terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Hora do Balanço

Eu -como a grande maioria aqui, acredito - tenho o meu blog pessoal, o “Diz...” , como carinhosamente o chamo.  Se você perguntar em qual categoria ele se encaixa, vou coçar a cabeça, pensar e não conseguir responder.  A verdade é que, como na vida, sou um “escritor” (ah, presunção) digamos...  que palavra poderia usar para falar que gosto de tudo e de nada, ao mesmo tempo? Diversificado?  Ah, sei lá.  O fato é que meus textos são um pouco de cada coisa:  há relatos de minha vida, pequenas histórias que conto - a maioria bem sacana -, críticas de música e cinema, observação do mundo...

Desses textos todos, os mais comentados, com certeza, foram aqueles que tinham um pé na sacanagem.  Mas, curiosamente, graças à uma dessas ferramentas que medem acesso ao blog, descobri que o texto mais lido não tinha nada de safadeza.  Foi uma postagem que fiz, há exato um ano, onde, a partir de uma rápida sinopse do livro “Com Licença, Eu Vou À Luta”, da Eliane Maciel, fiz uma pequena reflexão da minha vida e do que esperava dela a partir de então.

Um ano depois, decido contabilizar o que conquistei e  o que perdi e percebo, com alívio, que não houve perdas. Significativas, pelo menos. O que, teoricamente, perdi, era aquilo que não me servia mais, que quis, por vontade própria, deixar para trás, no meio do caminho.  Gozado como a gente se reinventa, sempre.  Quem diria que eu, do alto dos meus trintinha, ainda estaria recomeçando, parando, observando, pensando qual caminho tomar - e tomando um novo, totalmente diferente do que poderia supor?

Cada vez me convencendo mais que essa é a graça da vida.  E se isso é viver, acho que tenho feito um bom trabalho...