domingo, 16 de maio de 2010
Precioso pedido
Insano, mas, verdadeiro.
Julia pediu para Fernando que a iniciasse na prática do sexo anal.
Julia, 25, já tinha se entregado pra mais de de 10 rapagões e nutria por Fernando um sentimento novo e diferente de tudo que vivera até então. Queria que dar-lhe algo inédito, um presente, para selar de vez esse relacionamento que galopava feito uma mangalarga marchador.
Fernando, 26, tirando as prostitutas, essa era a 3a a quem de fato realizara conjunções carnais. Pra ele, o que Julia já oferecia estava de bom tamanho, tanto que não olhava e nem desejava outra garota. Todavia, a sensação ter algo intocável, o animara e pediu, com certa vergonha. Sim, Fernando nunca tinha tido praticado atentado violento ao pudor, nem mesmo com as profissionais.
Julia, estava mais ou menos consciente da dor, comprou géis e estava treinando diariamente no banho. Primeiro com um dedo, agora já com dois. Dado esse avanço, como o pino do perú de Natal, era um sinal, ela já se considerava pronta.
Data marcada, depilações efetuadas, o que aconteceu foi uma sucessão de infortúnios. O nervosismo, imperícia e uma boa dose de azar...
Dilacerações em corpos cavernosos e a falta de controle naquilo que é mais rápido que a luz e o pensamento, fizeram dessa história uma mal sucedida empreitada rumo ao desconhecido.
sábado, 15 de maio de 2010
haicais sobre o tempo
eu rio do tempo
quando passa indiferente
ao curso da vida
além da memória
vive a vida que passou
sem ninguém olhar
vejo meu reflexo
no espelho transparente
de cada momento
.
mais um poema sobre o tempo:
.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Um microconto
-Pois é, eu sei. Uma pena.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Cumpleaños
O bolo
terça-feira, 11 de maio de 2010
Soares da Cunha
domingo, 9 de maio de 2010
Bem-vindo, inferno astral
Eu, que ignoro o horóscopo do meu signo, caso ele não me agrade, e escolho o parágrafo mais interessante da página astrológica.
Eu, que não tenho um par de meias da sorte para levar ao estádio, não exijo que se descruze as pernas durante o jogo nem me culpo quando meu time perde.
Eu, que não cheguei à conclusão de que sou crente, agnóstica ou ateia simplesmente porque considero que o debate sobre a existência de Deus, de “alguma coisa” ou de nada é uma grande perda de tempo, tão fortes são as evidências de um grande e infinito nada.
Eu! Que insisto em passar debaixo das escadas e faço questão de pegar o saleiro diretamente da mão de quem me passou o bendito.
Eu acredito em inferno astral. Sou devota de Vênus, faço mandinga para Júpiter, rezo todas as noites para agradecer Marte e acendo uma vela para Saturno no parapeito da janela.
Não pense que sempre fui assim, uma believer. Eu já fui cética como você, um dia. Andava por caminhos escuros, rindo das forças superiores, blefando como se não tivesse nada a perder.
Até que chamaram meu blefe e acabei perdendo o sono, um punhado de amigos, as economias e a auto-estima que eu nunca valorizei como deveria. Com humildade.
Os astros não perdoam. Paguei por todos os meus pecados de descrença prepotente. E por todos os meus pecados de confiança ingênua também. Paguei pelos pecados dos outros, ajoelhei no milho em vários idiomas e carreguei a cruz alheia até o limite das minhas forças.
Mas essa história é antiga, e foi contada num texto muito melhor que esse. As feridas abertas inspiram mais do que as cicatrizadas.
Hoje escrevo pior, mas durmo melhor. Aprendi que não se pode ter tudo. Plutão que o diga...
PS: Não revelarei meus planos para os próximos 30 dias. Só garanto que enviarei "energias positivas" suficientes para agradar a todo o Sistema Solar.
sábado, 8 de maio de 2010
La Musica
Eu preferia músicas em português, mas já falei que não gosto do momento da música nacional nesse momento. Sabe quando o Hebert caiu do avião? Por ali a música, o rock nacional, caiu junto.
Escuto música em inglês também, e mesmo se não quisesse não conseguiria parar. É como tomar coca-cola, ou assistir Friends.É difícil não ceder. E com os ouvidos é pior, porque Deus e a anatomia não nós abençoaram com a capacidade de fechar os ouvidos, como fechamos os olhos. Acabamos bombardeados com músicas em inglês o tempo todo. Gosto de Beatles, U2 e o caramba, mas por favor, inglês é uma língua feia demais para ser cantada, é seca, reta e áspera.
Já música da América espanhola eu ouço mesmo, música argentina, uruguaia, mexicana. CDs inteiros, clipes, entro
Tem alguma coisa que o brasileiro tem contra o espanhol, eu não sei o quê, um incomodo, um comichão. Pode ser a música que for, o melhor arranjo, a melhor melodia, na hora que ouvem alguém cantar em espanhol torcem o nariz, gritam "o que é isso?", se manifestam , como se ouvir uma música em espanhol fosse uma brincadeira, um deslize brega, mas quem de parar de achar que tudo que vem de lá é comédia, é Chaves e Carrossel, desintoxicar os ouvidos, vai gostar. A reabilitação pode demorar. Procurem Inmigrantes, Julieta Venegas, Miranda!, Soda Estéreo,Cuarteto de nos.
Agora estou começando a abrindo ainda mais os meus horizontes. Músicas árabes, romenas, francesas. Ah, existe um mundo muito maior do quê me ensinou a MTV.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
E, o fim.
você disse e
eu calei que não sabia mudar meu não-estar
e o ínicio já era o fim
como mares
que minhas lágrimas não pingam
os olhos secos
pela poeira do encanto
que liberta-se
do que invadiu
num instante
num piscar de olhos
dos moços anônimos
do tempo
dos seus
que eram meus
e que já não são
e já não são a mesma nota nossas vozes
e não são uma nossas carnes
nossas almas
agora
faltando metade
que é você
e
não sou eu
meu coração
canta adeus porque acabou
eu continuo
e verão
quem não sei e quem não sou
o que
se dá de
mim
inabitada
meu coração
conta a deus que acabou
sem crer
e continua pulsando intenso
enquanto
tento
trans[cre]ver
o fim
o fim imposto
que verso
sem querer
renegando cada linha
que se faz nó na minha mão
sejamos nós atados com a vida que ainda resta
sejamos razoáveis, ao menos
e deixa
a solidão
talvez
já me acostumou
já se acostumou com meu ser só
estado
independência
mas você ainda vai sentar
e esperar o amor que virá
e que não fui eu
meu coração despede-se
despedaça-se
sem sangrar:
adeus amor
meu
quinta-feira, 6 de maio de 2010
You are big girl now
Já estais mais matraqueada, querida
Não usas mais frases feitas
E camisa xadrez
Você é uma garota crescida agora
You
Ainda comete erros em demasia
A tormenta, a preguiça as justificativas
Prolixa
não se abala mais
Você é uma garota crescida agora
Big Girl
Nossas conversas, evoluíram demais
Minhas frustrações, não te calam jamais
Você diz:
é meu alimento, não, não tire de mim
preciso respirar, mesmo que isto te cause o mal
Mal?
Você é uma garota crescida agora
Now Are
Mas daí vêm meus mais enriquecidos momentos
e os seus:
sôfregos, inspirados, aprazíveis, reconfortantes.
A chuva cai agora, tenho tempo, te procuro
Você é uma garota crescida agora
por: Vlado
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Skinas Bar
- Amor, vamos fazer amor aqui no Cais?
Cleyton Cabral vê história em tudo. É contista, dramaturgo, publicitário e faz bico de poeta.
@cleytoncabral
www.cleytudo.com
terça-feira, 4 de maio de 2010
Lição 1: como escrever um best-seller?
O Livro Prólogo (Rascunho)
Deus nunca foi um conceito fácil de engolir. Não pra mim. Mas, apesar de todo o meu ceticismo, Ele esteve presente em dois momentos fundamentais da minha vida: quando eu conheci Luana e no dia em que ela caiu naquilo que chamam de forma lúdica e pouco precisa de sono profundo.
Desde que Luana entrou em coma, minhas conversas com Aquele de quem nunca precisei (ou acreditei) têm sido mais constantes. Falo amenidades, pergunto do tempo, conto piadas e rogo por um pequeno gesto. Coisinha à toa pra quem, dizem por aí, criou toda essa “bagaça”.
Até agora nada. Vai ver Ele anda ocupado com bombas nucleares, nevascas, enchentes, terremotos e deslizamentos de terra. Ou, e essa hipótese me irrita muito, Ele prefere não interferir, seguir alguma espécie de burocracia divina e, simplesmente, deixar rolar.
Os médicos, que já me chamam pelo nome, sentem pena da minha devoção. Para eles, sou um clown do desespero. Vez ou outra, fazem aquela cara de gravidade e, cuidadosamente, me lembram que o caso dela é ...
“Irreversível” é a palavra mais dura que eu conheço. Não sei lidar com coisas que não podem ser revertidas, mudadas, consertadas ou remendadas.
Aos doutores, eu respondo que irreversível é o meu amor. Irreversível eram os nossos planos. Irreversível era a o jeito que ela arrumava o cabelo. Irreversível era a maneira como ela conseguia iluminar tudo ao seu redor. Irreversível era o som de sua voz me chamando para deitar. Irreversível é o cheiro dela em mim.
Também não gosto quando dizem que Luana está em estado vegetativo. Toda vez que olho pra ela, vejo uma flor. Luana é um rosa branca.
Por que continuo sentado ao lado da cama dela? Porque quero ser a primeira coisa que ela vai ver quando abrir os olhos. Se Deus pode reverter o irreversível. Eu posso esperar.
Acho que o tempo vai passar mais rápido enquanto eu conto a nossa história para vocês. Espero que me ajude. E que ajude mais alguém também. Sei que Luana ainda vai ler esse livro. Assim como você está fazendo agora.
Lúcio.
A Vida
Eu não te odeio Luana. Quero que saiba que 10 % de tudo que eu ganhar com as vendas deste livro será revertido para sua família - exceto, e isso é só um detalhe legal, o que for arrecadado com a venda dos direitos para o cinema.
Tá me ouvindo? Pra onde vão as pessoas em coma? Será uma espécie de limbo, sala de espera de dentista, fila de posto de atendimento da Receita Federal... Espero que, quando desligarem os aparelhos, você não fique muito chateada e resolva me assombrar.
Mas essa história é nossa. Portanto, também é minha. Se eu vou mentir um pouco? Claro que vou. Mas pode ficar sossegada. Vou te fazer uma pessoa melhor, quase uma santa. Qual atriz você quer que te interprete no cinema? Eu apostaria em Mariana Ximenes.
Quando o acidente aconteceu, nós já não estávamos namorando. Mais do que isso, não nos suportávamos. Você já saia com aquele professor de Ioga, lembra? Ah, eu também estava dando minhas escapadinhas por aí.
O que não quer dizer que eu tenha ficado feliz com o seu coma. Não sou um monstro. Chorei, honestamente, durante um mês. Agora, nossos amigos e familiares, que não sabem do nosso relacionamento infernal, me tratam com zelo. Sou um Romeu que preferiu não tomar veneno, mas que ainda espera sua Julieta abrir os olhos antes da primavera.
Pena que é “irreversível”. Acho que o livro vai chamar Amor Imortal. Nome brega, mas vendedor.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
A fortaleza
Antes de começar a escrever esse texto o interfone tocou. Tocou, tocou, e demorou para alguém atender. É que agora antes de dizer alô minha mãe corre para ligar a TV e ver pela micro-câmera quem está tocando o interfone. Pois é, agora temos micro-câmera. E cerca elétrica.
Tudo começou com o assalto a casa da Dona Maria.Viúva, moradora mais antiga da rua, há dois meses encontrou um vidro quebrado e a casa toda revirada. De prejuízo um rádio velho e uma garrafa de rum.“ São esses viciados em crack, entram pra roubar qualquer coisa”, disseram. Assustada, mudou-se para um apartamento. Foi um pouco triste ver aquele caminhão de mudança, tantos anos de convivência. E até o vira-lata da rua que ela alimentava foi junto.
Então meu vizinho de muro pediu permissão para colocar cerca elétrica. Respondi que não. Um exagero. Fora que fiquei com medo que matasse meus gatos, vai saber.
Nesse meio tempo outra casa assaltada, outra vizinha anuncia mudança, e comecei a ficar com medo. Comecei a pensar em todos os pontos vulneráveis da minha casa. E se quebrarem o vidro da varanda? E se escalarem o muro?
Comecei a me justificar, não, não é tanto pelo bem material, é a idéia de alguém invadindo o seu refúgio, o lugar onde você quer se sentir seguro. Deve ser algo primitivo, de toca, de caverna, refletia,enquanto pesquisava na internet se a cerca matava gatos ou não.
Um sábado eu estava saindo de casa, olhei meu computador em cima do sofá e me peguei pensando que se alguém entrasse aqui, seria a primeira coisa que levariam. E eu só paguei duas prestações! Corri para esconder e aproveitei para esconder todas as coisas de valor . Curiosamente, nesse dia entraram na casa da frente e levaram uma bolsa.
Pronto, em dois dias uma firma de segurança estava aqui para instalar a câmera e a cerca. E o cara da firma de segurança ainda queria me vender mais coisas. Que tal um sensor nas portas e nas janelas? Que tal um sensor de movimento? Sensor de movimento, hum...interessante. Não! Como assim interessante? Consegui sair do transe. Minha casa ia parecer um daqueles cofres do filme Missão Impossível. Não, chega. Já era paranóia. Cerca e câmera está ótimo.
Minutos depois de acabar de instalar a cerca, o portão quebrou. Agora quem quiser entrar aqui não precisa se arriscar a levar um choque, é só empurrar o portão e seja bem vindo. Ironia?
domingo, 2 de maio de 2010
atitudes que pedem de trilha sonora
sábado, 1 de maio de 2010
novo trabalho, trabalho...
hoje é dia mundial do trabalho e apesar de não ter encontrado o emprego perfeito (se é que existe) e muito menos ser militante destas forças trabalhistas e o escambau, eu comemoro meu novo trabalho. desde o dia 13 (ótimo dia pra começar algo novo...) sou analista de comunicação de uma empresa. comemoro porque saí de um lugar onde aprendi muito, mas que vinha me oprimindo há tempos. comemoro porque em tão poucos dias me sinto mais útil que em anos.
comemoro porque o trabalho é na avenida paulista, aquela que sempre quis. comemoro ainda mais porque fica a 10 minutos (a pé) de minha nova casa (sim, mudei, mas isso fica pra um outro post). fico feliz por poder desenvolver coisas que aprendi na universidade, por ter liberdade de criar e trabalhar com midias sociais na internet.
lembra que uma vez eu escrevi no meu blog pessoal: "alguém aí quer me pagar para escrever em blogue?"
pois é... parece que alguém ouviu e me contratou. e olha que tanto meu blog condussão como este aqui (SIM, GENTE... NOSSO BLOG ESTÁ MAIS FAMOSO DO QUE IMAGINAVA) e todas as comunidades das quais participo foram lances decisivos na minha contratação. numa das (4) fases do processo seletivo, o entrevistador sabia de alguns posts meus que nem mesmo eu lembrava...
obviamente não sou mais um menininho que acha tudo certo e perfeito. tenho trabalhado demais e percebo que a partir do momento que decidi focar no trabalho e decidi investir mais em mim, as coisas começaram a acontecer.
aliás, fiquei tão feliz porque a partir do momento em que decidi isso, surgiram outras oportunidades de trabalho e passei numa prova concorridíssima numa das melhores empresas de cultura do brasil. ainda não rolou, mas o fato é que estou feliz com este trabalho hoje.
e hoje é o que importa.
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Jornalista, especialista em Midia, Informação e Cultura pela USP, onde participa do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação. Pesquisador de mídias e redes sociais virtuais, escreveu o livro www.odio - a internet na mira do mal. Atualmente é assessor de comunicação, produtor cultural e atua como jornalista freelancer em matérias sobre Cultura e Comportamento.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Desculpaê
Como protestante nas diversas acepções do termo (inclusive a religiosa), peço desculpas pela invasão de pastores na TV. Você tá lá sussa querendo esquecer do trampo e aparece um indivíduo de terno gelo, alfinete (não o do Pânico) na gravata e um sorriso plastificado para contar as vantagens de você pagar carnês. Tipow um Baú da Felicidade Gospel que você deve pagar religiosamente (com trocadilho) e no final recebe um nada divino conjunto de 6 pratos âmbar. #credo
Você muda de canal e aparece uma ex-presidiária coberta de maquiagem gemendo e repetindo frases positivas, do tipo “decrete aos céus que vai conseguir um varão (ui!) pra casar e você vai conseguir, amada”. Please não pense besteiras porque o dialeto evangélico é pra lá de surreal mesmo. Aposto que você ainda vai ouvir alguns crentes chamando outros de “vaso”. Aff...
O maridão dessa senhora disse que foi visitado na penitenciária por um anjo que lhe revelou o nome do demônio por trás (capeta sodomita?) da Rede Globo. Crédulos como o Kaká, os irmãos da igreja fizeram campanha pela falência da Vênus Platinada e o expediente tão-somente contribuiu para a quase bancarrota da credibilidade dos cristãos. Malz aê.
Entediado, você desliga a TV e resolve tentar o rádio. Nem a invasão dos marcianos no badalado programa radiofônico de 1938 provocaria tantos sustos como acompanhar as ondas (literalmente) curtas evangélicas. De pastor berrando para expulsar demônios surdos a cantores decadentes que converteram sua área de atuação, vale (quase) tudo. #muitomedo
Uma ligeira espiada no cenário político já é suficiente para mostrar como anda a cambada, digo, bancada evangélica. A primeira imagem que aparece na mente é a da “oração da propina”, episódio emblemático das safadezas que ainda são feitas usando (em vão) o nome de Deus. Isso sem falar que grande parcela de crentes (em quê?) envolvidos no escândalo dos sanguessugas. Estamos em todas, hein!
Tem muita gente de cara e fazendo beicinho por conta do sucesso do filme do Chico Xavier. Todo santo dia aparece na blogosfera alguém afirmando que existe uma estratégia para difundir o espiritismo patrocinada... pela Globo. RÁ! Esse complexo de vira-lata é ½ furado. Explico: é só a gente juntar os atores evangélicos e dar o troco. Depois da inesquecível atuação em Cinderela Baiana, ninguém melhor que Carla Perez para ser a protagonista. Irmãos na fé, Dedé Santana e Kid Bengala também poderiam participar, neam... Aliás, que tal o cara trocar a nome artístico para Kid Varão? :P
Melhor parar por aqui com esse refogado gospel de abobrinhas para evitar compressão testicular em quem teve paciência de chegar até aqui. No entanto, não posso meter (ops) um ponto final neste panteão tosco antes de mencionar a Maria Osmarina. Analfabeta e com a saúde frágil, ela só aprendeu a ver as horas com 14 anos. Não vou desfi(l)ar toda a trajetória dela porque em breve a jornalista Marília Cesar vai fazer isso com + competência. Recorrendo ao poeta, “Marina [Silva], você já é bonita com o que Deus lhe deu”. #salve
Sei que a irmã senadora não tem chances e será repelida até no seio (muxiba) da igreja evangélica. Enfadado, emputecido e desnorteado com a pasmaceira que vivemos, peço vênia pra sonhar um pouco. “Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?”, orou Pessoa. Marina é quimera... Os outros são “quimer(d)a”. Deus nos ajude.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
É hora de acordar...
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Esse é meu jeito de acordar, ouvindo Vanessa da Mata...
Passando a vez.
Hoje, eu sei que posso passar minha vez sem temer ficar pra trás. Sei que há mais nesse tabuleiro do que o fim, o dinheiro e o bônus. E mesmo quando o adversário é a pessoa mais próxima, há companhia e nunca um inimigo.
Hoje, eu sei que há você, você e eu e algo no meio disso. E que por mais que outros possam tentar blefar, enganar ou conspirar, o que é natural não se perde porque é simples, inteiro. Ponto nosso.
Hoje, eu sei que é verdade que o amor é desigual. Que os sentimentos são diferentes, se complementam, se encaixam e se fazem completos na hora certa. E sei também que, se há aquele que ama mais que o outro, que seja eu este sortudo então. Porque é muito bom amar. Sua vez.
terça-feira, 27 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Koinobori.

O correspondente aos meninos do Hinamatsuri acontece no dia 5 de maio. Durante os anos de ocupação pós-guerra, o nome do festival foi mudado de Tango no Sekku (Dia dos Meninos) para Kodomo-no-Hi (Dia das Crianças), mas continuou sendo celebrado da mesma forma e somente para os meninos. |
Em todo o país, famílias com filhos homens hasteiam, neste dia, sobre um mastro de bambu, o Koinobori, que é uma carpa colorida de tecido ou papel. Quando o Koinobori é visto tremular junto ao céu azul tem-se a impressão de estar vendo uma carpa nadando contra a correnteza. O Koinobori representa o Dia dos Meninos, e a carpa é um símbolo de força, persistência, bravura e sucesso. Esse peixe consegue nadar e subir correntezas e cataratas sem a ajuda de ninguém, e numa fábula chinesa, a valente carpa se transforma num dragão no final da escalada. Os atributos que a carpa simboliza parecem virtudes militares (persistência, coragem, sucesso), e de fato, ela está em algumas lendas que falam de guerras ocorridas num período remoto, tanto é que nos santuários do deus da guerra, Hachiman, são distribuídos amuletos em forma de carpa.
A prática de hastear o Koinobori surgiu no século XVII entre os plebeus urbanos, que resolveram apresentar uma alternativa ao costume dos samurais de exibirem suas armas e armaduras no Dia dos Meninos. Além de ser mais simples, a carpa de tecido simbolizaria os mesmos valores pretendidos pelos guerreiros sem ser tão ostensivo. As duas formas de celebrar a data foram mantidas por muito tempo. Mesmo atualmente, além do Koinobori no lado externo da casa, os meninos devem expor dentro de suas casas, miniaturas de bonecos de guerreiros, com armadura, arma e capacete.
Os alimentos associados a esta data são o chimaki (bolinho de arroz embrulhado em folha de bambu) e o kashiwa mochi (bolinho de arroz recheado com massa de feijão doce e embrulhado em folhas de carvalho).
É costume também colocar essências ou folhas de íris na banheira (ofurô) nesse dia. Acredita-se que o forte aroma de íris afaste os maus espíritos, e além disso, íris chama-se shõbu no Japão, que é foneticamente igual a shõbu, que significa luta. Assim, os antigos samurais ligavam essa planta à sorte na guerra ou batalha.
Os costumes mudam com o tempo e hoje é possível ver famílias hasteando o Koinobori para suas filhas. O Dia dos Meninos, que agora é o Dia das Crianças, é o último feriado da seqüência chamada de "Golden Week" pelos japoneses da atualidade, ávidos por um descanso prolongado. Em tempo de paz, o Koinobori continua colorindo o céu e "nadando", mas num outro contexto.
fonte: www.culturajaponesa.com.br
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