quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A Alomorfia e o medo

Há alguns anos atrás, eu trabalhava em uma empresa terceirizada de segurança, lá acontecia uma coisa assustadora comigo quase toda semana: a mudança.

Devido ao meu comportamento arisco e nada hiante às normas locais (que sempre eram diferentes), eu era constantemente transferido de um setor a outro. Isso causava em mim reações diversas: vontade de chorar, dor de barriga, desespero… tudo porque eu estava inseguro quanto ao desconhecido futuro, maior aspecto da mudança.

Nessa semana, uma coisa aconteceu com um prezado amigo meu, e a vida dele mudou completamente. Ele me confessou sentir um pouco de medo e falamos sobre esse sentimento diante das mudanças. O medo, aquele mesmo do slogan do meu blog “Não tenha medo, seja Bravus”, que agora, penso em adaptar para “Tudo bem, é natural ter um pouquinho de frio na barriga”.

Pois o mesmo medo que nos deixa longe de problemas, deve ser encarado para podermos nos mover adiante, por que o medo é um reflexo de que estamos saindo de uma zona de segurança para o desconhecido.

Mudanças não são fáceis, pelo contrário, mas sempre aprendemos algo com elas. Afinal, acho que eu sou o resultado da soma das minhas experiências (boas e ruins), e concordo com Shakespeare quando ele diz que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.

Pois é... estou movendo mais uma peça do jogo das decisões com as melhores intenções. Se estou certo ou errado, só o tempo vai dizer. Mas sei que é aquele negócio: só não erra que não faz nada.

No mais, proponho aqui um brinde as mudanças e ao medo que temos dela neste meu primeiro post do ano... e resta-nos continuar a caminhada com a cabeça erguida e a certeza de que a roda da vida continua a girar. Não cometerei os mesmos erros, mas isso não significa que não errarei nunca mais... e isso talvez também seja bom.

Grande abraço!