quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"A internet é a própria metáfora da transmissão de pensamento. Isto é ficção científica."

Eu adoro música. Adoro show. Adoro viajar. Quando junta tudo então, aí é uma beleza. E é bom que seja assim, porque morando em BH, não é todo mundo que vem tocar aqui. Ou quase ninguém, pra ser mais exata, principalmente se vier de fora. Tendo tempo, dinheiro e companhia, é difícil eu perder um que eu goste. Mas acontece.
E eu tinha certeza que ia acontecer com o show do Paul.
Quando começaram a vender os ingressos, aquela loucura de sempre de pré-venda, aquela correria, sites congestionados, só pode quem tiver o cartão de crédito tal, ingressos esgotados em pouco tempo, minha irmã deu um jeitinho e perguntou se eu queria que comprasse o meu. Não, brigada. Vou esperar os meninos decidirem, aí compro com eles. Resultado: os meninos não decidiram, ou decidiram que não, ou decidiram por conta própria, em outros dias, outras praças, e eu? Sobrei. Isso. Sold out. Nem mais unzinho pra vender. Quem comprou, agarrando o seu. Resolvi olhar nas agências de turismo, essas que fazem pacotes de avião + ingresso + hotel ou ônibus bate e volta + ingresso ou só o ingresso mesmo. O precinho? Uma pechincha! Tipo 3 vezes o preço normal. Certos eles. Humpf! Aí eu desisti. Ir à falência por causa de um show também já é demais. E é bom pr'eu aprender. Quem mandou recusar a oferta em tempo? Quem mandou dizer que não queria quando começou a vender? Quem mandou ficar de bobona esperando o pessoal todo resolver? Quem mandou, hein? Bem que a minha irmã já me falou - em caso de despressurização da cabine, coloque primeiro a sua máscara, depois a dos outros. Me conformei. E eis que aos 43" do segundo tempo... tcharam!!! Me aparece uma boa (aliás, ótima) alma no Facebook, oferencendo um ingresso de pista, lindão, pelo preço normal, assim, olha só! E eu que até um mês atrás nem tinha Facebook...