quarta-feira, 9 de junho de 2010

Conselhos de uma cigana

Ligue para a mamis depois de uns quatro ou cinco dias de silêncio. Sem marcar hora, e que seja no celular para que a chamada dure pouco.

Para rolar na grama debaixo de uma árvore vendo o sol passear, com ou sem companhia, evite: roupas de tecidos nos quais as folhas grudam facilmente e brincos sem tachinha.

Tire poucas fotos. Vá sem computador. Escreva no menor bloco de notas que você encontrar.

Não volte para casa se a situação ficar difícil. Aguente até que o problema se resolva ou você possa assimilá-lo. Admitir a derrota é enfrentar o arrependimento.

Só use relógios nos dias de viagem. Esqueça os dias da semana e os fusos horários.

Acesse um site de notícias do seu país, leia só os títulos durante 30 segundos, e feche a janela.

Nunca leve na mala aquela troca de roupas “para o caso de”. Elas só aumentam o peso no ombro, e são facilmente substituídas em qualquer caso.

Também não adianta levar mais do que três pares de sapato. Um tênis, um chinelo, um sapato mais arrumado. E só.

Curta o lado bom da saudade. É a melhor maneira de aliviar um peso que nunca fica para trás.

Aplique a técnica do “olhou pra mim é meu amigo” e surpreenda-se de como ela funciona. Mas não espere que ninguém mais cuide de você além de você mesmo.

Deixe-se apaixonar. Diariamente. Mas sem criar raízes.