terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Pára o mundo, que eu quero descer ...

"Quero mais. Não estou satisfeito em ser feliz, não fui criado para isso, não é este o meu destino.
 Meu destino é exatamente o contrário." 
Herman Hesse - O lobo da Estepe

Fico me perguntando se todas essas pessoas que eu vejo por ai sorrindo, esbanjando alegria, saúde e vontade de viver, são realmente tudo isso. Me pergunto se elas, assim como eu, não caem de vez em quando numa crise de identidade, numa fase anti-social. Quando olho para essas pessoas, que estão todos os dias felizes, nos bares, com amigos; me questiono se seria melhor ser como elas. E ai eu tento, ponho minha roupa bonita, arrumo o cabelo, passo um lápis no olho, e vou. Compro uma cerveja, divido com os mais chegados, conto minhas últimas novidades, ouço um pouco as deles, a cerveja acaba e o assunto também."Mas calma aí, não faz nem 20 minutos que você estava lá!". Pois é, tá aí o problema, na incompatibilidade de almas. Não dá pra forçar a alma, o espirito a se sentir bem num local que não foi feito pra ela. 


Então eu volto pra casa, tiro minha roupa, tomo um banho, ponho minha velha e boa camiseta, e assumo pra mim mesma que é assim que tem que ser. É impossível ser feliz o tempo inteiro, e eu não to afim de sair por ai distribuindo sorrisos falsos. Coloco minha velha música, leio o bom livro que um amigo querido que indicou, e me sinto em paz. A paz que eu gosto de ter! 


Se me perguntam por que estou distante, respondo que é uma fase. Às vezes ela realmente passa, e eu caio na diversão. Aí me bate de novo o vazio, e eu volto pro meu canto de Lôbo da Estepe. Não me odeiem por isso, não me amem por isso. Apenas saibam que eu existo, e sou assim!