sábado, 4 de outubro de 2014

#100[complete com alguma coisa]days: Meus #100WitchesDays


Eu acabo de terminar um dos maiores desafios facebookísticos da minha vida virtual, e vice-versa. Eu acompanho algumas séries de amigos, vejo seus estudos, suas fotos, acho graça, compartilho, tenho horror a correntes e a coisas que do tipo "quantas curtidas essa princesa merece?". E estava acompanhando os #100alguma-coisa, sem me interessar por nada. 
Preguiça de ficar postando algo cem dias seguidos.

Mas, quando a Debora Ceccaci, uma feiticeira de respeito, posta no Solstício de Inverno a primeira imagem dos seus #100WitchesDays, eu decidi que eu também iria fazer. 
Acho que, mesmo que naquele momento eu não soubesse, eu precisava. 
Fui entendendo isso à medida em que escrevia.
Uma frase por dia. Uma vivência por dia. Não pensar muito, só escrever, a partir de um conceito, como a Arte dos Sábios, a Tradição, a Feitiçaria responderia àquilo.
Sinceramente? Nunca pensei que fosse dar conta, que não fosse enjoar no meio do caminho, achar algo melhor para fazer. Porém, dia após dia, era como se algo brilhasse mais no correr das horas para virar frase. Era como se as práticas diárias/semanais/mensais tivessem novo sentido, e esse sentido tivesse de ser compartilhado, de uma forma tal que o Mistério se mantivesse nas Sombras do Livro mas tocando a todos, com a leveza de uma melodia. Só pode ser reproduzida por quem conhece, pode ser ouvida por qualquer um, não será marcante para todos.
E agora que terminou, fico pensando no que virá em seguida, mas ainda sob influência do que acabou de passar. O quanto deixamos passar os momentos importantes e cheios de significado por não estarmos atentos a eles, pensando no passado, projetando um futuro. Mais de um, a maior parte das vezes.

Eu me descobri mais feiticeiro que acreditava ser. Como adjetivo e como coletivo. Me achei em outros, me achei em meandros, me reencontrei depois de um bom tempo passeando lá fora. E brinquei de pique-esconde, me perdendo de mim e me reencontrando na lição seguinte.
E meu convite, com esse texto é que, você, leitor, que tem exatos noventa dias até o ano novo, faça suas escolhas, dia após dia, até trinta e um de dezembro, consciente e consequentemente. Celebre o divino dever de ser protagonista da sua vida. E compartilhe conosco, comigo, aqui no blog. Talvez, apenas por hábito, você comece a enxergar-se mais pleno e enxergar cores do mundo que são tão diáfanas que passam batidas quando estamos desatentos. Vamos ver o quão melhores conseguiremos ser, a partir desse desafio tão displicente, tão despretensioso, à primeira vista. Escolha tua trilha sonora, teus filmes, tuas comidas, tuas roupas, envergue seu melhor sotaque e aproveite o seu espetáculo.

Passo a passo, e chegamos aonde sonhávamos ser impossível. Meta a meta, angariamos o nosso tesouro pessoal e tornamo-nos os melhores dentro do nosso universo de atuação.

Eu te desafio. São só noventa dias.

Vem comigo.


Não poderia, de qualquer forma, deixar de dizer algo sobre o santo do dia. Um santo tão, mas tão ecumênico que até pagãos tem afeto por ele. Um santo cuja mensagem já foi reinterpretada de tantas formas - com iconografias tão variadas quanto - que se adapta à fé de qualquer pessoa de boa vontade e empatia. Um louco, um mendigo, um xamã, um feiticeiro, um homem apaixonado, a vivência de Ágape feita carne, a paixão que [i]macula a carne com estigmas.
Salve, São Francisco. Salve-nos da ignorância das Vozes que ecoam ao nosso redor.
E que, como tu, possamos um dia chamar a criação de irmã. 

Um dia por vez. E chegaremos em algum lugar, sem pretensão alguma.

Mas chegaremos.