segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Vamos lá: eu digo “Florence” e vocês respondem “Welch!”

Ela deu entrevista para Zeca Camargo no Fantástico. Ela fez a platéia do Summer Soul Festival em São Paulo sair extasiada de seu show de pouco mais de uma hora, com transmissão ao vivo pela MTV Brasil para quem não pôde estar lá e presenciar o momento mágico. Se, a essa altura do campeonato, você leitor brasileiro não sabe quem é Florence Welch, você defnitivamente não sabe o que está perdendo.

Linda, ruiva, britânica, com uma voz de fazer tremer as paredes, timbre único e sensibilidade de interpretação impressionante, apoiada por uma banda primorosa que ela batizou The Machine, Florence, do alto de seus 25 anos, assume facilmente o posto de novo ato musical mais comentado desde que Lady Gaga surgiu para o mundo em 2008. E não é por menos. Assim como Gaga, que veio para sacudir o mundo pop com seu jogo de uma-surpresa-por-minuto, Florence é uma artista única.

Ela e o The Machine reascenderam o interesse do público jovem pela música alternativa, e esse processo vem acontecendo desde 2009, com o lançamento de Lungs, seu disco de estréia. O hit Dog Days Are Over a fez uma voz familiar, mas é com esse segundo empreendimento em estúdio, o Ceremonials (lançado no final do ano passado), que a britânica e sua banda se estabeleceram como mais uma voz para uma geração que parece adorar ser ouvida através de boa música.

A música celta, o gospel americano, a Motown dos anos 60 e os trechos de vocais em que Florence mostra-se uma cantora de soul por excelência constróem a essência da banda, mas como qualquer bom ato pop, a lista de influências não define tudo o que o Florence + The Machine representa: trata-se de uma proposta nova e original, fresca e interessante, que merece ser ouvida. É o tipo de música que precisa crescer dentro de quem ouve para ser capaz de emocionar. E consegue.

Talvez ainda não seja um nome conhecido no mainstream, e talvez nem deva ser. Mas é certo que, no meio em que circula toda uma geração (a Internet de hypes relativos e visualizações no YouTube), o Florence + The Machine cavou seu espaço. Com todo o mérito possível e imaginável, diga-se de passagem.

And I am done with my graceless heart, so tonight I’m gonna cut it out and then restart. ♫

Bom Fevereiro pra todo mundo. ;D