sexta-feira, 8 de março de 2013
Acabou o Céu
quarta-feira, 6 de março de 2013
Sim
Um aviso dela, um pedido: me ame.
E quando a vida chama, meus amigos...
http://youtu.be/02-YzGlHF0k
Você não quer dividir a culpa?
Eu não sei como não há mais pessoas com problemas de saúde mental. Pensar é uma das coisas mais estressantes do mundo, e não conseguir articular o que eu quero dizer me deixa louco. Eu acho que eu deveria ler mais livros e aprender mais palavras. Minha irmã costumava ler o dicionário, eu vou começar daí.
Eu gostaria de viajar. Eu quero ver a Índia, as pirâmides, uma baleia e aquela corrida de bicicletas na França. Eu não tenho certeza sobre rios, eles me assustam, mas eu amo nadar, eu sou bom nisso. E quando eu nado eu conto as voltas que dou, e isso me ajuda a relaxar.
Quando eu era mais jovem vi uma casa queimar, e depois passei por ela por seis anos, quando saía de casa. Decrépita, negra, perigosa. Eu me perguntava se mendigos moravam lá. Eu ainda não tenho certeza, mas eu sei que nunca havia festas lá. Depois de um tempo o conselho da cidade resolveu arrumar o espaço urbano, e decidiram que aquela casa era uma poluição visual. Decidiram derrubá-la. Atrás da casa havia um muro com uns rabiscos de grafite, e um palavrão escrito em letras gigantescas. Agora eu passo por isso quando saio de casa.
Eu gosto de ir até o parque, e andar por ele. Eu gosto de levar meus cachorros até lá, e meus amigos, e também de ir sozinho. Eu gosto de flores e de simplicidade, de compaixão e presentes bem pensados, de poder gritar. Mas eu queria ser capaz de ficar quieto. Quando estou quieto as pessoas acham que estou triste, e normalmente eu estou. Às vezes, quando eu estou em uma estação bem lotada e barulhenta (uma com todos aqueles trens enormes, como King’s Cross), eu tenho vontade de colocar minha bagagem no chão e gritar qualquer coisa, porque eu tenho algo pra dizer. Você quer dividir a culpa?
Não pense, só durma.
(Kate Nash)
Não sei quem eu sou, mas continuo sendo, mesmo porque nunca fui outra coisa. E ao mesmo tempo já fui de tudo. Vai entender.
terça-feira, 5 de março de 2013
Fugiu com um americano. Sem ovo.
MINICONTO GRINGO II
Cleyton Cabral vê história em tudo. É contista, dramaturgo, publicitário e faz bico de poeta.
@cleytoncabral
www.cleytudo.com
segunda-feira, 4 de março de 2013
Quando meninos se tornam homens, ou: quando eu vejo Game of Thrones.
No próximo texto, no próximo quatro, de abril, a terceira temporada já terá começado. E eu serei um menino na frente da tela com os olhinhos brilhando de excitação, e um homem mais envelhecido horas depois, pensando que a vida é boa, mas não é justa.
Cartomante hereditário, iniciou seus estudos aos 10 anos de idade, através de sua avó. Aos 14 iniciou seus estudos com os 78 Arcanos do Tarô de Marselha e aos 17 com o Baralho Cigano (Petit Lenormand). Atualmente trabalha com História da Arte, sem no entanto se desligar do Universo simbólico das cartas de jogar. Autor do livro Conversas Cartomânticas: da escolha do baralho ao encerramento da consulta.
sábado, 2 de março de 2013
Manual de como se comportar no cinema
sexta-feira, 1 de março de 2013
das amizades
Jornalista, especialista em Midia, Informação e Cultura pela USP, onde participa do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação. Pesquisador de mídias e redes sociais virtuais, escreveu o livro www.odio - a internet na mira do mal. Atualmente é assessor de comunicação, produtor cultural e atua como jornalista freelancer em matérias sobre Cultura e Comportamento.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Do 29 ao 30
Não existe dia 30 de Fevereiro, estou de férias no próximo mês? Mas como a diretoria liberou 3 postagens para o dia 28, então estamos ai.
Coisas estranhas:
1ª - Houve uma única vez na história o dia 30 de Fevereiro que foi 30/02/1712.
2ª - O nome “Ano Bissexto” ao contrário do que muitos pensam não é por causa dos dois números “6” que temos nos “366” dias do ano.
3ª - Nos EUA existe o festival do ano bissexto na cidade de Anthony que se auto-proclamou a capital do ano bissexto.
4ª - A mais bizarra de todas:
Vamos as efemérides:
Eventos:
1940 – O filme E o Vento Levou ganhou oito prêmios Óscar, sendo que um deles foi para Hattie McDaniel que foi a primeira mulher negra a ser convidada, e a ganhar uma estatueta do Oscar, mas ainda pingou racismo por todos os lados na festa, pois ele ficou isolada de todos os demais participantes, inclusive dos que trabalharam co ela no filme.
Nascimentos:
1860 – Herman Hollerith: O sobrenome desse féla é familiar não? Sim ele é o culpado por aquele momento em que você recebe o seu hollerith e pensa “Estou sendo roubado”.
1976 – Ja Rul: Ex-Traficante que virou rapper, e vivia de briguinha com o 50 Cent, mas essas não foram as maiores cagadas em sua vida, a maior sem duvida alguma foi ter gravado uma música com a Wanessa Camargo, e ainda ter a pachorra de prometer um álbum com Ivete Sangalo, Dudu Nobre e Chorão.
Falecimentos:
1980 – Gil Elvgren, você pensa que somente brasileiros abreviam o seu nome quando ele é feio? Esse “Gil” ai é de Gilette, pense em um nome bonito da porra.
Quem são eles?
Hey Hey We're The Monkees
Abraço
Jeff
Vou me desacorvardar dizendo não a um coração que fez só desagasalhar quem o abrigou
Profanou, sem se importar e destruiu, sem mais pensar,o essencial de mim.
Me atiçando um fogo em mim...
Mas pode um incêncio alastrar-se ao coração que as labaredas nem vão sequer provocar um só perdão
...Quantas pedras não terá para atirar de novo em mim?Me subestimar, prá quê?
Não vou!
E quando o remorso invadir seu sono, então, meu coração não vai nem sequer se vergar à sua dor
Debelar o incêncio vai ser impossível só porque quem brincou com o fogo foi Você.
Esse é o Cartola e o resto?
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Hora do banho
Quando não sou uma burocrata, uma dona de casa ou alguém que finge estudar coisas "sérias" como filosofia, sou uma antropóloga amadora que se dedica a investigar hábitos humanos que para a maioria das pessoas seriam dignos de pouca atenção. O banho é uma dessas práticas que considero curiosíssimas. Para mim, as pessoas se dividem em quatro categorias básicas de acordo com a hora que tomam banho: há aquelas que tomam banho pela manhã, há aquelas que tomam banho à noite, há aquelas que tomam banho de manhã e à noite e, por fim, há aquelas que nunca tomam banho. Claro que há casos que vão além das minhas categorias, mas essas pessoas devem ser consideradas na sua particularidade.Enfim, como se vê, os desdobramentos sobre o tema são numerosos e já é hora do meu banho. Se achou minhas reflexões antropológicas por demais inúteis, só lhe digo uma coisa: vá tomar banho... é um ótimo momento para pensar coisas como essas!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Escrever com a luz!
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Dois caminhos
Eu sou o mal que se esconde nos corações dos homens. E gosto de escrever quase tanto quanto gosto de referências obscuras.
Há alguns anos, me chamavam de "Imperador" e isso não tem nada a ver com o outro Adriano, o que joga futebol, conhece a lei do impedimento e sabe a distância que a bola deve ficar do gol na hora do pênalti. Aliás, odeio futebol. Mas não, não sou viado.
Tive um outro blog, em que eu assinava como "Nabucodonosor". Eu adorava esse nome e adorava aquele blog também. Tenho um puta carinho por ele. Pena que perdi quase tudo do que escrevi lá. Tinha umas paradas legais. E até consegui muitas coisas boas por causa dele. Alguns amigos, uns momentos muito bacanas.
Não gosto de me descrever. É pretensão querer dizer aos outros o que pensar de você. Mas tem umas informações que são imprescindíveis e que você não vai perceber de imediato. 1 - Eu sou ácido. 2 - Sou cítrico. 3 - Se pingar na pele, eu mancho. 4 - Bom humor é fundamental. 5 - Eu tomo banhos. No plural.
Acho que é isso. Dá uma lida aí. Você provavelmente vai gostar de algumas coisas, em outras vai me achar meio arrogante, mas garanto que vai sair daqui com algo mais do que quando chegou.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Uruguai para Brasileiros
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Sobre a nobre prática de emprestar livros
As estatísticas apontam que 98% dos livros emprestados não são devolvidos. Um dado realmente alarmante que faz com que eu perca ainda mais a esperança na humanidade. Mas vamos lá, não seremos nós, leitores deste respeitoso veículo de comunicação, que iremos engrossar esta vergonhosa estatística. Se VOCÊ... sim, você mesmo que está me lendo, possui em sua casa algum livro que a princípio não lhe pertence, que a princípio, de repente, ME pertença ou pertença a algum amigo inocente, sugiro que proceda da seguinte forma: DEVOLVA! Sim, é isso mesmo. Não é tão difícil assim! Se o livro fosse dado, eu ou o outro amigo inocente, teria deixado isso mais claro pra você, quem sabe com uma dedicatória ou um embrulho de presente. Se isso não ficou evidente no momento da "entrega" é porque, mais cedo ou mais tarde, você terá que (me) devolver. E isso também vale pra DVDs, CDs, roupas de baixo... tudo! Vamos incentivar práticas amigavelmente sustentáveis de trocas de materiais!
Acredito que existam ao menos dois tipos de empréstimos de livros. O primeiro, e o mais comum de todos, tem objetivos essencialmente econômicos e coloca aquele que empresta na função de uma espécie de biblioteca pública ambulante. Alguém que deseja ler um livro mas não quer ou não pode comprá-lo pega emprestado com uma boa alma que possui o livro e deseja emprestá-lo. Um mecanismo simples e que costuma funcionar bem (salvo naqueles 98% de casos inconvenientes citados no parágrafo inaugural do post). Entretanto, esta forma extremamente racionalizada de troca cultural peca por ser, como já dito, essencialmente econômica. Ainda que eu economize alguns trocados, pouco estarei me valendo do Outro, daquele que me emprestou. Pouco esterei me valendo de sua experiência enquanto leitor, que pode ser (e invariavelmente é) distinta da minha.
Assim, passo a falar do segundo tipo de troca de livros, daquela que realmente me motivou a escrever estas linhas sob a luz bruxuleante do lampião a gás. Esta segunda forma não tem objetivos econômicos, mas culturais, de ampliação de horizontes. É a saída momentânea de nossa bolha para o encontro com bolhas alheias. Os estudiosos chamam este segundo tipo de troca de "troca cega" ou "exchange blind". Agora o emprestador deixa de ser uma biblioteca pública ambulante e "passa a ser" Ele Mesmo, em toda a sua essência. Alguém escolhe um livro que gostou, que lhe foi importante, que lhe caracteriza enquanto leitor e empresta para um outro Alguém, que faz o mesmo. A escolha é feita por quem empresta e não por quem toma emprestado. Veja bem, aqui não estamos tratando de uma simples e calculada troca de materiais, mas da troca de um pouco do que somos (e isso não tem como devolver). Aqui chegamos a lugares e conhecemos coisas às quais não teríamos acesso no primeiro tipo de troca, às quais provavelmente não chegaríamos sozinhos.
Escrevo isso agora porque recentemente conclui que sou um conservador literário. Ao menos era, até o momento desta brilhante conclusão. Já li uma quantidade razoável de livros, mas conheço relativamente poucos autores. Isso porque, ao me deparar com um autor com a qual me identifico, penso em aproveitar o "achado" e ler a maior quantidade de livros daquele autor, como alguém que diante de uma pepita de ouro, conclui que ela veio de uma mina, onde podem ser encontrados outros tantos exemplares daquela solitária pedra preciosa. E isso se refletia em minha busca por livros emprestados, me fazendo ir atrás apenas daqueles autores com os quais eu já estava familiarizado.
Mas um curioso fenômeno tem ocorrido ultimamente que está me fazendo mudar de postura. Livros de autores variados estão "caindo" em minhas mãos sem serem, efetivamente, por mim solicitados e estão me rendendo adoráveis surpresas, tais como Mário Benedetti, Mário Vargas Llosa, Ismail Kadaré, Marçal Aquino, Herman Melville, Lourenço Mutarelli, entre outros (alguns deles estão ilustrando o post), o que tem me feito perceber que o mundo, ao menos o mundo literário, é bem maior e mais rico do que eu poderia imaginar.
Então, minha proposta vai nesse sentido. Seja lá o que for que você goste de ler, se dê a oportunidade de se impressionar com o novo. Tente um novo gênero, um novo autor, uma nova nacionalidade, um quadrinho de outro estilo! E não gaste dinheiro com isso! Conheça melhor seus amigos através dos livros que eles gostam de ler! Ao menos de vez em quando tente sair dos autores de costume e peça que cada um de seus amigos indique, e se possível lhe empreste, o livro que mais gosta de ler. O pior que pode acontecer é você se dar conta do tipo de gente com quem você anda se relacionando...Aliás, alguém tem alguma sugestão?
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Descubra quem você é. E seja! De propósito!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Meu Carnaval, na Europa.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Meu mundo em degradé
Chega um momento em que as coisas começam a acontecer. Você percebe que quase nada é mesmo para sempre. E isso machuca tanto. Percebe que as pessoas podem ser ainda mais cruéis e que família, nem sempre quer dizer suporte. Acho que foi por essa época que meu mundo entrou na covardia azul. Passei por todos os tons dele. Sempre tão bonito. O azul é sempre tão aconchegante, preenchedor. Mas o azul é depressivo, e isso eu só vim descobrir depois. Talvez por isso quase todo mundo tem um momento muito azul. Ele representou uma fase introspectiva na minha vida, de crescimento. Uma fase de auto-análise importante.
Hoje é tudo amarelo. Forte, expressivo, determinado, exagerado. Parece tão simples, mas poucos tem mesmo coragem de se expor ao amarelo.
__ Você é abusado, garoto! - Me disseram um dia.
__ Porque?
__ Você usa amarelo. - Me responderam.
Estar amarelo incomoda, irrita os outros. Amarelo é outing demais, é descontraído, pretensioso. As pessoas sabem que o amarelo é seguro demais pra voltar a ser azul. Atrai um mau olhado da porra.
O que será que vem depois? Vermelho, com seu poder intimidante? Branco, com sua intenção de descanso?
Só espero ainda viver muita coisa antes de chegar no preto.
Nascido em Anápolis - GO, se mudou ainda adolescente para Goiânia - GO onde passou seus últimos 8 anos antes de se mudar para São Paulo - SP.
Administrador especializado em Marketing, Ator, Bailarino, Professor...
Dono de uma vida cheia de profissões recheada de arte e sonhos - realizados ou (ainda) não.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
O dia 17
Tenho memórias que são quase, tenho memórias inteiras, tenho memórias que me escapam mente afora.
E-mail: tatilazz@gmail.com
sábado, 16 de fevereiro de 2013
A alegria do Carnaval
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Orelha
A concha junto a ela faz o barulho do mar.
Quando um burro fala, o outro a abaixa.
Na dúvida, deixe a sua em pé.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
LUTAREMOS ...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Ode ao Rio
Eu vou pra Gamboa e de lá vou pra Lapa, aí o bom senso me escapa
- Amor eu não sei como evitar.
Eu subo a colina e pra minha surpresa alguém diz em Santa Tereza, que o dia já vai clarear.”
Quitungo, Guaporé, nos locais do Jacaré,
Taquara, Furna e Faz-quem-quer.
Barata, Cidade de Deus, Borel e a Gambá,
Marechal, Urucânia, Irajá,
Cosmorana, Guadalupe, Sangue-areia e Pombal,
Vigário Geral, Rocinha e Vidigal.
Coronel, Mutuapira, Itaguaí e Sacy.
Andaraí, Iriri, Salgueiro, Catiri,
Engenho novo, Gramacho, Méier, Inhaúma, Arará,
Vila Aliança, Mineira, Mangueira e a Vintém,
Na Posse e Madureira, Nilópolis, Xerém
Ou em qualquer lugar, eu vou te admirar.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Já que o Papa Bento 16 saiu,também vou sair...
O casamento não deu certo e o tempo que durou foi um pesadelo,bem mais longo do que a festa de casamento,que se tivesse sido cancelada teria dado uma dor de cabeça momentânea,ao contrário do calvário de minha amiga que durou alguns anos.
Mas ela foi educada como eu,cheia de certezas e frases prontas.Quem nunca escutou:
`quem quer persiste ´, `desistir é para os fracos ´....
Fora a mão de obra que inclui desistir de alguma coisa e do nada passar imagem de maluco,irresponsável,inconseqüente?
Muitos se enrolam,eu mesmo já me enrolei demais,apenas porque tinha vergonha ou não sabia como sair de uma situação.
Parar tudo e dizer `isso aqui não é pra mim ´ exige muito,não é para os fracos.A maioria fica presa a compromissos e convenções sociais.Mas quem pode sentir na pele o que sentimos?Quem pode sentir o nosso desespero em querer sair de alguma coisa?
Ninguém está livre disso,mesmo que não diga nada,o espelho está ali,ele vê quando ficamos parados e pensamos:Tal situação não é pra mim.
Nem o Papa Bento 16 escapou disso.Quase um ser intocável,ele entrou para ser Papa sabendo que só sairia dali morto.A seu favor tinha o conhecimento do sistema,dos bastidores e sua natureza alemã,conhecida pela rigidez e disciplina.
Sem mais nem menos,ele renunciou ao cargo,na pior hora possível.Deixa o Vaticano em um momento de tensão e rachaduras.Difícil saber o que realmente aconteceu ali,vai ser outro mistério da humanidade,por que o Papa renunciou?
O comunicado ao mundo inteiro se limitava a dizer que o Papa Bento 16 não agüentava mais fisicamente o trabalho e não tinha mais condições aos seus 85 anos de comandar uma instituição que exige tanto.
Mas ele sabia de tudo isso quando foi nomeado Papa em um conclave.Sabia e conhecia muito bem o que enfrentaria.Estaria a frente de uma instituição perseguida por sérias acusações de pedofilia,fuga de fiéis,brigas internas pelo Banco do Vaticano,já que essa instituição insiste em se manter a margem das outras e sempre despertou suspeitas de todos os bancos por isso.
Mesmo assim parecia sereno ao chegar ao posto quase sagrado de Papa.Muitos dizem que foi vencido pela modernidade,o ano passado o Vaticano enfrentou um escândalo com o vazamento de documentos pela internet,sobre o Banco do Vaticano e as brigas pelo poder,o que acelerou seu desejo de sair,já que diante de um escândalo desses e com a rapidez da internet,o Vaticano começou a ter problemas em lidar com as informações que vazavam.Durante séculos o único inimigo do Vaticano foi o demônio,lá dentro eles sabem como lidar com a besta,mas com esse novo inimigo,a internet,o Vaticano ficou paralisado.
O Papa Bento 16 fez sua parte e tentou manter tudo sobre controle,carregou no seu discurso medieval e escondeu seu cansaço.Para alguns Bento 16 não tinha ginga para lidar com tanta politicagem e não sabia contornar seus inimigos.
Seja o que for,ele renunciou.Entrelinhas deu a entender que ser Papa não era para ele.Pediu para descer do trem,mesmo sendo pressionado e vendo a situação da instituição,rachada por escândalos e com as mãos sujas de tanto proteger criminosos ao longo da história.
Como mulher penso que ele já vai tarde,como ser humano lamento que a saída dele não inclua ver o Vaticano explodindo,mas nem por isso deixa de me intrigar o que ele fez.Teve seu momento de coragem,não é para qualquer um.Não é um trem tão fácil de descer sem arranhar alguma coisa.Se foi decisão dele,sem terceiros,ou planos de modernização da instituição,Bento 16 tem mais fibra do que parece.
No fim parece interessante a moral da história.É possível sim sair de uma situação que não estamos confortáveis e ao contrário do que nos foi dito,ninguém morre por causa disso e não vamos decepcionar a ninguém que não possa se recuperar disso.Sair de um ponto que nos faz infeliz não altera o mundo,nem muda o curso da história.Bento16 prova isso,saiu em um péssimo momento e nem por isso a Igreja vai cair.Coragem não é ficar,é cortar os laços que nos fazem infelizes.
Nem sempre desejar uma situação ou conhecer ela de longe quer dizer que vamos estar bem ao chegar ali.Bento 16 conhecia tudo e nem por isso se achou lá dentro.É direito dele sair,é um direito de todos nós abandonar um navio que não queremos mais estar.Não tem ninguém que não possa fazer isso,se até um Papa fez,quem não pode?
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Égide
Encontre mais no livro Rascunhos Vivos
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Misturar temperos... misturar eu e você!
Um sorriso no rosto. Uma música que ressoa no meu coração e é trilha sonora para as minhas ações mais corriqueiras. Um cheiro delicioso sai da cozinha e espalha-se pela casa. Misturar temperos. Misturar comidas. Misturar desejos. Misturar eu e você. Misturar teus sonhos nos meus, teu corpo no meu. Aqui, onde a poesia mistura-se com as cores da comida e com o cheiro e gosto dos nossos sonhos. Você acorda. Vem em minha direção. Um sorriso faceiro me atinge. E me preenche, me aquece, me inebria... Sem graça paro de cantar. Não essa música que você ouve, mas a música que tocava aqui dentro porque eu ouvi você na sua ausência. Agora tenho você na minha frente, tenho você dentro de mim. Agora somos dois. Somos mistura. Somos doce e amargo, somos claro e escuro, somos palavra e silêncio, somos eu e você, comida perfeita. Silenciosa, saborosa. Comida que esconde o segredo de ser boa porque no fundo da panela há muita doação. Doação onde eu me fiz entrega para sorver no teu beijo o melhor sabor. O teu sabor. O nosso sabor. Sabor de amor-entrega!
Antes de tudo, um amante da poesia e das palavras. Psicólogo de formação, professor por conviccão e artesão nas horas vagas. Como consigo fazer tudo isso? Não sei, apenas me aceito ser plural e não ser uma caixa estereotipada! Entre, acesse e descubra as maravilhas da pluralidade das Coisas do Luiz.











