segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Daqui a trilhões de trilhões de trilhões de anos

Imagem: Superfície de Titã, por Ron Miller

Daqui a trilhões de trilhões de trilhões de anos nada mais existirá.
Nem o sol, nenhuma estrela.
Nem planetas, nem astronaves.
Nem vida, nem universo, nem buracos negros.

Daqui a trilhões de trilhões de trilhões de anos não haverá mais guerras.
Nem música, nem sons, nem cores, nem memórias,
Nem ornitorrinco, nem ciúmes, nem mar, nem poesia, nem palavras.
Nem sentimentos, nem pessoas, nem nossos descendentes.

Daqui a trilhões de trilhões de trilhões de anos a nossa existência na Terra não significará absolutamente nada.
E nada mais importará.
Nem as brigas por quem deve lavar a louça, nem o xadrez, nem o futebol.
Nem a alta do dólar, nem Bach, nem o Himalaia.
Nem Marte, nem Titã, aquela lua de Saturno.

Daqui a trilhões de trilhões de trilhões de anos não haverá sentimentos, nem consciência.
Nem culpa, nem alegria, nem tristeza.
Nem saudade, nem rancor, nem qualquer lembrança.
Não restará traço algum de tudo o que já existiu.

Vivo minhas experiências hoje.
Sinto, sonho, amo hoje.

Porque daqui a trilhões de trilhões de trilhões de anos
Haverá simplesmente o nada. 


Imagem: A personagem Death, de Sandman






P.S.: Se você acredita que há outros planos além deste em que vivemos, se sua espiritualidade permite que você creia em algo além das teorias científicas, talvez você discorde de mim.