terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Não adianta só a cidade estar preparada para receber as chuvas...
domingo, 24 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
Felicidade
Felicidade pra mim é isso
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Lembrar de coisas antigas é legal.
Ontem, no carro, naquele trânsito matinal dos infernos, me levando para a revista antes de irem pescar, meu pai e o nonno começaram a trocar ideias sobre os tempos antigos.
Segue abaixo a história mais hilária que já ouvi da boca do meu velho nonno, um avô típico conservadorzinho italiano.
(Só para situar vocês, estávamos parados em uma rua (Ibitirama, localizada no Largo da Vila Prudente) que costuma ser movimentada (mas que naquele momento não tinha movimento, pois TODOS os carros, ônibus e caminhões estavam parados), em São Paulo.)
Avistando um prédio antigo, o nonno começa...
- Ali, Marina, era um antigo Cinema. Frequentei bastante. Sempre que tinha um dinheirinho vinha assistir a um filme. Pegava o bonde e vinha. Agora o prédio tá abandonado, não tem nada.
- Nem virou Bingo ou Igreja como os outros cinemas antigos, né, papa?! – acrescentou meu pai.
Andando um pouco mais (lentamente, pois estávamos em um trânsito caótico) chegamos na Rua Capitão Pacheco Chaves.
- Atravessando a Paes de Barros tinha outro cinema, o Cine Vila (de Vila Prudente). Era inclinado (estilo stadium), dava para assistir melhor os filmes. Nesse eu vim bastante. – afirmou o nonno.
- Esse virou Igreja, ó Má. – novamente acrescentou meu pai apontando para a atual Igreja nãoseidasquantas.
- Mas uma história engraçada que me lembro, foi a primeira vez que fui a um Cinema. Aqui no Brasil. – contou meu nonninho imigrante da Itália. E continuou: Cheguei aqui em Abril de 1954 e, logo que comecei a trabalhar, falei para meus pais que queria gastar parte do dinheiro do meu primeiro salário no cinema. Sendo assim fui ao Cinema da Praça da Sé. Escolhi uma sessão qualquer lá, comprei amendoim doce e bala de goma. Logo que apagaram as luzes e começou a propaganda, senti alguém mexendo na minha perna e não paravam dos dois lados. Achei que eu ia ser roubado, então fui embora. Quando contei para o pessoal da empresa, adivinha: aquele era um cinema gay!
- HAHAHAHA! – todos riram.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Sakanagem!
Eu escrevo em blogs há uns dez anos acho. Desde que lançaram o diário virtual eu aderi a ele para ser mais exata. Nesse tempo conheci pessoas com as quais estabeleci amizades virtuais, outras que conheci cara a cara, tornaram-se colegas de agência, fui insultada, insultei e recebi também alguns poucos convites para participar de blogs coletivos no que declinava prontamente.
Justifico: uma coisa é descarregar toda raiva que você sente, por exemplo, do seu chefe e foda-se quem estiver lendo. Outra bem diferente é escrever com o compromisso de ter algo, no mínimo, interessante para dizer. Pois se algum louco ou vários loucos me convidaram para tanto é porque minhas palavras mal ditas ou malditas chamaram atenção.
Por outro lado, é instigante saber que meus textos rabiscados causam reações diversas nos leitores. As vezes um cisco toma uma grande proporção ou o que era para ser engraçado para mim, acaba se tornando hostil para outros. Então, resolvi encarar este desafio por algumas outras razões mais:
1-) É só uma vez por mês e caso me achem chata ou inconveniente ou ainda escreva algo tremendamente ruim, a probabilidade de se esquecerem do que foi lido é maior.
2-) Eu já ganho a vida escrevendo todos os dias. De uma forma diferente, mas tenho o compromisso com clientes que me pagam para ludibriar ou melhor convencer os consumidores que seu produto é mais vantajoso que o do concorrente.
3-) Testar suas paciências. Me testar. Sei lá.
E para você, você e você que deram busca por termos como: sexo anal, bondage, caralho, xoxota, coisas afins e leu este post até o fim, desculpe-me. Esqueci de me apresentar: sou Sakana e o prazer é todo meu. :P
Publicitária e aspirante a bióloga, com especialidade em entomologia, meu CID é o 10 N-18, em outras palavras tenho IRC e aguardo pelo duplo-transplante. Tatuada, tenho humor ácido e de gosto duvidoso, pois, apesar de não recomendado, adoro torresmo de boteco.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
De pão e água viverá você, não eu
Cansou até o calmo! educadinho do jeito que é...pra você ver
Aí vontade de provar que ruminante e você são coisas diferentes já não cabe
Então vá, desafie o moedor com sonho novo
Aproveite e esfregue na fuça dele que nem todo barranco é morto, torto e tudo igual
E gire, gire a roda da fortuna
Porque o homem aqui não vive só de pão e água não
Venha amor
Venha que tudo é você, tudo tudo é carnaval
Ora se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim, dispenso a previsão
domingo, 17 de janeiro de 2010
Vermelho, pare
Mas em uma tal esquina eu sempre paro. Nunca encontro o sinal fechado. Fechado para eles, aberto para mim. Sempre verde para eles. E eu paro.
Olhando para aquela fila quase sem fim, esperando. Estou a vida toda a esperar. Esperando que passem, para atravessar.
Já me ocorreu furar a fila, atravessar correndo.
Doida, espera. E ele me puxa a mão.
Paro e aguardo os carros passarem. A vida passar.
Nesse meio tempo, a vida me passa pela cabeça.
Na minha cabeça, o impulso.
Impulsiva, impulsiona-se na rua a menina impetuosa.
Boba. Balanço a cabeça. Espero.
Espero que passem. O sinal demora. Quando vou?
Ve
Tenho memórias que são quase, tenho memórias inteiras, tenho memórias que me escapam mente afora.
E-mail: tatilazz@gmail.com
sábado, 16 de janeiro de 2010
Texto do dia 16
-Ahn!?
Numa mistura de excitação, vergonha, medo e a total noção que aquilo que a mulher de seu melhor amigo pediu, era algo proibido. Maçã, ela somente se torna gostosa se precedida da negativa expressa e a promessa de castigos eternos. Nessa altura o pau já estava duro, molhado, e a imagem mental de sua língua no pequeno sino avermelhado e a promessa da invasão do seu taco numa forma única e sem vacilações, o fizera ter tremores.
Também temores.
Pratos, gargalhadas, nada mais estava fazendo sentido e aquela massa disforme de cores aromatizados com picanha, linguiça e costela. O seu olhar safado contrasta com sua tez angelical e seu marido ali do lado, completo ignorante do pedido de sua adorável esposa, estava alegre, dizia ele que estava com saudades de mim.
- Não posso, uso aparelho.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
A respeito de outros lugares
por Tiago Marques
Tem uma certa tradição migrante na minha família (e na família de quase todo mundo que eu conheço), pelo menos até onde eu sei da minha família. Tem os bisavós que vieram das Europas, Alemanha, Portugal, Espanha. Minha vó que nasceu na fronteira com o Uruguai, meus pais que saíram do Rio Grande do Sul (junto com uns tios). E daí calhou de eu nascer em Porto Alegre e ir parar em São Bernardo do Campo. Foi uma migração involuntária, mas eu acho que em algum momento um gene adormecido em mim vai despertar e eu vou sentir uma vontade louca, uma necessidade premente de sair por aí, de achar outro caminho, de saber que aqui não dá mais, vou embora, vou seguir o vento, o mar, a estrada. Mas por enquanto eu continuo sendo um inseto no casulo. Viajar é legal, mas sempre dá um certo medo.
(Sempre que eu falo sobre mim – seja num texto ou numa conversa – percebo que vou mudando à medida que vou falando. Pelo menos mudo aquilo que eu penso de mim mesmo. E aí não sou mais o mesmo e já não faz mais o menor sentido falar de mim mesmo, que já sou outro. Acabo falando do que eu era, não do que eu sou).
Nessas minhas viagens esporádicas ao Sul, uma das coisas mais legais é perceber que tudo mudou e tudo continua igual. E vice-versa. Fruki ainda tem gosto de Fruki e eu nem lembrava qual era. Ainda tem casa de madeira aqui. O calor de janeiro continua insuportável, mas sempre tem um vento batendo de algum canto (deve ser o minuano, embora eu não saiba bem o que é esse tal de vento minuano). Mas aqui também tem anúncio de condomínio fechado, com tudo o que você precisa. E a paisagem vai mudando aqui e ali. E as casas de madeira tem microondas e computador e tv a cabo. As mudanças que ocorrem aqui no Sul, pra mim, ocorrem bruscas, por que eu venho de tempos em tempos (do mesmo jeito que vejo de tempos em tempos alguns amigos que parecem que mudaram muito). Mas as coisas mudam aos poucos em qualquer lugar. Se eu me visitasse de tempos em tempos, ia ver muita coisa diferente, eu acho. Mas eu me vejo todo dia, tô sempre junto comigo mesmo. Pra mim eu sou sempre igual, os outros é que mudaram.
Jornalista, especialista em Midia, Informação e Cultura pela USP, onde participa do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação. Pesquisador de mídias e redes sociais virtuais, escreveu o livro www.odio - a internet na mira do mal. Atualmente é assessor de comunicação, produtor cultural e atua como jornalista freelancer em matérias sobre Cultura e Comportamento.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
What does gaúcha mean?
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Eu comecei o ano assim:
Eu comecei o ano assim. Com esta música na cabeça. São onze dias com uma música na cabeça, e ainda bem que é uma música de que eu gosto. E que serve como uma boa inspiração pra viver os dias.
Eu comecei o ano assim. Decidida a não ser feliz o suficiente, mas tanto quanto for possível ser feliz. E ontem uma amiga contou que uma amiga dela estava grávida e que o neném é menina e que vai se chamar Ana. E a minha amiga falou pra sua que ela tem uma amiga que se chama Ana e que é uma pessoa muito feliz, e que tomara que a Ana dela seja assim tão feliz também.
Eu comecei o ano assim. Com grandes amigos que ganhei recentemente, com grandes amigos que estão sempre por perto, com grandes amigos que eu vejo raramente.
Eu comecei o ano assim. Com algumas mudanças e cheia de novidades. Alguns desafios, muita vontade. E sem medo nenhum. De nada. Porque se não der, a gente reinventa. É sempre assim, se a gente quiser.
Eu comecei o ano assim. Dentro do mar prateado e debaixo da lua cheia e do céu estrelado.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Casa: um substantivo ainda abstrato
Bem, isso não é totalmente verdade. Estivesse eu sozinha, teria dito o mesmo, mesmo que mentalmente. E então sorriria pensando em como a frase soara vazia. Porque passei um mês dizendo o mesmo da minha outra casa, ainda que, dentro dela, eu escondia a palavra “outra” para não revelar meus costumes pouco monogâmicos. No momento em que pisei ali parecia que nunca tinha saído, e que os treze meses anteriores tinham sido apenas um sonho.
Eu usaria a palavra bigamia, mas estou certa de que magoaria mais de uma amante. Porque eu já me senti assim antes e só não digo que a experiência foi idêntica porque daquela vez eu disse –My home!, e dessa última o sonho foi bem conturbado.
E então uma enchente muito mais forte do que a que periodicamente me converte em desabrigada arrancou a casa muita gente, mas eles se preocupavam mais com sua família que foi arrastada junto. Porque sem uma dessas não há lar. E estamos todos tentando minimizar a necessidade física para que o lar possa ser reconstruído de dentro para fora por quem sabe muito bem onde quer chegar. É claro que paredes, teto e microondas são itens secundários e então olhei os meus iguais e disse –Minha casinha! e pelo menos soube a minha origem, o que dizem ser o primeiro passo para se aproximar do destino.
Aí chegou a hora da separação e a intuição de que dizem um monte de coisa vazia. Ela foi breve e desprendida como sempre. Quando olhei para trás ninguém encontrou meus olhos e eu sorri de novo porque isso de achar que a casa da gente está em algum lugar é mesmo uma tolice, para não dizer perda de tempo, caso a gente insista em sair procurando esse lugar pelo mundo.
Ele não existe e quem diz que o encontrou deveria guardar esse segredo em silêncio, para poupar o resto de nós da crueldade de já ter o mapa rasgando de tanto abrir, virar, fechar, anotar, levar para bem perto dos olhos, dobrar e ainda guardar no bolso de novo, caso ele se torne necessário.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
A viagem

É que quando viajo, tiro férias de mim. Não me importo mais a mim, não me preocupo em ser e, enquanto não me preocupo, sou. Quando viajo, experimento da leveza, da incerteza, da sólida realidade mais passageira. Nesta realidade não cabem planos, e por não caberem planos, há somente o instante agora. Há a intensidade, há todas as possibilidades em um dia. No outro, contudo, há a lembrança.
Esperta que sou, fui morar na viagem.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Talita
Só no primeiro colegial estudamos juntas. Eu, que tinha sido afastada das minhas amigas de sempre, me enturmei com os roqueiros da sala. Mas era ela quem sentava no fundão. Não trocamos nenhuma palavra nesse ano.
No segundo colegial, continuamos na mesma sala. Os roqueiros que mudaram e eu perdi meus papos sobre Guns ‘n Roses, AC/DC, Bad Religion e Rage Against The Machine. Me enturmei, então, com as gostosas da sala, que eram novas na escola. Já escutaram que sempre entre as gostosas há um patinho feio? Então. Além de gostosas, elas não eram muito inteligentes e sentavam no fundão porque lá era mais fácil colar. No fundão. No meu lado direito, depois de algumas pessoas, estava ela. Voltei a olhá-la como há anos atrás, como uma paisagem enquanto eu ia. Já não usava aparelho ortodôntico. Eu tinha as melhores notas entre todos os alunos da escola e desafiava os professores; eles não entendiam. Nesse ano, minha mãe cansou de ser chamada na escola por causa do meu mau(?) comportamento. Enquanto eu contestava, ela matava aula para praticar esporte. Era amiga dos garotos mais velhos e mais bonitos.
Só nos falamos no ano seguinte, 2004, porque tínhamos uma amiga em comum. Essa amiga sentava-se de frente para o professor, enquanto nos mantínhamos nos mesmos lugares. Dias e palavras depois, nos esperávamos no portão para irmos embora, caminhando. Foi nessas caminhadas que pude conhecê-la. E nas esticadas para almoçar e assistir sessão da tarde ou para compartilhar revistas. Cada dia na casa de uma. E a escola como um mundo a parte para a amizade que contruíamos, muito sem saber o que seria 2005, em relação a nós, como amigas, e nossas vidas.
Nesse ano, fui convidada a participar do Grêmio Estudantil porque era cheia dos discursos reacionários, ganhei dos professores a inscrição para o vestibular de Letras da UNESP (ou UNIFESP, não me lembro) que não prestei e também meu único D, em Literatura porque me recusei a participar de uma apresentação para representantes de um consulado.
O colegial acabou, mas contínuamos, juntas e diferentes, mesmo nos períodos de separação: enquanto eu cursava Informática e estagiava em outras cidades e ela cursava Hotelaria ou, enquanto ela namorava e eu amava e planejava ir, o que ela só soube quando acabou.
Por ela, eu chorei dias seguidos pela possibilidade de vê-la partindo para um país distante. Mesmo sabendo que seria com seu grande amor e que era sua felicidade, porque meu coração queria cuidá-la e por ela, ser cuidado, sempre.
Com ela, aprendi que amizade é além da identificação óbvia de compartilhar os mesmos gostos, porque isso, não fazemos. Nunca fizemos. Nossa identificação é no pensar as mesmas coisas, sonhar. O que importa.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
seis

Escrito apenas com quatro letras, mas que nos faz pensar em meia dúzia, não em quatro.
Hoje é dia seis de janeiro de dois mil e dez. Vários números, mas hoje o número que importa é o primeiro, o seis.
Dia de Reis, dia de tirar os enfeites natalinos, encaixotá-los e esperar que dê novembro outra vez.
É também meu dia de escrever no blog.
Pronto, escrevi e não tenho muito a dizer, só que eu gosto do número seis, pois é um número par. Gosto de números pares.
Um pingo no I.
Um ponto de exclamação.
Interrogação quando necessário e intolerante em certas ocasiões.
Nem simpática demais e nem brava ao extremo.
Pulsante.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
nem bem fundo.

domingo, 3 de janeiro de 2010
E por falar em metas...

Tomei mais uma decisão para 2010, esse ano me livro dos meus entulhos. É que eu tenho um certo apego por objetos, principalmente por aparelhos eletrônicos. Eu os humanizo. Acho sacanagem trocar a velha tv por uma de lcd, como quem troca a esposa companheira por um pistoleira aproveitadora.
sábado, 2 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
mudança de rota
(abre parênteses) se você é da primeira turma de clichê, continue lendo. se não é, sugiro que sei lá, vá ver um filme ou então sair com os amigos ou se tratar, enfim, get a life (fecha parênteses)
claro que não farei aqui a restrospectiva completa do meu 2009 - que foi ótimo - nem minha lista de planejamento pra este ano que começa hoje. posso dizer com certeza que este foi um dos anos mais intensos destes vinte e oito que vivi, por isso tenho a sensação de ser um ano infindável, tipo, uns quatro anos dentro de um ano só.
foi em 2009 que fiz talvez a melhor coisa que eu já poderia ter feito por mim, a cirurgia refrativa. não só pelo fato de me sentir mais bonito - ;-) - mas por não me sentir dependente (como fui durante 20 anos) de um objeto de plástico e vidro. e mesmo sabendo que daqui uns 10 anos precisarei voltar a usar, quero aproveitar ao máximo o tempo sem eles...
e não é por nada não, mas neste ano mandei muito bem na empresa em que trabalho, recebi aumento e tal, mas..... decidi sair de lá. contraditório? sim, mas este é o plano pra 2010. agora que não tem mais pra onde "subir" na empresa e não tem mais com quem brigar ou então de quem receber elogios pelos trabalhos, vou deixar o jornalismo e fazer biologia ou história ou sociologia ou aulas de violão. tá, essa última parte é mentira.
dos 4 cursos de pós-graduação que comecei desde que me formei, em 2006, terminei o primeiro e único (clap, clap, clap), o de midia, informação e cultura (jornalismo cultural). e, obviamente, este fato está inteiramente ligado à saída da empresa nos próximos meses...
no amor, aquela bagunça de sempre. encontro, desencontro, reencontro. o bom de tudo isso foi a intensidade dos sentimentos. não fui "mais ou menos" em nada, sempre inteiro. e no fim, sei que amei na medida máxima que podia amar. mas...
que mais? saúde: disritima e glicose lá em cima. entretenimento: muitos filmes, muita música, muita festa, muitas viagens e pouco teatro. espiritualidade: eu, deus e só. amizades: nenhuma decepção, aliás, muito pelo contrário. família: muita confusão e no fim, a certeza de que sou amado. e claro, claro, claro, a chegada do meu sobrinho arthur só veio pra dar sentido a tudo, a pessoa que mais amo no mundo!
em resumo é isso. claro que seria muito ridículo dividir as áreas da vida (como eu fiz), mesmo porque a vida é muito mais que isso. no fim - pra ficar mais clichê ainda - se pudesse dar uma nota para o ano, seria 9, porque mesmo sendo bom, quero que 2010 seja um ano de mudança de rota.
bom, este foi o jeito que encontrei pra começar o ano neste blog - aliás o BLOG DAS 30 PESSOAS foi também uma das coisas mais legais pra mim no ano de 2009, um ano feliz. agora vou ali começar o ano na minha vida e espero que você faça o mesmo. um beijo.
ah, esqueci de falar, já que estou cada vez mais careca, mas já que não posso fazer nada a este respeito, quero pelo menos meus 8 quilos perdidos em 2009 de volta!
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Jornalista, especialista em Midia, Informação e Cultura pela USP, onde participa do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação. Pesquisador de mídias e redes sociais virtuais, escreveu o livro www.odio - a internet na mira do mal. Atualmente é assessor de comunicação, produtor cultural e atua como jornalista freelancer em matérias sobre Cultura e Comportamento.

