quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"Onde há vida há poesia" - Cora Coralina

"Poeta, não é somente o que escreve.É aquele que sente a poesia, se extasia sensível ao achado de uma rima à autenticidade de um verso."

Saber Viver
"Não sei... Se a vida é curta Ou longa demais pra nós, Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta, Silêncio que respeita, Alegria que contagia, Lágrima que corre, Olhar que acaricia, Desejo que sacia, Amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, É o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela Não seja nem curta, Nem longa demais, Mas que seja intensa, Verdadeira, pura... Enquanto durar"


"Faça doce com amor, com fruta, com o tacho de cobre no fogão de lenha.Nem muita água, nem muito açúcar, misture tudo isso com muita inteligência.Vá graduando no fogo, escorra a calda, apure essa calda, mais um bocadinho no fogo.Vá despejando as porções no prato ou travessa rasa,Vá passando os pedaços de frutas cozidas em calda.Deixe esfriar. Levante a tampa. O doce está pronto!Sirva-o com amor e inteligência".
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(Aninha e suas pedras)
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema. (...)
"Sou a voz da terra e sou a própria terra. Sou a gleba, eu sou o tronco, eu sou raiz, eu sou folha, eu sou graveto, eu sou tudo isto. Eu nasci no berço de pedra - de pedra tem sido os meus versos no bater e rolar de tantas pedras". Eu sou Aninha" - Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nascida antes da República, em Goiás Velho."

"Cora Coralina é a pessoa mais importante de Goiás. Mais do que o governador, as excelências parlamentares, os homens ricos e influentes do Estado". (Carlos Drummond de Andrade)...
Neste elogio, ela discorda logo:
"Eu sou mesmo é a maior doceira de Goiás, isto sim, eu concordo". (Cora Coralina)

[ Boa medida, recalcada, sacudida e transbordante! embrulhada com a fita doce do amor e papel-seda da simplicidade. Um belo presente para o dia 29, ganho antecipadamente em 24/10/2009 no Museu da Língua Portuguesa ]