, muito bem feita. Revendi com o coração partido.
Preço: 6,74 USD
Chegou em 24 Dias
De novo comprei o maior tamanho (XL) mas não fechou direito. Posso usar ela aberta que não fica feio, mas não gostei da manga princesa. Devia ter olhado melhor as fotos (e as medidas).
Preço: 6,64 USD
Chegou em 30 Dias
Linda linda linda. Tecido fofo, bem feita, perfeita. Só que não coube, nem o L. Uma pena, sorte da magrela do trabalho.
Preço: 9,99 USD
Chegou em 20 Dias
Muito linda, só não gostei de um detalhe dourado na gola, dela ser transparente e de não ter servido. De novo foi para a Magrela. 
Preço: 9,90 USD
Chegou em 28 Dias
Linda demais. Comprei a L e ficou perfeita. É transparente, tem que usar com uma regata branca por baixo, mas amei.
Preço: 9,08 USD
Chegou em 34 Dias
É linda, o tecido uma delícia, super bem feitinha. Ainda não dei, mas tenho certeza que meu priminho de 1 ano vai amar.
Preço: 3,80 USD
Chegou em 20 Dias
Adorei. A qualidade é incrível se considerarmos o preço. 
Preço: 3,67 USD
Chegou em 18 Dias
Faço picolé com clight, sucesso total. Com certeza comprarei mais. Gostinho de infância.
Preço: 8,10 USD
Chegou em 30 Dias
Comprei a cinza tamanho 4XL e amei tanto que comprei outra preta e outra branca. Amei.
Preço: 4,73 USD
Chegou em 33 Dias
Gente, eu tenho uma bunda enorme. Enorme mesmo. Eu comprei tamanho XXXL mas tinha certeza que não caberia nem em uma perna. Coube, ficou linda. Pena que pedi a preta, ela tem umas luazinhas coloridas bem lindas, mas que dá muita cara de pijama, então não tenho coragem de sair na rua. O tecido é uma delícia, no inverno e nas férias não vou tirar nem para tomar banho. Adorei. 
Preço: 9,80 USD
Chegou em 25 Dias
Amei. Não conhecia o produto, fiquei maravilhada. Tenho mania de cutucar cravos e espinhas e eles ficam enormes e marcam a pele. Com esse adesivo eu não consigo tirar a casquinha e eles cicatrizam rapidinho. Sucesso total. Virei fã.
Preço: 12,00 USD
Chegou em 25 Dias
Mesma utilidade do adesivo para espinha, mas o adesivo é bem maior, para feridas maiores. Bem mais barato que no Brasil, amei.
Preço: 4,99 USD
Chegou em 20 Dias
Ainda não colei, quando vi que as letras eram separadas deu preguiça. É lindo como na foto, vem enrolado bem bonitinho. Vou colocar em cima da cama, vai ficar lindo.

Muito obrigada por ter lido até aqui, agora corre pra o Ali!! Boas compras!!
(Post não Patrocinado)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Três notas sobre o passado

Minha eterna gratidão à Híndira Barros, por estes dois anos de blog
(Felipe Lários, um blogueiro grato)

1. "Ah, naquele tempo é que era bom...”

Um pouco por interesse antropológico, um pouco por masoquismo intelectual (utilizo aqui expressão cunhada por Luana V.) me agrada muito ouvir conversas alheias, seja nos transportes coletivos, nos restaurantes ou mesmo na repartição onde trabalho. Nada menos ético, eu sei. Etiqueta à parte, dia desses ouvi um distinto senhor que descrevia com júbilo os bucólicos e apaixonantes dias da... ditadura militar (!). Pois é, ninguém mandou ouvir conversa alheia, me diria Noélia Lários.  O argumento do distinto senhor era que “naquele tempo” (que era o tempo DELE), os meninos respeitavam os professores e eram realmente estudiosos, se dirigiam às bibliotecas para realizarem seus trabalhos e não imprimiam “direto da internet” como fazem estes preguiçosos alunos de hoje. Pois bem, o senhor em questão, além de distinto era também anacrônico: só há uma diferença entre os meninos que copiam “direto da internet” e os meninos que vão às bibliotecas e copiam “direto da Enciclopédia Barsa”: os segundos tem muito mais trabalho que os primeiros para fazer a mesma atividade: uma cópia. (Culpa dos meninos? Claro que não, mas provavelmente dos professores que desde o século XIX não inovaram muito na maneira de formular trabalhos escolares). Minha teoria é que o distinto e anacrônico senhor estava cometendo o mesmo mal que quase todos cometemos ao falarmos do passado (sobretudo quando se trata do NOSSO passado): valorizamos somente as partes que julgamos boas e deletamos todo o resto, tudo aquilo que achávamos ruins no momento em que vivíamos aquilo. Uma espécie de defesa de nosso cérebro, imagino. Assim, as infâncias geralmente são narradas como boas, como uma época áurea da vida em que tudo era puro e feliz: uma espécie de edição de realidade, onde as bofetadas, as opiniões não consideradas, os medos e traumas são devidamente extirpados de nossas narrativas a respeito daquele período.


2. “Lembra aquela dos Menudos?”

Entre tantos apelidos que acumulo, um dos que mais me simpatizo é o de “Benjamin Button”, justificado pelo costume que tenho de cantar músicas e de saber coisas que, supostamente, estariam restritas apenas a pessoas que carregam o peso do tempo nas costas. Mas repare bem: é só alguém começar a falar de coisa velha que todo mundo tem algo a acrescentar e a conversa deslancha. Já fiz várias amizades assim. Falar de coisa nova todo mundo pode falar, agora falar de coisa velha requer vivência, experiência, conhecimento de causa. Acho que é este orgulho de possuir uma informação que os outros não tem, que confere às coisas velhas um status de assunto exclusivo e que nunca sai de moda. 



3. "Um cara que tem email do bol não merece o meu respeito"



As comunidades dedicadas exclusivamente às coisas antigas se multiplicam a cada dia nas redes sociais. Vira e mexe eu me deparo com uma postagem sobre o tempo em que a internet era discada, outra sobre os computadores gigantescos que ainda admitiam disquetes e outra ainda sobre o tempo em que nos comunicávamos por ICQ. E lembra do tempo em que tínhamos que esperar um tempão para "revelarmos" uma fotografia? Pois é, os exemplos não faltam e o saudosismo não fica apenas nas redes sociais. Publicações especializadas em uma determinada década viraram best-sellers nos últimos anos, justamente por explorarem um tipo de saudosismo que é um fenômeno exclusivo de nosso tempo: o saudosismo material. Pense bem: um homem do século XIX vivia basicamente da mesma forma que tinha vivido seu pai e passava por toda a sua vida sem passar por nenhuma grande inovação tecnológica. Ele sentia saudades de pessoas, de lugares, mas jamais de coisas. Agora não: várias mudanças tecnológicas ocorrem no transcurso de uma vida, fazendo com que as coisas tornem-se obsoletas e arcaicas em intervalos cada vez menores. Os DVDs, modernos aparelhos que subsistiram os vídeo-cassetes há cerca de 10 anos, já são jurássicos em 2013. Orkut é coisa de quem viveu a longínqua primeira década do século XXI e os aparelhos celulares que só fazem ligações, coisa de classe média na virada do século, é peça de museu nesses nossos dias. Não tardará o dia em que diremos: "...lembra daquele treco que a gente usava em Janeiro? Dá até saudade! Em Janeiro é que era bom! Não se fazem mais trecos como se fazia em Janeiro..."

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"Quatro de açúcar, por favor!"

Lembro que sempre fui fascinado pelas crônicas que lia quando tinha mais tempo.

Viajava com os autores no cotidiano de cada um.

Dias atrás, me peguei numa mesa de uma cafeteria, contando as colheres de açúcar que colocava no meu pingado, que vinha acompanhado de um misto-quente.

Eu neném!
É que tô redigindo no dia das crianças!
Aí pensei: Isso dá um post! 
E o título veio automático: "Quatro de açúcar, por favor!"

Como escrevo nesse blog e no meu também, pensei primeiramente em postar no meu!
Mas como era dia de semana, deixei pra lá e cá estou hoje!

Gostava de observar o movimento naquela lanchonete!
Pessoas que iam e vinham, pro trabalho ou pra casa.

No meu caso, me preparava pra ir para o trabalho.

Mas... Imaginava... Quanta história passava por ali, todos os dias!
Cada um com a sua, assim como eu ia com a minha!

Escrevo esse texto num feriado, 12 de outubro.
Numa tarde, 13h50, na qual não tenho um pingo de vontade de sair de casa. E ouço a trilha sonora da segunda temporada da série "One Tree Hill", da qual sairá uma faixa que você poderá ouvir ao final desse texto.

Antes de encerrar, quase que de maneira abrupta, permita-me recordar ainda, mais uma lembrança de cotidiano!

Esses cafés geralmente marcam época em minha vida!

Anos atrás, quando fazia o curso de rádio em São Paulo (na bela Vila Mariana), lembro-me de que o proprietário do estabelecimento, logo pela manhã, deixava a TV sintonizada na MTV!

Quanta música legal eu ouvia antes de ir pro curso!
Entenda: àquela época, ainda tocava o que prestava no canal.
Agora que ele voltou pra Viacom, há esperanças de que melhore.
Pelo menos estou podendo rever "Dawson's Creek"!

Por hoje é só, meus queridos e minhas queridas!
Ao lerem esse post, já terei feito o exame final (só falta o de moto, dia 16/10) pra eu ser um cara habilitado, finalmente!

Conto no mês que vem como foi a experiência!

Ah!
Escolhi essa aqui pra gente ouvir!

domingo, 20 de outubro de 2013

Crítica da Loucura

O holocausto não é uma exclusividade da Alemanha nazista. A política higienista de Hitler popularizou o termo, originalmente utilizado em um ritual hebreu, associando à matança em massa, como nos campos de concentração.

No Brasil também houve holocausto, mais recente que o alemão, como relata a jornalista Daniela Arbex no livro “Holocausto Brasileiro”. Ocorreu em Minas Gerais, na cidade de Barbacena, ao longo do séc. XX, tendo seu ápice durante a ditadura militar e funcionando até a década de 80.

Hoje o local ainda abriga alguns doentes e há projetos para aproveitar a área como hospital. Em uma parte funciona também o museu da loucura. O lugar é bonito, arborizado e com uma construção colonial que lembra uma antiga fazenda. Ao chegar fica difícil acreditar que aquela construção testemunhou um período tão sombrio, de tantos que marcam nossa história.

Alguns prontuários médicos indicam a arbitrariedade das internações. Paciente se queixa que sente falta da família; manter a internação. Paciente se sente triste; manter a internação. Paciente sem reclamações; manter a internação. Internação que consistia em quantidades ínfimas de comida, dormir sobre capim no chão, se alimentar de ratos, beber esgoto que corria a céu aberto e ser eletrocutado, por vezes até a morte, que dentro deste contexto era uma bênção.

Cada detalhe ocorrido no hospital Colônia choca e revolta, mas o que preocupa mesmo é a naturalidade com que a população, até hoje, encara o diagnóstico da loucura e o desrespeito à condição humana.

Narrando certas situações degradantes, como as citadas acima, o mais comum é que as pessoas reconheçam que a loucura não está nos internos, mas em quem os interna. Porém a banalização da loucura não acabou, apenas mudou de cara.

Hoje é muito mais lucrativo, menos custoso e socialmente tolerável diagnosticar doentes mentais a esmo, receitando remédios para cada nuance comportamental. Para os tristes, quietos, agitados, viciados, rebeldes, dispersos, insatisfeitos, etc. Há quem queira tratar até a homossexualidade – quem é mesmo louco nessa história toda?

Como se não bastasse a naturalização de medicamentos cuja eficácia pode ser contestada na grande maioria dos casos a sociedade brasileira costuma ser extremamente permissiva em relação aos maus tratos.

Utilizando justificativas risíveis parte da população se posiciona contra os direitos humanos, pelos quais nós, humanos, lutamos por séculos para conseguir. Estes direitos são inalienáveis, não dependem de mérito. Qualquer pessoa que seja contra está dando um tiro no pé, ou abrindo espaço para isso.

Alguns tentam uma justificativa falha de que os direitos humanos seriam para “humanos direitos”. O problema é no que a falta destes direitos levada ao extremo implica.

Estima-se que 70% dos internos do Colônia chegavam ao hospício sem nenhum problema mental, porém com o tempo todos ficavam loucos. Rompiam com a realidade diante da insensatez do ‘tratamento’ que recebiam.

Fica a dúvida – retórica – se qualquer instituição que tenha a mínima pretensão de recuperar algum humano terá sucesso, tomando como primeira medida tolher seus direitos mais básicos. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Quase...

Quase esqueci mas lembrei (em tempo)... quando se vive, não resta tempo para escrever, para mim escrever de mim... então lembro a vocês da lua, de umas nuvens que mudam de cor, de um eclipse que não verei, de um suspiro letal do orgasmo úmido, todo úmido, e meu corpo para viver o que não escrevo... 

Deste instante... em diante... fechando malas, portas... enviando ABRAZOS. 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Vitamina C

Difícil ter que aprender do modo mais difícil,
Que, muitas vezes, o (mau) caráter genético é.
Quisera eu ter ouvido minha mãe:
"Minha filha, laranja não cai longe do pé".

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

T de Tédio

Sei. Sei. Já disse que sei... Tédio começa com T.

Do início ao fim sabíamos: não queríamos esperar a Arca de Noé...

Papai Noel, Batman, Saci Perere....a gente queria mesmo era poder existir de alguma forma e construir a nossa própria Deusa, lembra?

Atenas... mas para isso teríamos que abrir a nossa igrejinha...Barquinha, trenzinho ou nave espacial mesmo.

Faltou fé. Eu bem que te avisei.

Agora aqui estamos perdendo o resto do nosso dinheiro.
Chame o garçon. Peça duas doses de wisky black, red, yellow...e façamos um submarino com tequila. Ainda conseguimos uma bela dor de cabeça antes de dormir e....enquanto eu sonho com você, por favor, largue os meus pés; não quero massagem hoje.

Esqueça! Já fomos pra tão longe...e do que adiantou? Queime essas roupas, queime a babylonia inteira....vamos sair pela porta da frente mesmo, já cansei dessa parada de pular a janela, descer de chaminé.

E me desculpe. E não por isso! Vc sabe que eu não fui capaz sequer de te magoar. E vc vai me esquecer no segundo gole e só lembrará quando ver amanhã essa marca de catchup no seu casaco.

Queria ter significado alguma coisa. Ter te arranhado. Te cutucado no facebook...

Vai, afasta de mim esse cálice e não vem com esse papinho de que vai sentir saudades. SE vc não for eu vou agora e só volto quando a banda passar.

Um beijo no seu queixo. Na sua barba azul. Saiba que eu nunca acreditei nesse história de amor perfeito.

Deixo essa fita cor de rosa.
Uma carolina na vitrola
Um doce de abóbora
E essas rimas tortas....

Dirvita-se.

curta e compartilhe...

Carol Maria Moraes - Facebook
http://carolmcm.blogspot.com.br/

domingo, 13 de outubro de 2013

O nosso futuro do pretérito

Teria sido lindo.

Eu teria lhe dito o nome do meu cachorro, mas nem tempo tive de lhe contar que não tenho um.
Teria lhe falado sobre meus pratos preferidos, sobre minhas aulas de francês, do meu interesse em cinema norueguês, do meu hobby de colecionar citações de livros, da minha fascinação pela Frida Kahlo; da minha predileção por amarelo.

Teria sido lindo.

Você teria me contado sobre sua resistência em cortar os cabelos, dos desentendimentos com seu pai, da paixão pelos esportes de velocidade, da mania de nadar no mar todos os dias antes do trabalho, do hábito de tatuar o próprio braço com caneta preta e da sua fissura por sambas tristes.

Teria sido lindo.

Seria se toda nossa paixão não tivesse durado os segundos dos 3 piscares de olhos que foram possíveis no momento em que minha bicicleta cruzou o seu caminho.
Teria sido lindo se você não tivesse virado aquela rua em alta velocidade...desenhada de carros e árvores e a linha do horizonte não tivesse tragado sua imagem para o limbo da minha coleção de amores platônicos instantâneos.

Seria uma grande paixão; uma grande história de amor.

Teria sido realmente lindo.