segunda-feira, 19 de julho de 2010

Entorpecente

Passeando em São Paulo, cruzei com uma dessas criaturas tão bonitas que a gente nem acredita que é de verdade. Alta, magra, com o cabelo bem curtinho e platinado, olhos azuis e roupas elegantes de inverno.

Mais tarde, quando voltei para casa, mamãe comentou ter visto o que ela disse ser uma versão melhorada de Adriana Calcanhoto no supermercado próximo (nota minha: queria Adriana Calcanhoto). A moça, a mesma que eu tinha visto, era tão linda que ela nem conseguiu se concentrar nas compras.

Me chamem de frívola, mas eu trocaria uns bons aninhos da minha vida para ser bonita como ela. Invejo profundamente essa capacidade desintencionada de reduzir a inteligência alheia a pó com um olhar, um sorriso ou a simples presença...