sábado, 23 de outubro de 2010

Every little thing she does is magic

Eu não sei cozinhar,
Eu não sei dizer o que sinto,
Eu durmo mais do que o necessário,
Eu faço tempestade em copo d´agua,
Eu morro de medo de barata,
Eu lavo roupa suja sem olhar o bolso,
Eu choro demais,
Mas não estou mais sozinha.
Tenho alguém pra quem voltar no fim do dia.
E que por mais que eu faça tudo errado sempre
Ele acha que tudo que eu faço é mágica.



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Turno da Noite

De Luiz Adriano Lima 


Receber o convite para participar do Blog das 30 Pessoas foi extremamente gratificante. Logo, fiquei extremamente extasiado – e ainda estou –, mas logo me veio a dúvida: sobre o que eu escreveria? E, evidentemente, a resposta mais lógica era aquela em que eu componho um texto no qual eu me apresento, comentando basicamente sobre as coisas das quais eu gosto, quais me satisfazem, que programas me entretêm. Penso, porém, que começar desse modo seria muito limitador e me descrever de modo objetivo seria colocar a mim mesmo como uma figura plana e simples – o que definitivamente nenhuma pessoa é.


Opto por começar de outro modo. Posso, ao longo do tempo que escrever aqui, apresentar várias vertentes minhas e, assim, vocês leitores vão juntando as várias informações e montando a minha personalidade. Tendo
optado por isso, veio-me outra dúvida e essa foi bem mais cortante. Escrever sobre o que eu gosto ou sobre o que não me agrada? Escrever sobre o mais óbvio ou sobre o mais oculto de mim? A solução veio quando eu e o Pedro, um colega de quem gosto muito, conversávamos de madrugada sobre diversos assuntos e eu concluí que aquele momento – aquela conversa à meia-luz – me punha num estado inerte de êxtase.


Há algo nas conversas noturnas que as diferem das conversas que temos ao longo do dia. Nas conversas que ocorrem depois da meia-noite, os interlocutores parecem mais suscetíveis a falar aquilo que realmente desejam, sem amarras sociais ou preocupações com semântica, as quais usualmente estão presentes. Até porque, às três horas da manhã, se conversa apenas com quem realmente se quer conversar – e isso torna qualquer diálogo bem mais intimista e prazeroso. Os tópicos também são mais interessantes: eles parecem consideravelmente mais próximos dos falantes. De madrugada, os assuntos que surgem afloram, vêm de dentro, expõem-se de maneira mais pungente – seja o gosto por arte, por sexo, pela natureza, pela própria vida; tudo isso flui mais facilmente. Talvez esse fluido constante se deva ao sono que se aproxima e à conseqüente necessidade de afugentá-lo. Ou talvez simplesmente aconteça pela diversão que há em conversar no horário em que as outras pessoas dormem (e, portanto, ausentam os seu julgamentos).

Não me restam dúvidas de que são essas conversas que me motivam a entrar no MSN e ficar até tarde acordado. Há outros motivos, evidentemente; mas decerto poder conversar abertamente é o que me instiga – e aposto que instiga a muitas outras pessoas. Não posso terminar esse texto sem agradecer a duas pessoas muitos especiais, que tornam as minhas noites mais interessantes: Pedro e Marcelo. Ambos me aprazem quando dedicam suas madrugadas a conversar comigo e, com cada um, tenho longas conversações, quase intermináveis, sobre diversos assuntos. Não anseio pelo término disso, quero, aliás, que dure muito mais e que conversemos ainda por um longo tempo – seja pessoalmente ou virtualmente. Há definitivamente aqueles que apreciam o dia – eu o aprecio –, mas penso que é o turno da noite que me mais me faz querer viver.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

20 de Outubro

Olá pessoal.

Finalmente chegou meu dia aqui no blog - e também o meu aniversário... 31 aninhos.

Eu pretendia escrever algo bacana aqui, mas já estou um pouco alto... assim, nem vou arriscar.

Mas, aproveito para convidar os companheiros de blog e os leitores à deriva que estiverem em São Paulo na ocasião para comparecer na comemoração, que acontece na sexta, 22 de outubro, na Vila Madalena, em São Paulo.

O bar é o Capital da Villa e a banda é o Comitê do Soul, com muito... soul! Mais informações no site http://www.capitaldavilla.com.br/ ou na arte abaixo, que acabei de produzir:

Arrivederci!


É 15 conto ome e 10 conto muié!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Best of you

Eu assistia esse video quando lançou e me dava uma vontade grande de correr, gritar, insistir e mudar o mundo. Eu acho bem louca a edição, as imagens, assisti o making off na época e mostrou o trampo que os caras tiveram, duzentos nêgos todos de preto, cheios de luzinhas no corpo pra fazer uma cena de 2 segundos. O diretor tinha acabado de perder a mulher por doença, e foi lá e fez um clipe bonito desses. É, o mais legal foi assisti-lo agora e saber que a vontade ainda está aqui, esperando ser provocada, feito agora.

*O vagabundo que postou ele no youtube não deixou liberado pra incorporar em outro site.

domingo, 17 de outubro de 2010

Contemplar



Foi isso que fez um senhor que vi diante da Fonte Gaia, em Siena, cidade italiana na região da Toscana. Eu já tinha visto fotos da fonte em livros, sabia que a encontraria enquanto folheava o guia na viagem de trem, mas não imaginava que ali aprenderia um dos maiores ensinamentos dessa viagem.
Turista deslumbrada, ao encontrar algum dos belos locais que eu desejava conhecer, sacava de imediato minha máquina fotográfica e disparava quantos flahes a bateria e o cartão de memória me permitiam. Estava empenhada justamente nisso quando o velho homem chegou. Parou em frente à fonte, debruçou-se na grade, deu uma espiadela por cima dos ombros, dos dois lados, como que para saber se alguém poderia perturbá-lo naquele grande momento. E então, iniciando o que chamo de ritual de contemplação, não apenas olhou para a fonte, mas a admirou.
Nos seus olhos, que já viram bem mais que os meus, uma mistura de deslumbramento e fascínio. Observaram, creio que pela primeira vez, atentamente a fonte que até então eu só tinha visto pelo visor da câmera. Estavámos, de fato, diante de uma grande obra. Para que tirar fotos (as mesmas que a gente vê desgastadas em livros, sites e guias), se temos a chance de contemplar ao vivo, com esses olhos de ver, a maravilha desenhada e conservada bem diante do nosso nariz?
Não deixei de tirar fotos depois disso, obviamente. Mas antes de enquadrar o monumento, contemplo-o. Enxergo com olhos bem atentos, degusto os detalhes, mesmo quando o mapa me grita o tanto de coisas que ainda tenho de visitar. Destinar as lembranças de tudo que vejo não apenas à memória virtual, mas também a minha própria, sem dúvida, tornaram-se as viagens ainda mais interessantes.

sábado, 16 de outubro de 2010

Adaptação

Home care talvez seja uma das maiores sacanagens do médico empresarial. A transferência do custo e responsabilidade à família é algo brutal.
 
Apesar do convívio familiar contribuir para a melhora. Acredito mais na idéia do fim digno.
 
O que me impressiona é a capacidade de uma pessoa se adaptar: seja a sonda, a cama, a aspiração ou a alimentação líquida.
 
Será que faço bom uso da saúde perfeita que hoje tenho?
 
 
 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fixação

Desde que eu soube que a remota possibilidade de realizar um sonho de consumo não era tão remota assim, recomecei o velho ritual obcecado: reviro pistas, traço metas, arquiteto planos infalíveis, ensaio falas, fantasio panoramas utópicos e me flagro sorrindo como idiota sem ter motivos ou cantarolando Kid Abelha pelos cantos da casa.

Meu lado racional, mesmo sendo sufocado pela euforia, não deixa de me indagar quanto tempo levará até que eu me frustre e volte ao habitual estado de miséria.

Podem começar o bolão.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pessoa

- Mãe, olha o que eu achei!
- Que isso?
- Uma pessoa, mãe! Parece que nunca viu!
- Eu sei o que é! Eu quero saber o que tá fazendo dentro de casa?
- Ela veio me seguindo, mãe! Posso ficar?
- Tá maluco? Pessoa dentro de casa só dá trabalho.
- Mas mãe, eu cuido direitinho! Será que é homem ou mulher?
- É mulher, não tá vendo... é, hmm... os... com os peitos desse tamanho aí e você não sabe? E ainda por cima é mulher fresca, a gente não tem como cuidar. Óculos escuros, chapinha. bolsa Louis Vuitton. Quem é que tem dinheiro pra manter tudo isso?
- Mas mãe, o José Vitor tem uma pessoa em casa e a mãe dele deixa.
- Aposto que ele achou um mendigo na rua. Esses são fáceis de cuidar, qualquer coisa que ganham, estão felizes. E essa aqui? Vai querer carro importado, blackberry, ipod, acessórios pra combinar com a blusinha. E se ela fica grávida? Já pensou?
- Mas mãe!
- Chega! Pessoa, não! Se quiser, te dou uma tartaruga.
- Tá bom... que saco, nunca posso ter nada que eu quero.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Investigação acerca (do crime) de Eduardo AT

Todas as janelas da casa dão para muros. Ele vive uma vida sem paisagem. 


Barrando a porta da sala de estar, uma mesa balcão com dois computadores. Empilhados: livros, revistas, dvds e cds, desordem de canetas, agendas. Fios entrecruzados à beira de um curto. Imaginam-se horas diante do escritório improvisado. Vida sem visitas. Caos no trabalho e nos dias. Utopia de alguém que insiste em ganhar a vida com escritos e filmes.

Estantes de metais encurvando livros. Burras de carga de um pretenso saber. Pouco mais que a metade com páginas anotadas a lápis, o que pressupõe que nem todas lidas.

Sobre a geladeira um boneco articulado em fuga. Adesivos em desordem. Lâmpada queimada na luminária dupla. Torneira estrangulada para não gotejar segredos martelando insônias na madrugada. Interruptores falhando em luz, impondo escuridão. [Na última gaveta da pia, interruptores e borrachinhas novas para o conserto que por preguiça, falta de tempo ou tédio não realiza.]

No guarda-roupa, calças tamanho 42 em harmonia com outras 48, assim como camisetas M com GG e XL (velhas e novas), o que pressupõe oscilação frequente de peso ou grave doença recente. O predomínio de camisetas pretas com gola V convivendo com outras, de cores diversas, nunca usadas. Luto ou equivocada forma de se fazer atraente. 

No cômoda, suplementos de academia em convivência com apostilas de cursinho. Anotações, rascunhos em papéis, planos de aula, lista de alunos, redações corrigidas, tudo denunciando a segunda profissão, que de mais antiga só perde para a das putas; mas sem igual prazer, igual reconhecimento e remuneração.

No criado mudo, a tristeza de contas por pagar e pequenos recibos com seu nome estampado em solidão, tudo reafirmando o fato de ser solteiro e estar por si.

Numa sacola, dúzias de preservativos tanto gritam dias de intensa promiscuidade ou de absoluta abstinência. Cuecas novíssimas, de marca cara dando indício de relacionamentos recentes, tudo a par de meias confortáveis da algodão, tênis diversos, bonitos, não-gastos, empilhados e que dizem, por isso, que ele precisa andar mais, viajar mais, buscar novos caminhos.

Na janela do banheiro, várias escovas de dente, pastas pela metade, pomadas para toda espécie de praga, alergias. Lâminas de barbear. Pinças. Cotonetes. O nonsense de pentes finos e xampu que  riem de sua cabeça raspada.

Na cozinha, o relógio que antecipa seus costumeiros atrasos, anuncia com seus ponteiros as 2:06 da noite, ao lado de um pinguim exilado que mira do alto a mesa onde pares de pratos comprovam um jantar noturno. O desleixo da mesa  e as panelas ainda quentes no fogão falam de uma noite compartilhada. Mas os cobertores e travesseiros em dois sofás distintos, voltados para tevê berram amizade (e não sexo) nesta noite fria de novembro.

Não há porta-retratos, imagens de santos na casa, poucos bibelôs (que desgosta), mas há um tarô no criado mudo cuspindo arcanos e destinos. Há também um baralho lacrado noutra gaveta, convivendo sem fé com uma bíblia, documentos postos em pastas e pequenos aparelhos eletrônicos, comprimidos para dores, gripe e azia. 

Agora pouco tocou o celular. São trinta e dois números listados na agenda. Seis ligam com frequência. Os torpedos mais recentes são de André, Cinha, Cristiane, Murilo, Matheus P e Lucas. Âncoras com mundo exterior que impedem que afunde em si? Trombetas que anunciam que a vida está lá fora, e se faz melhor nos encontros?

.
Por fim, esse espelho atrás da porta do quarto para ele se ver, para se saber, para se fotografar vezenquando. Espelho que é testemunha ocular do espetáculo monótono dos dias, e que não lhe questiona o certo/errado do viver. Assim, paremos neste espelho, que amplia a ilusão do quarto e de si, já que todos os mínimos indícios do dia  vão dar no sujeito frente à superfície: ele que é dele mesmo a (sua) mais frequente companhia. 


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pra não trocar as pernas

Tranças
Ana Guimarães e Lucas Veríssimo

Abre e cruza cruza e abre e
Abre e cruza cruza e abre e
Abre e cruza cruza e abre e
Abre e cruza cruza e abre e
Abre e cruza cruza e abre e
Abre e cruza cruza e abre e
Abre e cruza cruza e abre e
Abre e cruza cruza e abre e
Abre e cruza cruza e abre e
Abre e cruza cruza e abre e
Tesoura


sábado, 9 de outubro de 2010

Meu testamento


Quando eu morrer
(não faça essa cara, já está decidido, não importa o que eu faça ou deixe de fazer, minha morte é certa),
não chore.
Saiba que morrer me deixará feliz, pois finalmente conquistarei o meu maior sonho: o sossego.

Enquanto eu descanso, eis o que desejo que façam com o que deixarei para trás:

Queime
Tudo o que puder pegar fogo e desaparecer em cinzas.
Isso inclui meu corpo. Primeiro, recicle-o ao máximo. Olhos, sonhos, órgãos, cabelos, cicatrizes, unhas, ideias. Depois, queime o resto sem dó nem lágrima. Não se preocupe em transportar-me até um local específico. Espalhe-me em qualquer sopro de vento a céu aberto, porque de lá eu saberei aonde ir.
Faça dos meus cadernos, cartas, postais e fotos uma fogueira. Proíbo-te de ler o que está escrito neles. Eram meus, e depois de mim devem virar brisa.

Doe
Além dos meus órgãos, as roupas, livros, sapatos, móveis e projetos que nunca saíram do papel, para alguém que fará melhor uso deles do que eu.

Delete
O que eu não tiver deletado ainda. Se, como ocorreu com Santiago, minha morte for anunciada, pule essa etapa, pois eu já a terei cumprido. Não deixe, porém de me avisar, caso você saiba que vou morrer.
Esqueça-se da pena de apagar centenas de imagens do meu Facebook. O mundo tem fotos demais. Também tem tweets demais, por isso delete os meus também.
Meus blogs... Faça o mesmo com eles. Todos eles. Menos esse.

Lembre-se
De não se revoltar se eu morrer uma morte violenta, principalmente se ela tiver sido intencionalmente provocada por outra pessoa. De maneira alguma brade por vingança. Não cogite roubar um olho para substituir o meu ou defender leis mais duras como a pena de morte ou a redução da idade penal. Eu sou contra tudo isso e recuso que sujem meu nome covardemente, quando eu já não mais poderei protestar.
De plantar uma árvore em minha homenagem, em algum lugar onde ela possa crescer e produzir oxigênio por algumas centenas de anos. Eis aí algo mais compatível com o meu nome.
De que não sentirei a mínima falta das vidas que levei nesses pelo menos 28 anos e quatro meses. Sobrevivi aos maus momentos. E aos bons também. A todos eles, menos um, o que finalmente me matará.
De que vivi do jeito que queria viver. Reencarnei durante a mesma vida todas as vidas que consegui. Levei meus defeitos em todas elas, e felizmente deixei alguns pelo caminho. Sabendo que seria imposível me libertar de todos, abracei-os, adotei-os como parte de mim, pessoa imperfeita. Pessoa real.
De mim.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Meu filho é melhor que o seu (por Carol Campregher)



Nestes últimos meses meu filho começou a fazer testes para comerciais. Foi assim: um dia ele foi passear com um amigo (que quando era menor fez figuração para o danoninho) e no meio do passeio o menino tinha um teste. Meu filho acabou fazendo também, a agência gostou e desde então está agenciando ambos.
Ele até já foi sondado outras vezes, mas começavam querendo fazer um book super caro, e sempre acho que as agências faturam mais ali, no book. Cobram um absurdo, e os mostruários são quase todos de crianças horrendas, o que me faz mais ainda acreditar que é um belo golpe. Fora isso, quando pequenininho, meu filho não era muito extrovertido o suficiente para a "profissão", digamos assim.
Mês passado ele passou num teste para fazer um filminho de três minutos para o site da Fiat. Fiquei muito feliz. Ele é primeiro da classe, aprendeu a ler com três anos, não chora para tirar sangue ou tomar injeção, mas quem se importa?

Parece que pra ter brilho tem que ser jogador de futebol ou ator, tem um tchan a mais. Nas conversas sobre filhos parece sempre que a pessoa morre de orgulho da cria, por qualquer coisa, qualquer coisa mesmo. Poderia ficar falando horas das proezas do meu, mas é terrivelmente irritante ficar ouvindo mães se gabarem, principalmente quando o seu é bem melhor (brincadeira). Seu filho é sempre o mais esperto, o mais bonito. E os defeitos se tornam qualidades, mal criado é "tem personalidade" gordo é "fofinho", burro é "engraçadinho" bagunceiro é "divertido", e por aí vai.
A verdade é que as pessoas são em sua maioria feias e chatas. As muito perfeitas são irritantes. Seu filho é/será uma pessoa, logo você já sabe. Conforme-se. Além do mais, a chance de você ter parido um novo Pelé é uma em milhões. Na próxima tente a mega sena acumulada.

Mas voltando ao MEU filho, aqui vai o link do filminho. E em caso de dúvida, ele é a criança MAIS bonita que aparece.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Love Never Dies

Estive em Londres há uns dias e assisti à continuação do Fantasma da Ópera. Pra quem gosta, um prato cheio. Eu, que amo...bem, amei. Principalmente a música tema, com uma letra linda!
Comprei o cd, e fico ouvindo, ouvindo, ouvindo...essas músicas que não saem da cabeça nunca, sabem como? E como eu tenho a teoria de que a gente só consegue tirar uma música da cabeça se conseguir passar pra cabeça de outra pessoa.... Um clássico pra esgoelaaaaaaaar no chuveiro!
Com vocês...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Almoçionante

            Primeiro eu queria me desculpar pelo trocadilho infame, mas é que não conseguir resistir. Faz quase um ano e meio que trabalho em uma repartição pública, neste tempo quase todo sempre fui almoçar sozinho, por opção e por amor a vida. Amor a vida alheia, pois meu humor não é nada que se possa considerar como algo saudável quando estou com fome,e, amor a minha própria vida, pois querer matar alguém, também não é saudável. Pois bem, diferente do que podia imaginar ultimamente, esta minha uma hora de almoço tem me reservado várias emoções e surpresas. Eu demoro cerca de vinte minutos pra almoçar (ta aí uma das causas para minha gastrite permanente) e nos outros quarenta minutos costumo andar pela avenida paulista, seja para dar uma passada em uma livraria, seja para ir a um fucking banco.
            Outro dia eu estava só fazendo o tempo passar mesmo (não abro mão dos meus sessenta minutos) e eis que quando fui passar por uma banca um policial abordou a mim e a outros três estudantes do colégio são luiz “não pode passar, fiquem aí, não pode” , a gente tentou retrucar “ma...mas...o que aconteceu?” , ele retrucou “um problema no banco, agora se afastem”. Bom a gente se afastou conforme o pedido dele, e não demorou mais que alguns segundos para aparecer dois guardas, armados, andando lentamente para trás, por um momento me senti num desses filmes sobre gangsters americanos. Estariam os ladrões lá dentro? Confesso que geralmente (quase sempre) torço pelos bandidos em assaltos a banco. A torcida parece ter dado certo, uns vinte minutos depois a policia liberou a passagem para os pedestres, os ladrões já tinham fugido, de metrô, agora somente um unitário poderia impedi-los.
            Em outro almoço eu estava atravessando a rua, praticamente no mesmo lugar, quando um motoboy caiu da sua moto. O meu sonolento instinto solidário me fez ir até lá ajudar o motoboy. Eu mais uma outra pessoa o ajudamos a levantar, tiramos a moto dele debaixo de um carro e a levamos para a calçada, olhei bem para a moto antes de estender o pezinho (da moto...) e foi aí que me arrependi: o motoboy era corintiano. Bom, depois dessa eu haverei de ir ao céu, porque, se ele realmente existir, tem um lugar especial para quem ajuda corintianos. Na volta desta ação benevolente um carro quebrado na Haddock Lobo, nada de muito estranho né? Um guincho, uma pessoa ao celular tentando resolver... Difícil foi explicar isso ao pai da mulher que teve o carro quebrado e, ainda por cima, contava com a desconfiança de seu genitor: “Pai! Não, não acabou a gasolina!”
            Eu geralmente uso estes quarenta minutos do almoço para fazer hora e a digestão, até porque quando saio com a intenção de fazer várias coisas, geralmente não faço nada. Não sei se sou eu quem produz (mesmo que inconsciente disso) o imponderável ou a região e sua movimentação toda que proporciona isto, mas vem sendo uma emoção almoçar ultimamente.
           Ah, hoje (terça, 05/09/10) fui almoçar e vi uma discussão na lotérica, houve um tiroteio em uma agência de turismo e um repórter quis me entrevistar, mas isto fica para um próximo post.

Vlado Galli

terça-feira, 5 de outubro de 2010

CURTA - CENA I - Tarde - Vão do MASP.

- Você se parece muito com uma amiga.
- Sério?
- Muito mesmo, principalmente assim de perfil.
- Engraçado, as pessoas dizem isso. Eu tenho um rosto comum.
- Não é comum.
- Que loucura. Estou esperando uma pessoa e ela não chega.
- É péssimo esperar, né?
- Você não gosta?
- Você gosta?
- Normal.
- Eu estava comprando uma casa no Butantã. É uma casa linda, mas no meio da negociação o proprietário alugou. Se ele tivesse vendido, tudo bem. Mas sabe quando você tem certeza de que aquilo será seu?
- Humrum.
- Você mora com seus pais.
- Moro sim.
- Legal né, morar com os pais?
- É muito legal. Você só tem essas duas tattoos?
- Tenho mais uma nas costas.
- Asas?
- Dragão.

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@cleytoncabral

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

As últimas palavras deste nosso amor

Por Gilberto Amendola

(...) pode ser amor de roupa no varal. Não, não, desculpe, um amor de vento batendo na roupa estendida no varal. Não, não, um amor de flor na janela. Não, não, digo,amor de vaso de flor no parapeito da janela. Melhor, amor de flor no parapeito da janela do oitavo andar. Ou ainda, amor de flor no parapeito da janela do oitavo andar, onde suicidas ganham asas. Ok, que seja, amor de arranha-céu, sem roupa no varal, flor na janela ou seres alados. Pode ser um amor árido. Amor de cactos quando se abraça. Amor de espinho quando passa. Ou prefere amor deserto do Saara? Amor grão de areia dentro da ampulheta. Amor de ponta-cabeça. Oásis de bolso também é amor. Cantil que transborda vodca. Quer um amor ressaca? Amor que descasca. Neve de células mortas sobre o ombro do capataz. Pode ser o amor uma boca cheia de dentes? Meus dentes cheios de fome, minha fome cheia de carne, minha carne cheia de alma, minha alma cheia de nada, meu nada cheio de números, meus números cheios de passado, meu passado cheio de sentido, meus sentidos cheios de razão, minha razão cheia de emoção, minha emoção cheia de lágrimas, minhas lágrimas cheias de riso, meu riso cheio de saudade, minha saudade cheia de você. E o que era você está cheio de trincos. Mas ainda é amor, viu? Amor que se excede. Amor de troncha, de revista velha, de páginas em branco e de rascunhos – o rascunho de um assalto a banco. Amor de ligar os pontos, colorir espaços, dobrar bordas,contornar curvas e beber água da chuva até se afogar. Amor que sabe mergulhar. Conchinhas do mar. Caranguejos. Pérolas. Amor de pedra falsa em pescoço de madame. Colarzinho sem valor. Espelhinho de índio é o meu amor. Amor barato. Promoção de sentimentos, liquidação dos desejos, suaves parcelas. Abaixo do custo é amor. Pague 1,leve2.Tem que ser amor desperdício,amor de torneira aberta na cozinha. Amor que pinga. Amor conta-gotas. Amor tic-tac de relógio atrasado. Pode amor assim? Amor que chega quando ela já foi embora, amor que é sombra (amor que é sobra), lampejo,restinho de perfume na sala. Amor que viaja. Tudo bem, amor que vai de trem, avião, balão de gás. Amor, amém. Esse amor, nosso amor,pode ser amor virtual, só durante o carnaval, cometa Halley no céu de setembro. Tem amor que é seco – e que também é nosso. Ou amor polvilho. Migalha também é amor. Olha quanta formiga marchando sobre os restos desse amor! Não, não, não pise neste amor inseto. Mesmo dedetizado ainda é amor. Ou não? Amor de casa limpa. Poeira embaixo da mesa. Moedas no vão do sofá também são valorosos sinais de amor. Esqueci no bolso da minha calça aquilo que chamava de amor. Joguei na máquina de lavar e esperei. Amor que roda deixa a gente tonto. Antes fosse carrossel, roda -gigante, pula-pula. Só pra rimar: amor é mula. E se você quiser, amor é tanajura.Não,não é da pura, não é da boa, não é daquela
que você mais gosta. É só amor que encaixa. Ah, e se faltar uma peça é o amor que nos resta. Talvez o único, o último, o derradeiro. Talvez, quem sabe, o mais bandoleiro. O tal amor bandido – fugindo de pangaré. Amor que vai a pé, gasta sola de sapato, amor língua de fora. Amor exausto. Cansou de tanto amor? Amor até a tampa. Chega, meu bem, assim balança. A morde vida inteira, dia à toa, brincadeira. Amor de reticência. Antes que você esqueça deste amor que é marca de nascença. Carimbo. Papel timbrado –firma reconhecida feito amor de advogado.Entendi, é amor de papel passado (mal passado). Amor pingando sangue. Amor de derrame.Tanto esforço e o amor foi parar no hospital, paciente terminal. Lindo de ver morrer esse nosso amor. Os desertos da alma nunca são suficientemente secos...

domingo, 3 de outubro de 2010

O despertador


Antes eu achava que o cabo usb era a coisa mais legal criada nos últimos tempos. Super bacana poder descarregar fotos e esquentar o leite pela mesma tecnologia, era o que eu pensava. Agora que eu sou uma pessoa que acorda cedo, muito cedo, muito mais cedo do que eu gostaria, eu mudei de opinião. A coisa mais legal criada nos últimos tempos é o celular com mp3.


Há quem possar dizer que eu estou uns bons anos atrasada de assunto, mas como eu disse, acordar cedo é algo novo na minha vida. Antes eu acordava naturalmente, lá pelas 10 da manhã. E você, que já é mais calejado e acorda cedo faz tempo, pode até não se lembrar, mas até pouco tempo atrás seu despertador era um relógio de corda, que mais parecia um panelaço na sua cabeça, ou no muito aqueles de pilha que tocavam um pipipipi irritante. Ok, tinha o rádio-relógio que podia ligar o o rádio na hora de acordar, mas pense bem, acordar ouvindo Justin Bieber?

Pois é, ai que está o x da questão. Com o celular com mp3 você escolhe com qual música pode acordar, e pra mim, está ai a chave do bom humor. Sério. Escolher a música certa é fundamental pro dia começar bem. E não pense que é tarefa fácil, pois não é qualquer música que serve.


Comecei com aquela música tema do Rock Balboa, achei que me daria um pique legal pra começar o treino, ou melhor, o dia, mas não. Comecei a me sentir muito pressionada, logo assim pela manhça. Troquei por Chove Chuva, do Jorge Ben, porque eu gosto muito daquele introdução, mas não deu certo também. Dava uma vontade de ficar na cama, como se realmente chovesse lá fora, sabe? Então mudei para Mistério do Planeta, dos Novos Bahianos, mas é uma música que me faz pensar, e não, não deu certo ficar refletindo sobre a vida. É preciso pressa, menina!


Foi viajando que eu tive a sacada de colocar Maricotinha, do Caymmi. Olha, poucas músicas no mundo me trazem essa paz. Estou lá, ouvindo uma longa lista de músicas, mas quando toca Maricotinha acontece alguma coisa dentro de mim. É tão simples, tão gostosa.
E lá foi a Maricotinha me acordar todo dia cedo. Até semana passada. Fiquei com medo de começar a pegar birra da música. Quero que ela continue no hall das músicas amadas. Troquei pela versão de Hebbie Jibbie com as Puppini Sister, só porque me lembra o desenho Tico e Teco e me dá vontade de rir.

sábado, 2 de outubro de 2010

Como morrer na internet

Preciso dizer, antes de mais nada, que o texto abaixo foi publicado no meu blog no dia 28 de novembro de 2008, às 13:57. E é justamente nesse momento que você pensa o seguinte: “preguiçoso, esse cara, só escreveu três artigos inéditos no Blog das 30 pessoas e a sua quarta aparição já é uma cópia, assim não dá”.

Te entendo perfeitamente, você tem toda razão e aqui vão as minhas sinceras desculpas públicas: “o próximo será inédito".

Bom, passado esse momento de acusações e defesas públicas, gostaria de salientar que o artigo “Como morrer na internet” me parece bastante pertinente para a vida de todos nós que estamos aqui nesse momento lindo, sugados, dominados, corrompidos e para sempre amaldiçoados pelo monstro do lago Net.

Além do seu conteúdo peculiar e relevante, acredito que no Blog das 30 Pessoas o artigo terá uma exposição muito mais digna do que a familiar, amical e colegial (relativo a colegas, ok, eu sei que ficou tosco) obtidas no Blog do Paulo Pilha.

Obs.: Por uma questão “histórica”, o conteúdo do texto é exatamente o mesmo. Não foi feito qualquer tipo de revisão.


COMO MORRER NA INTERNET

Fulano de Souza criou um perfil no Orkut e em poucos meses abocanhou mais de 400 amigos. Eram colegas de primário, do cursinho de inglês, da aula de natação, familiares distantes, enfim, gente de todos os lugares possíveis e inimagináveis. Empolgado com este novo mundo virtual, criou um MySpace para divulgar suas canções peculiares – uma mistura de rock dos anos 80, com frevo, maracatu “e um tiquinho assim, desse tamaninho assim, de carimbó” (trecho em aspas, utilizado sem permissão, pode ser visto no vídeo “Também Sou Hype – Hermes e Renato”, que está no YouTube).

Muitos europeus se interessaram pelo seu trabalho e ele acumulou vários fãs e amigos, sobretudo na Alemanha e na Finlândia. Alguns videoclipes de suas músicas, produzidos por amigos cineastas, fizeram muito sucesso no YouTube e Fulano de Souza conseguiu agendar uma turnê na Europa, passando por Itália, França, Espanha, Bélgica, Portugal, e como não poderia deixar de faltar, Alemanha e Finlândia.

Acontece que duas semanas antes do embarque ele foi atropelado e morreu a caminho do hospital. Os comentários no MySpace, no YouTube e no Orkut continuaram normalmente porque nenhum de seus familiares ou amigos mais próximos sabiam as senhas do rapaz. E agora? Deixar um scrap no Orkut dele comunicando o triste episódio para que todos os seus amigos vejam? E quem vai acreditar? Quantos vão ver? Fulano de Souza estava morto no Plano Real, mas no Plano Cruzado, ou melhor, no Plano Virtual, estava mais vivo do que nunca – 5 solicitações de amigos pendentes no Orkut e mais 12 novos comentários no MySpace.

Para resolver este problema, Fulano de Souza pode fornecer as suas senhas para um amigão do peito que por sua vez poderá espalhar a notícia da sua morte no MySpace, no Fotolog, no Msn ou em qualquer outro site de relacionamento. Mas Fulano de Souza teria coragem de dar as suas senhas a ele ou a qualquer outra pessoa? E o amigão do peito? Teria ele coragem de fazer esse serviço para depois ficar respondendo mensagens em inglês da Europa de fãs enlouquecidos? E se o amigão do peito morrer antes do Fulano de Souza?

Nunca foi tão difícil morrer na internet como nos dias de hoje, pois nunca tivemos tantos sites de relacionamento. Mas acredite, tenho a solução! Criei um novo serviço na internet chamado MySpaceInHeaven. Funciona da seguinte forma, em 5 etapas:
1. O usuário se cadastra no MySpaceInHeaven com login e senha, como se estivesse criando uma nova conta de e-mail, ou seja, um procedimento muito simples e rápido.

2. Ele então preenche um campo listando 8 e-mails de pessoas da sua confiança. Não é necessário divulgar o nome dessas 8 pessoas.

3. Agora ele fornece login e senha de todos os sites de relacionamento que tem conta (Orkut, Facebook, MySpace, Fotolog, etc) ou deseja informar.

4. O contato com o MySpaceInHeaven por parte de qualquer um dos e-mails cadastrados só pode e deve ser feito quando o usuário morrer. Para tanto, é preciso enviar escaneado por e-mail uma cópia da certidão de óbito do usuário. Somente os 8 e-mails cadastrados podem fornecer a certidão de óbito. Porém, o usuário pode alterar estes e-mails a qualquer momento (enquanto estiver vivo, logicamente).

5. No momento em que o MySpaceInHeaven confirmar a morte do usuário (uma série de medidas são tomadas para garantir que a certidão enviada é de fato verdadeira), o próprio serviço se encarrega de espalhar a triste notícia para todos os sites de relacionamento que o usuário cadastrou na etapa número 3.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

- O MySpaceInHeaven não fornece as senhas do usuário morto para ninguém, nem para os e-mails cadastrados. Estas são automaticamente deletadas após o cumprimento da etapa número 5.

- O MySpaceInHeaven possui um sistema altamente moderno e seguro que só permite a visualização das senhas fornecidas pelo usuário quando a sua certidão de óbito for aprovada. Sendo assim, o usuário não precisa se preocupar, pois os funcionários do MySpaceInHeaven só poderão fuxicá-lo quando ele estiver morto e ainda assim, terão de ser rápidos, pois a senha só fica disponível por 2 horas. Depois de muitos estudos, o MySpaceInHeaven concluiu que 2 horas é um tempo mais do que suficiente para fazer o serviço completo (notificar todos os amigos do usuário pela internet), mesmo que o usuário tenha 10 sites de relacionamento com 5 perfis em cada – o máximo permitido na opção paga (R$2,00). Na opção gratuita, o usuário só pode cadastrar 5 sites de relacionamento com um perfil para cada.

- Os sites de relacionamento cadastrados ficam no ar somente por mais 30 dias úteis, a contar do dia em que a mensagem de óbito foi enviada, sendo depois dessa data automaticamente excluídos. Porém, o usuário pode escolher um site de relacionamento que fique no ar para sempre ou por quantos meses ele desejar. Caso ele queira que outro site de relacionamento fique mais de um mês no ar ou para sempre, ele precisa pagar uma taxa de R$ 1,00 para cada um.

- O MySpaceInHeaven não lê ou responde qualquer mensagem, scrap, depoimento, comentário e ignora todas as cantadas virtuais enviadas para o usuário morto.
- Pagando apenas R$ 3,00 o usuário pode desenvolver junto com o MySpaceInHeaven uma mensagem de óbito personalizada com cores, ilustrações e animações. Na opção gratuita, o MySpaceInHeaven envia um comunicado padronizado, onde troca apenas o nome do usuário.

- Informações sobre missa de sétima dia fornecidas por algum dos 8 e-mails cadastrados só serão aceitas caso enviadas no mesmo e-mail contendo a certidão de óbito escaneada. A opção gratuita não trabalha com informações sobre missa de sétimo dia. É preciso desembolsar R$ 2,00 para ter este serviço. O MyspaceInHeaven não se responsabiliza por qualquer informação referente a missas posteriores a essa data, inclusive de trigésimo dia.

- Se o usuário pagar mais R$ 2,00, ele ainda pode criar um material para memórias póstumas em formato PDF (os seus amigos teriam a opção de imprimir ao receberem por e-mail) que poderá conter suas poesias secretas, esconderijos de artigos valiosos, coleção de gibis, seu diário ou alguns trechos podem ser revelados neste material, enfim, pode ser qualquer coisa, cabe ao usuário definir. (Autor desta idéia – Pedro Arcanjo)

- O MySpaceInHeaven também será muito útil para as pessoas encontrarem mortos. Basta fazer uma rápida busca interna no site. Se o nome citado não for encontrado, significa que a pessoa está viva ainda. (Autora da idéia – minha mãe)

Algum nerd da informática quer comprar o meu produto? Vendo os direitos autorais por apenas R$ 999,99 e fico com 3% dos lucros trimestrais.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

post para uma pessoa imbecil

"e de repente tudo muda. aquela pessoa que eu conheci há pouco tempo e achava interessante na verdade é uma babaca. suas promessas tentadoras, bonitas e mentirosas naufragaram. sua insistência em me manter por perto desde aquele primeiro encontro era apenas uma necessidade de suprir sua carência. idiota. todas aquelas coisas que comprou pra mim eram na verdade uma desculpa pra me comprar. mas não deu certo, né? e agora que você percebeu que não me compra e que não dou a mínima pro seu carrão ou pro seu mega apê ou pra suas empresas, você começa a me desprezar... tsc tsc tsc. é tão triste isso. triste pra mim e triste pra você, que nem merecia um post. mas como eu gosto de registrar as coisas e não sou egoísta (nem tenho sua excentricidade) escolhi este blog (que você lê) pra dizer (o que você já sabe).

você é uma pessoa ESCROTA.

e pra comemorar o fim que se aproxima, te dedico o novo clipe do thunderbird (que você vai odiar) - eu não gosto mais de você!

beijos,"

victor franco