terça-feira, 9 de outubro de 2012

Painho, como era ser criança no seu tempo?

Bruninho. 6 anos. Sentado no sofá da sala. Jogando no seu celular megamaxihiper moderno touchscreen, lógico! Paulo. 32 anos. Sentado à mesa. Lendo os relatórios da firma no tablet. Renata. 28 anos. Conversando com a irmã – em outro canto da sala – no computador, via skype. Flavinha. 15 anos. Andando pela casa. Ouvindo música no ipod que ganhou sexta-feira passada de aniversário. De repente, Bruninho chama o pai para brincar. Paulo diz que não pode. Está terminando o relatório. Bruninho, então pergunta: “Painho, como era ser criança no seu tempo?”. O pai para tudo. Pensa. Sorri e visita o baú de memórias que habita em seu cérebro. Depois discorre: “Era tudo muito mais bonito, mais colorido, mais engraçado. Nós passávamos horas empinando pipas, jogando peão, brincando de esconde-esconde ou pega-pega. Sem falar que nós fazíamos muito dos nossos brinquedos: pipa com papel de seda... ah, e também ficávamos horas e horas vendo o céu todo estrelado, à noite, e contando histórias de terror. Depois ficávamos com medo de dormir, mas todos os meninos mentiam. Para não “ficar feio” na frente das meninas” (risos)! (...) Pausa. Silêncio. Suspiro. Lágrima. Retorno rápido. Hoje é tudo muito diferente. Vocês só querem saber de internet, de computador, de Playstation, de tecnologia...” Bruninho, acompanha tudo aquilo. Levanta. Vai até o pai. Passa a mão na cabeça do pai e sai com uma destas (ainda acho que Bruninho é o adulto da casa (risos)): “Entendo, painho. Eu também acredito que naquele tempo os pais eram diferentes. Eles tinham mais tempo com o filho e menos tecnologia”.