sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Estrela Cadente

É óbvio! Tá claro do que eu vou falar.
Seria até sem graça dizer que "estava escrito nas estrelas!".

Pois é,  você não se enganou se o título entregou o que diria, mas acredite, não havia estrelas.
Um céu escuro, sem nuvens, limpo e inacreditavelmente sem estrelas.

Nada no céu, não no sentido que eu olhava. Era oeste ou noroeste. Era sul ou talvez um horizonte sem norte.
Devia haver lua, mas também não procurei saber. Nem para cima eu estava olhando! Mas num deslize da minha parte, olhei.

Agora sim o óbvio.
Nem eu creio e não espero também que creias. Não deve ser com todos que acontece, mas comigo aconteceu. Não tenho por onde não crer.

Ela, a estrela cadente, passou por meus olhos no momento exato que eu para lá olhei, mesmo que por um instante.

Um sinal? Sempre. Destino? Talvez. Por entrelinhas, estrelas cadentes sempre trazem um aviso.
Se fiz um pedido? Fiz, mas me intrigo.

Quantos de mim viram aquela estrela? Será que foi só eu? Seria uma prepotência minha acreditar que fora só eu?

Não sei. Espero que sim pro tamanho do pedido que fiz. Ele foi bom, afinal, quem desdenha algo ruim pra algo mágico tão repentino?

Mesmo que em poucas palavras, desejei algo bom, desejei nosso bem, seja lá por onde levará.