sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Carta aos Poetas

Me desculpem, não sintam-se ofendidos. Há coisas escritas por vos que um dicionário inteiro não pode rotular. Se digo que vossas habilidades são fantásticas ou fabulosas, então digo mentiras. Me sinto limitado como um dicionário tão vasto é incapaz de me prover palavras de enaltecimentos suficientes.

Filhos da Puta! É isso que vocês são! Veja, não é para ser ofensivo. Não tenho a menor intensão de lhes magoar, nobres amigos, mas é apenas assim que consigo resumir toda a genialidade de uma mente tão fértil como a de vos.

Vão te Foder! Não preciso querer ser genial se já tenho vocês para ler. Escreveis o que sinto sem mesmo me conhecerem. As palavras que estampam em papel emitem sons que eu não preciso de habilidade alguma para ouvir.

É tão libertador proferir palavras de baixo calão no âmbito de potencializar vossas obras que me sinto estratosfericamente leve ao fazê-lo. Faço-o de boca cheia, entonando cada uma das sílabas deste maldizer contraditado com a intensidade maior em destaque. Oxítonas ainda mais Oxítonas. Paroxítonas ditas como quem louva com fé! Proparoxítonas citadas de forma heroicas, retumbante.

Leiam aqui, meus amigos: Vossos poemas são Fodas! São ideias de gênios Filhos da Puta! Vão te Foder! 

E se é pra ser assim, então, nobres amigos, continuem criando estes poemas do Caralho e nunca nos deixem. São obras assim que nos faz respirar e encontrar ânimo pra prosseguir com a vida!

Agradeço.