sexta-feira, 11 de março de 2011

Ficha técnica

Filomena, colorada, vinte e quatro anos, desceu as escadas na madrugada depois de ter ganho da retranca são paulina, com cãimbras no pé. Entrou no carro. Ganhou uma garrafa de vinho pra segurar. Foram. Continuou com cãimbras.

Ele, colorado não praticante, não sabe de retranca nem de emoção futebolística, mas deu parabéns a ela pela vitória depois de brigarem um pouquinho, e ele se render ao que ela queria. E ela queria uma cama balançando, com ele.

Chegaram. Dvd's musicais. Charutos. Móveis mudados de lugar. Cama, cobertas, taça. Taças temos todas. O beijo podia esperar, porque se acontece, ficam sem roupa. Conversaram. Cheirou o pescoço dela. Cinco minutos e ele continuava a cheirar o pescoço. Afeto em forma de abraço. Beijaram musicando de pé, de quatro, de bruços, dear & bella putinha delicada, meias no talo das coxas, bunda empinada, coxas encoxadas,  goles de uísque intercalando com uns d'agua.

Na hora os dois pensam o quanto o mundo e os outros são um nojo, e eles eram eles, com secreções sexuais que até o cheiro agradava. E não adiantava ele fingir que só fingia ter afeto, o sexo e o vento carregando as chamas e as cinzas vermelhas de amor, estampavam a testa do baixinho e da dear & bella.

Exausta e com os cabelos suados, deitou. Ele a segurou forte. Ficaram uma hora dormindo com a pressão do impagável bem estar, que culmina em afeto, e após, em pavor. Ela solta os braços dele para um bom sono e dorme de bruços. Sonhou, dormiu bem. Acordou. Chamou pelo nome dele, e a mesma frase de sempre “Hora de acordar...”. E agora ele pensava na relação - sexo tarde da noite - poucas horas de sono, não ser tão benéfica assim. 06:59am. Cedo demais. Ele leva Filomena em casa. Bye, bye. Te cuida colorado não praticante, amor sexual da Filomena.