sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sexta-feira treze


E de repente chegou o dia treze e o terror confirmado de não ter pensando num texto para pôr aqui. Então pego, ligo a webcam e você está offline. Mando mensagem dizendo que estou aqui, pois ando com esperança, e você responde, minutos depois que chegou agora e vê aquele filme, que talvez eu tenha visto, aquele cujo título me escapa, já que nos embaraçamos em longas conversas. Digo do texto que não fiz. Você me sugere o horror das sextas-feiras 13. Eu digo que já escrevi sobre isso e você indaga, por que não uma continuação? Tenho a idéia de treze fotos colhidas por webcam, você acha ótimo, e escolhe o dia três e faz aquela careta incrível, com três dedos erguidos. Copio e colo essa tela. Peço online a amigos fotos que não me dão. Você me repreende, então tem tudo isso de gente aí nesse seu msn? Nosso sentimento de exclusividade vai de repente ficando mais evidente. Você me relata cantadas e eu as minhas e baladas e convites e já estamos conversando, sobretudo, sobre nós. É tarde. O texto não veio. E começa a esfriar. Fala da minha saúde, da rotina dos dias, do passeio que teve junto ao mar. E falamos do que temos. Domingo agora é dia de te ver, de vermos filmes, de andarmos um pouco juntos. Reclamo que me devora o tempo e que o texto não sai pois só falamos um ao outro como se não houvesse essa distância, curta, mas ainda assim distância. E já é quase noite. Já me despedi três vezes, você me avisa e continua dizendo que vigia meus silêncios nesses frames lentos da webcam. Esqueço de ir tomar o café. Rimos. Rimos sempre.

Um conto meu principia com a frase: "O primeiro sintoma da loucura é a alegria".

Definitivamente não, não tenho nada para escrever sobre os horrores da sexta-feira-treze. Estou indo em breve para o Rio. Tudo é incerto sob o sol. Há esse Jason com a faca em riste. Mas eu só quero saber de você e da Angelina Jolie pendurada no ar como uma aranha. O que me interessa é só você e o possível sol do domingo, 15, que faremos existir, se não houver.