terça-feira, 15 de julho de 2014

Na dúvida, não

Se existe uma coisa nesse mundo que me deixa “p” da vida é ser manipulada. Vivo sempre com uma pulga atrás da orelha, tentando ouvir os dois (ou mais) lados antes de tomar partido e procuro investigar uma informação antes, para não sair espalhando asneira ou queimando a cara.

Sei que isso é uma neura inocente, já que ser enganado é inevitável e estar certo o tempo todo é impossível. Sobretudo em tempos de internet, quando todo mundo (até eu!) pode ter um site e disseminar suas ideias, elas estando certas ou não. Mas ser enganada é uma coisa que me incomoda muito e eu tento me precaver.

É por isso que eu não consigo entender direito o porquê das redes sociais terem se tornado um prostíbulo tão grande de informação. Todo santo dia eu vejo no mínimo uma publicação equivocada, repleta de fontes inexistentes, fatos infundados e compartilhada por várias pessoas. Às vezes eu até corrijo a informação, correndo o risco de ser taxada como chata, mas não é meu papel ser a justiceira da verdade, então na maioria das vezes me omito.

É claro que é mais fácil acreditar que o Brasil vendeu a copa do que admitir que nosso futebol está ruim. É óbvio que é mais agradável aos olhos ler que o político que a gente não gosta faz sabão de criancinha. Mas me diga você, quantas vezes no seu cotidiano a verdade age a seu favor? Quase nunca, não é? É só subir na balança para se dar conta disso. É que a verdade não foi feita para agradar. Ela também dói.

Vamos verificar mais as fontes. Dar uma pesquisada por aí se quem noticia não tem segundas intenções. A gente, sem querer acaba formando opinião de quem nos rodeia, então precisamos dar exemplo. Não sejamos iguais aos nazistas que começaram com essa história de que uma mentira contada mil vezes se torna verdade. Vamos exigir fatos, não nos contentar com balelas agradáveis. 

Na dúvida, não compartilhe.