terça-feira, 1 de junho de 2010

O ano em que não fui à Virada Cultural

A virada cultural de São Paulo, pra mim, sempre teve um lance muito maior que simplesmente os milhares de eventos simultâneos que o governo “oferece”. Em uma delas, por pouco não fui pisoteado no show dos Racionais MC´s. Como quem pressente algo ruim, fugi para o SESC Av. Paulista e acabei indo parar no Auditório Ibirapuera pra ver Mariana Aydar. Noite boa com direito a cuidados especiais pra sarar de uma gripe forte, carro quebrado e mãe ligando no celular pra saber se eu tinha morrido pisoteado. Houve também aquela vez em que parei pra dormir num banco (do Brasil) e perdi boa parte das atrações. Não aquele da praça da república, esse aí foi em outro ano, quando vi uns shows de rock. Aliás, este foi bem bacana, teve Mutantes, Gal Costa cantando sentada, tadinha. Teve a Orquestra Imperial e sol batendo na cara e os sorrisos de orelha(s) à orelha(s)... Então teve a Virada Paulista, em Americana. Um show de Jorge Ben Jor dentro de nós, uma viagem caetanística e necessária pra esquecer um pouco as crises daquele período. Lógico, antes veio aquela virada complexa demais. Nada de disputa pra ver quem encontrava mais amigos, uma tensão sem fim. Começou com o filme “Eu, você e todos nós” na Galeria Olido e terminou com um almoço no Estadão, como sempre. A alegria da lambada de Beto Barbosa, o Teatro Mágico me fazendo não ser mais fã... Antes, uma das conversas mais geniais e intensas aconteceu debaixo de uma árvore qualquer do Anhagabaú. O começo do fim. A partir daí, a virada passou a não ter mais sentido. Posso até ter confundido as programações e deixado de falar coisas importantes (Sim, as viradas foram ótimas e inesquecíveis, sobretudo as companhias, mas eu sou lesado). Acontece que shows, peças, circo, isso eu vejo todo dia, pois sem transcendência não se faz uma virada decente (sim, frase roubada...)



É por isso que este ano a virada foi outra.



E que venham as próximas...

.