terça-feira, 9 de outubro de 2012
Painho, como era ser criança no seu tempo?
Antes de tudo, um amante da poesia e das palavras. Psicólogo de formação, professor por conviccão e artesão nas horas vagas. Como consigo fazer tudo isso? Não sei, apenas me aceito ser plural e não ser uma caixa estereotipada! Entre, acesse e descubra as maravilhas da pluralidade das Coisas do Luiz.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Algo não funciona bem.
sábado, 6 de outubro de 2012
Memorabília.
Eu entre minha mãe e meu pai, no meu aniversário de dois anos.
Tenho 18 anos, completados em Março último. A maioria das coisas está fresca em minha memória, mas há algo de neblina nela quando olho para minha infância.
Tenho cicatrizez dela. Na minha barriga, quando uma queda de bicicleta me custou um corte feio nos arredores de casa. Costumava ter outra no tornozelo, conseguida num tombo na casa do meu tio, que conseguiu a proeza de sair dessa minúscula casca de ovo chamada Itatiba para morar em uma ainda menor, chamada Descalvado. Constatei agora mesmo que ela desapareceu.
Da infância, me lembro da eletricidade. Da disposição para tudo. Das brincadeiras que faziam do quarteirão uma cidade a ser protegida pela polícia, montada bravamente em seu patinete. Sim, eu tive um patinete (está permitido rir nesse momento).
Lembro de ouvir MPB com meus pais, de Chico Buarque à Elis Regina, passando por Ney Matrogrosso (favorito da minha mãe, e trilha sonora das tardes de semana com “Bandoleiro”) e Lulu Santos (favorito, por sua vez, do meu pai, que me embalou desde os primeiros anos com “Sereia”).
Lembro-me também de sentir medo, a cada vez que minha mãe me deixava passar do horário e eu via meus primos assistindo algum filme de terror, juntos no quarto. Medo da sessão de horror da locadora, dos posters de Chucky, o boneco assassino, pendurados na parede do lugar. Lembro de minha mãe fazendo aniversário em uma sexta-feira 13 (de Agosto), e insistindo que eu assistisse “A Hora do Pesadelo” ou uma de suas infindáveis continuações com ela. Eu não conseguia. Via flashes, e ficava aterrorizado.
Até hoje, quando tenho pesadelos, Freddy está lá. Até hoje, quando quero, meu quarteirão vira o que quer que eu queira que ele vire. Mas, ao invés de montar meu patinete, empunho minha caneta. Certas coisas nunca mudam.
E talvez minhas tardes não sejam mais regadas a MPB, mas ela ainda me leva a um tempo que tenho o mais absoluto medo de esquecer.
Não sei quem eu sou, mas continuo sendo, mesmo porque nunca fui outra coisa. E ao mesmo tempo já fui de tudo. Vai entender.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Unidos por um Bubbaloo
Cleyton Cabral vê história em tudo. É contista, dramaturgo, publicitário e faz bico de poeta.
@cleytoncabral
www.cleytudo.com
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Balde de Conchinhas
terça-feira, 2 de outubro de 2012
O meu auge futebolístico (10-13 anos)
Quando olho pra minha infância, vejo sobretudo duas coisas: futebol e videogame. Gostaria de escrever sobre as duas coisas, mas para que o texto não fique enorme, vamos de futebol mesmo.
Os jogos eram sempre no recreio e era interessante ver a rivalidade das turmas que ficavam em volta do campo na torcida desviando dos chutes ou tomando bolada. Você ia cobrar o lateral e tinha alguém te empurrando, falando alguma coisa no seu ouvido pra te desestabilizar e até tirar a bola do seu pé discretamente sem o árbitro ver. Aconteceu isso comigo uma vez. As turmas eram mesmo apaixoanadas pelos seus time principais. Os times B e C não recebiam muito crédito, até porque, não duravam muito tempo no campeonato. Muita gente preferia ficar no outro pátio para colocar o papo em dia ou jogar um basquete do que assistir às atuações medonhas dos times B e C. Era comum o nosso time voltar do recreio e ser aplaudido pelo resto da turma depois de uma vitória, o que era absolutamente sensacional.
Eu não queria apenas ser o campeão da sexta série. Queria ganhar o quadrangular final. Esse era o meu grande sonho no colégio. Os campeonatos da sétima e da oitava não tinham o mesmo glamour ou importância. Os jogos não eram na hora do recreio, eram disputados sem torcida fora do horário normal do colégio. Por conta disso, muitos jogadores importantes, que estavam fazendo aula de inglês ou coisa parecida, sequer disputavam os campeonatos dessas séries.
O time era praticamente o mesmo que foi vice no ano anterior. Estava no meu auge como futebolista. De lá pra cá, parece que todo mundo evoluiu e eu parei no tempo. Não tinha muita técnica com a bola nos pés, mas tinha uma incapacidade incomum para fazer gols. Não é uma questão de ser ou não ser modesto. Era uma questão de números. Eu era o artilheiro disparado e ponto. Era um atrás do outro, de todos os jeitos possíveis. Lembro muito bem de um jogo em que vencemos de 10 a 7 e eu marquei 8 gols. Tudo bem que havia outros jogadores mais técnicos que eu, mas até hoje não entendi porque só fui convocado uma vez para jogar pelo time do colégio. Falando nisso, jogamos a final contra um time que tinha 3 jogadores que eram do time do colégio. Eles eram os favoritos. No primeiro minuto de jogo marcaram logo um golaço. Mas fomos lá e vencemos. Eles jogaram melhor, mas a gente soube aproveitar as poucas chances e ganhamos por um placar apertado. Se não me engano foi 3 a 2.
Pegaríamos então o vice campeão da quinta série pra depois provavelmente fazer a final do quadrangular com o time que a gente havia acabado de vencer na final da sexta série. Acontece que no dia anterior ao jogo, eu tive uma crise de asma, algo muito comum na minha infância e adolescência. Não disse nada ao time. Fiquei em casa tomando remédios e fazendo nebulização com a esperança de que me recuperaria a tempo. Poucos minutos antes do início da partida, um dos jogadores me liga de um orelhão do colégio. "Cadê você, cara???". Disse que estava com muita asma. Ele disse pra eu jogar mesmo asmático, que a gente iria perder se eu não fosse. "Vocês vão enfrentar o segundo colocado da quinta série. Não tem erro. Vençam esse jogo que eu estarei curado para a grande final".
Naquela época não tinha celular, não tinha internet, não tinha nada. Queria saber como foi o jogo. Não aguentaria esperar até um deles chegar em casa. Liguei para o colégio. Um dos jogadores foi localizado.
- Porra, seu animal. Vai tomá no cu! Perdemos de 4 a 1. Nem volta mais ao colégio.
Estava tão triste que nem consegui dizer muita coisa. Desliguei o telefone e a asma piorou. Foi um dos piores dias da minha infância.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
através da janela
Jornalista, especialista em Midia, Informação e Cultura pela USP, onde participa do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação. Pesquisador de mídias e redes sociais virtuais, escreveu o livro www.odio - a internet na mira do mal. Atualmente é assessor de comunicação, produtor cultural e atua como jornalista freelancer em matérias sobre Cultura e Comportamento.
sábado, 29 de setembro de 2012
humrum, 1rum
na praça ocupada, o teatro da Z.L (zona leste), mais precisa, Dolores Boca Aberta representou a comunidade, ocupou, fez lindo monumento, som e adendos, ousadia é o nome disso.
guardo na alma, no coração, os dizeres do drummond, ganhado em mãos
entre um ato e outro no tetro arena, ópera dos vivos, no movimento, sem correntes...
lembrando antes de ir, por que amanhã acordo cedo:
sabendo que o cansaço, muda, assim, como a vinheta.
. graças a deus, fui e adeus.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Filantropia digital
Escritor. Colunista do portal pernambucano de literatura Interpoética. Escreve o blog Diário Sujo e foi publicado na antologia GRANJA.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Pour Elise
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Tango
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Ainda
Eu sou o mal que se esconde nos corações dos homens. E gosto de escrever quase tanto quanto gosto de referências obscuras.
Há alguns anos, me chamavam de "Imperador" e isso não tem nada a ver com o outro Adriano, o que joga futebol, conhece a lei do impedimento e sabe a distância que a bola deve ficar do gol na hora do pênalti. Aliás, odeio futebol. Mas não, não sou viado.
Tive um outro blog, em que eu assinava como "Nabucodonosor". Eu adorava esse nome e adorava aquele blog também. Tenho um puta carinho por ele. Pena que perdi quase tudo do que escrevi lá. Tinha umas paradas legais. E até consegui muitas coisas boas por causa dele. Alguns amigos, uns momentos muito bacanas.
Não gosto de me descrever. É pretensão querer dizer aos outros o que pensar de você. Mas tem umas informações que são imprescindíveis e que você não vai perceber de imediato. 1 - Eu sou ácido. 2 - Sou cítrico. 3 - Se pingar na pele, eu mancho. 4 - Bom humor é fundamental. 5 - Eu tomo banhos. No plural.
Acho que é isso. Dá uma lida aí. Você provavelmente vai gostar de algumas coisas, em outras vai me achar meio arrogante, mas garanto que vai sair daqui com algo mais do que quando chegou.
domingo, 23 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
Aconteceu...
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Três meses para o fim do mundo
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Não me deixe!
Nascido em Anápolis - GO, se mudou ainda adolescente para Goiânia - GO onde passou seus últimos 8 anos antes de se mudar para São Paulo - SP.
Administrador especializado em Marketing, Ator, Bailarino, Professor...
Dono de uma vida cheia de profissões recheada de arte e sonhos - realizados ou (ainda) não.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Terceira Margem do Rio
Ora se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim, dispenso a previsão
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Não adianta
Tenho memórias que são quase, tenho memórias inteiras, tenho memórias que me escapam mente afora.
E-mail: tatilazz@gmail.com
sábado, 15 de setembro de 2012
Toothpaste Kisses
Wish you were here
- Eu gosto dessa música.
- Eu odeio essa música.
- Ué, por quê?
- Eu acho que eles entraram de gaiatos na fama do Pink Floyd.
- Só por que os caras do Pink Floyd desejaram que alguém estivesse ali, ninguém mais no mundo da música pode?
- É.
- Então alguma coisa só é válida se ninguém pensou nela antes?
- Mais ou menos por aí.
- Em outras palavras, você está dizendo que "Florentina de Jesus" é melhor do que "Starway to Heaven" ?
- Claro que não.
- Mas o solo de "Starway to Heaven" é praticamente um plágio da "Taurus", do Spirit, que foi lançada bem antes...
- ...
- ... e você os cultua mesmo assim. Qual a diferença disso para aquilo que os caras do Incubus fizeram?
- Hum.
- Hein?
- ...
- Hein?
- Uhum...
- Alô! Planeta terra chamando! Você está prestando atenção em alguma coisa daquilo que eu estou falando?
- Sim... hã, é... mais ou menos.
- Poxa! Valeu! Primeiro você esculhamba as músicas que escolhi com o maior carinho para a gente ouvir junto, depois não está nem aí para o que eu digo...
- ... Desculpa. É que eu estava tentando encontrar uma forma inédita de te dizer que eu te amo, só para jogar na sua cara que eu estava certo.




