segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Poemas (perfeitos) de Ismar Tirelli Neto que levei para meus dias em Angra.


Angra I

teu sono
que eu levo na esportiva
esse brinquedo de me deixar a sós
com o mar
interpretá-lo

como as confusas placas que vão brotando
pela Avenida Brasil

por muito tempo indo
estávamos voltando


Angra II

disto a baía toda
do arame farpado

as feridas como que
pressentem; minto, sentem

não quero mais nada que não
essa ternura com o que
me traspassa
com todas as letras - perfura sangra e
crucifica, como quê

mas como
Camões
em tempos idos de uniforme
de conchilo em sala de aula
sem dor
não muita

5 comentários:

  1. Como vão Tudo bem? Fiquei muito feliz pela sua visita em meu blog e tornei-me seguidor deste blog que é muito bom, muito original.

    Se desejar pode reproduzir qualquer conteúdo de meu blog.

    Parabéns, que Deus abençoe vocês.

    Ev. Alan

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  2. Roubar poesia não é roubo. Roubar poema é homenagem e elogio. Para quem lê (apossando-se também do roubado), não é outro crime, complacência, cumplicidade ou omissão. Poema é coisa rara, pura gratitude. Quem rouba o poema e passa à frente merece gratidão.

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