quinta-feira, 9 de julho de 2015

Sobre a chuva



O dia acinzenta-se
À noite, acalanta-me
Barulhinho bom
Traz o sono, 
Entre o silêncio e o som
Molha a terra sedenta
No mar, desorienta
Ondas, vento, tempestade
Em casa: coberta e chá da tarde
Ouço a chuva e o trovão
Preguiça, poesia e violão.
  
Em um canto, desejada
Adorada e celebrada,
Noutro, muito temida
Enchentes,
Deslizamentos,
Risco à vida.

Raios iluminam o céu

Em minha cama,
Alheia a tudo
Ouço o som da água caindo
da água escoando,
da água passeando
e levando consigo
o que não presta
e o que resta
é paz.