| Vai, até que "A Sete Palmos" ficou bonitinho, vai... |
Downton Abbey, minissérie britânica, ganhadora, no ano passado, de seis Emmy e que, agora, concorre a quatro prêmios no Globo de Ouro, conta a história de uma família aristocrática de Yorkshire, encabeçada pela grandiosa Maggie Smith, tendo como pano de fundo a diluição do Império e o mundo no pós-Guerra, foi tema de interessante matéria, no caderno Ilustrada, na Folha, edição de hoje. Segundo a reportagem, a revista inglesa The Economist, ao traçar um panorama do mercado de empregadas domésticas no Brasil - sim, no Brasil! -, compara nossa situação à da Inglaterra daquele tempo, citando a produção como exemplo. O texto rasga elogios à série, a descrevendo como um fenômeno que, infelizmente, não tem previsão de desembarcar em terras brazucas.
Isso tudo me fez pensar uma coisa: Por que diabos será que não há, por aqui, uma tradição com o formato? Ok, você vai me responder que já produzimos muitas, algumas até ganhadoras de prêmios, mas continuo batendo na mesma tecla: nada comparado ao caso americano, por exemplo. Ora, se nos orgulhamos de fazer o melhor produto de Teledramaturgia do mundo - as novelas -, eles também podem se orgulhar do mesmo, afinal, suas séries tem uma penetração incrível, correndo mundo afora - e recebendo títulos vergonhosos no Brasil como Smallville, a Aventuras do Superboy ou Lances da Vida.
Sinceramente, eu acho que o formato telenovela já se esgotou e as séries seriam uma alternativa à altura. Tem gente do ramo que vive afirmando o mesmo. O fato é que não foi raro eu acompanhar algumas com mais dedicação que à muita novela. Tô aqui me lembrando de Beverly Hills 90210 - em priscas eras - e, mais recentemente, Dawnson’s Creek e The O.C. - mais recentemente?! - ,além das minhas preferidas de todos os tempos, The Big C, United States of Tara e Six Feet Under, essas duas últimas, aliás, obras-primas de dois putas roteiristas de cinema - e sim, eu prefiro os títulos originais, por motivos óbvios.
Atualmente, em relação a roteiristas, me ocorrem dois nomes: Fernanda Young e Alexandre Machado. Nos últimos dez anos, o casal emplacou meia dúzia de séries na TV, mas nenhuma delas conseguiu chegar, com fôlego, à segunda temporada - exceto Os Normais, que durou três. Mas só. Lícia Manzo, autora da atual novela das seis, A Vida da Gente, estreou, na Globo, como roteirista principal, com a ótima Tudo Novo de Novo. Mas parece que desistiu do formato por aí - ou a emissora, o que é mais provável.
De qualquer jeito fica a dica: por que não investir mais no formato? Tem muita gente boa com idéia bacana por aí. Não seria tempo da Globo, por exemplo, reabrir sua Oficina de Roteiristas e dar espaço para novos talentos? E Multishow e HBO, invistam mais no formato! Nós, seriadores, esperançosos, agradecemos.
Pós-Postagem: Venho aqui reparar um terrível erro. Por esquecimento, deixei de citar aquela que é minha série do coração: Anos Incríveis. Quem não viu, corra. É para ontem.
Isso tudo me fez pensar uma coisa: Por que diabos será que não há, por aqui, uma tradição com o formato? Ok, você vai me responder que já produzimos muitas, algumas até ganhadoras de prêmios, mas continuo batendo na mesma tecla: nada comparado ao caso americano, por exemplo. Ora, se nos orgulhamos de fazer o melhor produto de Teledramaturgia do mundo - as novelas -, eles também podem se orgulhar do mesmo, afinal, suas séries tem uma penetração incrível, correndo mundo afora - e recebendo títulos vergonhosos no Brasil como Smallville, a Aventuras do Superboy ou Lances da Vida.
Sinceramente, eu acho que o formato telenovela já se esgotou e as séries seriam uma alternativa à altura. Tem gente do ramo que vive afirmando o mesmo. O fato é que não foi raro eu acompanhar algumas com mais dedicação que à muita novela. Tô aqui me lembrando de Beverly Hills 90210 - em priscas eras - e, mais recentemente, Dawnson’s Creek e The O.C. - mais recentemente?! - ,além das minhas preferidas de todos os tempos, The Big C, United States of Tara e Six Feet Under, essas duas últimas, aliás, obras-primas de dois putas roteiristas de cinema - e sim, eu prefiro os títulos originais, por motivos óbvios.
Atualmente, em relação a roteiristas, me ocorrem dois nomes: Fernanda Young e Alexandre Machado. Nos últimos dez anos, o casal emplacou meia dúzia de séries na TV, mas nenhuma delas conseguiu chegar, com fôlego, à segunda temporada - exceto Os Normais, que durou três. Mas só. Lícia Manzo, autora da atual novela das seis, A Vida da Gente, estreou, na Globo, como roteirista principal, com a ótima Tudo Novo de Novo. Mas parece que desistiu do formato por aí - ou a emissora, o que é mais provável.
De qualquer jeito fica a dica: por que não investir mais no formato? Tem muita gente boa com idéia bacana por aí. Não seria tempo da Globo, por exemplo, reabrir sua Oficina de Roteiristas e dar espaço para novos talentos? E Multishow e HBO, invistam mais no formato! Nós, seriadores, esperançosos, agradecemos.
Pós-Postagem: Venho aqui reparar um terrível erro. Por esquecimento, deixei de citar aquela que é minha série do coração: Anos Incríveis. Quem não viu, corra. É para ontem.