quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Claro feito água (da Cantareira)

Pergunta: Candidato, sua campanha exalta a meta de crescimento econômico, como o senhor pretende cumprir essa meta?
Resposta: Ótimo. Eu e minha equipe vamos trabalhar do começo ao fim do meu governo. Vamos investir em áreas fundamentais, cortar os gastos supérfluos – doa em quem doer –, temos todo um planejamento voltado para a área de logística, que vai reduzir os custos e maximizar os lucros. Viajando por aí eu vejo o potencial que estamos desperdiçando e não vou deixar que isso continue do jeito que está.

Pergunta: O senhor fala em corte de gastos. Sendo mais específico, quais áreas seriam alvo destes cortes?
Resposta: Muito bem. Nós temos uma equipe econômica muito competente que está preparando um pacote de intervenções. Eu não quero adiantar nenhuma medida de forma prematura, mas durante toda minha vida eu aprendi com meu saudoso pai a ter planejamento, a não dar um passo maior do que a perna e ter metas ambiciosas. É assim que meu governo será pautado.

Pergunta: E os investimentos aos quais o senhor se refere, vão sair de onde, candidato?
Resposta: Exato. Veja bem, nós temos um potencial muito grande que vem sendo mal aproveitado. O eleitor está cansado de ver tanta riqueza mal investida. No meu governo a população vai ver um governo baseado no planejamento estratégico, que vai alocar os recursos de maneira mais inteligente e proveitosa.

Pergunta: E esse crescimento econômico, candidato, partindo do princípio que o senhor vai atingir suas metas, como ele vai chegar até a população?
Resposta: Perfeitamente. A população vai ficar feliz em ver que o país está no rumo certo. Recentemente nós tivemos a Copa do Mundo, que colocou o país em notoriedade. Todos ressaltaram a qualidade do povo brasileiro, um povo acolhedor, generoso e hospitaleiro. O povo brasileiro sentiu muito orgulho de si mesmo durante a copa, com a economia do país crescendo toda essa euforia terá também um amparo econômico.

Pergunta: O senhor citou a Copa, antes do mundial havia um receio muito grande em relação à segurança. Como acabar com essa sensação de insegurança da população?
Resposta: Exatamente. Veja bem, quando eu era criança a gente brincava na rua sem preocupação. Eu saía de manhã para brincar com os meus amigos e só voltava a noite, meus pais não se preocupavam porque sabiam que estava tudo bem. É essa sensação de segurança que precisamos recuperar. O povo tem que se sentir seguro no país que é dele, temos que investir na segurança para ter esse resultado.

Pergunta: Desculpe candidato, mas acho que não ficou clara a sua proposta para segurança.
Resposta: Pois bem. O país tem muitos problemas. A população se sente abandonada. Ela paga muito através dos impostos e recebe pouco em retribuição. É função do Estado realocar esses recursos para que a população receba de volta o que ela investe no Estado. Quando eu viajo em campanha as pessoas me procuram angustiadas, se sentem desprotegidas, querem melhorias nos serviços de segurança, saúde, educação, etc.

Pergunta: O senhor falou em educação. Existe alguma proposta concreta para essa área?
Resposta: Sem dúvida. Basta pensarmos que antigamente a escola pública era um orgulho para a sociedade. Os pais ficavam felizes por verem seus filhos estudando em uma instituição pública, ia para a escola particular aquele aluno que não conseguia ser aprovado pelo Estado. Hoje em dia é o contrário, mesmo a população mais carente se sacrifica para tentar pagar a educação dos filhos. Isso não está certo.

Pergunta: E como inverter esse quadro, candidato?
Resposta: Exatamente. Esse é um ponto chave no nosso plano de governo. As pessoas mais velhas têm muito orgulho de terem estudado na escola pública e nós vamos resgatar esse orgulho. O orgulho dos alunos, o orgulho dos professores, o orgulho dos pais dos alunos. Vamos reerguer a escola pública para que ela tenha o valor que merece.

Pergunta: Em relação à saúde, candidato, o que o senhor pretende fazer?
Resposta: Perfeitamente, a população demanda atenção na área da saúde. Precisa de médicos, de leitos, de equipamentos, de profissionais qualificados. A saúde no país anda muito mal e precisa melhorar. Nossa população hoje em dia não tem nem o direito de ficar doente porque sabe que não vai ter atendimento de qualidade. Um país que quer crescer não pode deixar sua população amontoada em corredores de hospitais. E é por isso que eu conto com o SEU voto, para que possamos, juntos, resolver esses e outros problemas. O país quer mudanças, o país quer melhoras e eu sou a pessoa certa para esse cargo.