terça-feira, 20 de outubro de 2009

três décadas

Hoje faço 30 anos, mas não me sinto diferente em quase nada. Um pouco mais sábio que ontem, um pouco menos inteligente que amanhã.

O que percebi é que passo por uma reativação do lado espiritual, da percepção das coisas que, nessa vida, são realmente importantes. A gente acaba vivendo a vida acumulando bens ou gastando nosso tempo com intrigas sociais, rancores e futilidades demais, como se fôssemos viver para sempre.

É aquele negócio: você nasce e recebe uma cartilha com as instruções de como viver, como crescer, como conviver, estudar, trabalhar, comprar, casar e ignorar. Chega um dia que você acorda e pensa "o que fiz de mim? onde está minha vida"?

Preciso de trabalho, mas preciso mais da minha filha. Preciso de network, mas preciso mais da minha família e amigos. Preciso de tecnologia, mas preciso mais ainda ver o mar de vez enquando, tocar em uma árvore, sentir o cheiro da terra depois da chuva.

Acho que o mundo nunca foi tão alienante e complexo, e nós, tão necessitados da simplicidade.