quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Por um amor que não se diga.

 

Você já amou pela beleza do gesto?

Pode ser que morder a maçã a plenos dentes o faça achar o verme dentro dela repulsivo.

Pode ser que você ame a um ele, pode ser que ame a uma ela, pode ser que ame só a si mesmo.

Pode ser que você ame o mundo todo, e dê um pouquinho (ou muito) desse amor a cada lábio em que encosta, e a cada abraço que dá.

Pode ser que ele/a te traia e você nem saiba. Pode ser que saiba, e na verdade não se importe. Porque sabe, no final das contas, que o seu coração também não pertence só a um/a.

Pode ser que você só descubra que o/a ama quando vocês já deram um ao outro cortes fundos demais para curar. E pode ser que esse amor ferido seja o amor da sua vida. O que é amor sem tragédia?

Pode ser que você o/a ame por suas virtudes, sem deixar de desprezá-lo/a por seus defeitos. Mas dê um pouco de tempo, e você vai ver que pode ser que o amor seja tão grande que você nem se lembre mais do desprezo.

Pode ser um milhão de coisas. Romeu & Julieta. Christian & Satine. Batman & Mulher-Gato. Aragorn & Arwen. Ismael & Erwann.

O amor nunca é pequeno. Não é nem mesmo mensurável. Não tente colocá-lo em uma caixinha e colar uma etiqueta em cima. Se ainda não o fez, ame pela beleza do gesto.

“O amor, apesar do que te dizem, não conquista a tudo, e quase sempre nem mesmo dura. No final, as aspirações românticas da nossa juventude são reduzidas a: o que quer que funcione. É por isso que eu não posso dizer vezes o bastante: qualquer amor que você puder ter e prover, qualquer alegria que você conseguir reter ou doar, qualquer medida temporária de graça. O QUE QUER QUE FUNCIONE” – Boris Yellnikoff (Larry David) em Tudo Pode Dar Certo, de Woody Allen