quarta-feira, 1 de setembro de 2010

[mais] uma mensagem de amor



ok, ainda faltam alguns minutos para a meia-noite, então ainda é meu dia aqui no blogão. não sei se falei, mas gosto de escrever sempre no dia da postagem. algumas vezes escrevo na noite anterior, mas raramente programo os posts. eis que pouco depois de acordar e pouco antes de ligar o computador, olhei o celular e havia quatro ligações não atendidas. era minha mãe. liguei e ela avisou que meu sobrinho, o arthur, de 11 meses, estava internado devido a uma alergia a um medicamento erroneamente indicado por uma vagabunda médica. apavorei. twittei sobre o tules e recebi dezenas de mensagens desejando força. dia corrido, cobranças, exigências, prazos. e eu só pensando no tules. chorei. pensei que ia perdê-lo, o que causaria em mim um buraco na alma, nem sei. pensei na possibilidade dele não existir mais entre nós e o mundo se tornou algo mal, feio, sem sentido. trancado no banheiro, percebi que sem ele minha vida até poderia continuar, mas pela metade. pensei em deus, na família, nos amigos. pensei em gente que nem conheço. aí meu coração se acalmou, lavei o rosto e vi que tudo isso era uma viagem. tules é forte e não são cinco dias no hospital que farão dele um menino mais fraco. tules é uma luzinha que acende no meu cérebro sempre que estou mal. tules está todo empipocado e com uns negócios na veia que esqueci o nome, mas ainda assim me abraçou quando cheguei ao hospital. ele olhou fixamente pra mim e se aconchegou no meu ombro, como minha irmã mais nova fazia. ele olhou pra mim com um olhar triste e só então percebi que ele é um humano. um humanozinho, mas ainda assim, um humano. agora eu sei que o tules adoece e fica triste. a luz que acende no meu cérebro quando estou mal é transcendente, mas é humano. então pensei no futuro do tules e nas coisas que vamos fazer juntos. ele vai se orgulhar de muita coisa minha e vai se decepcionar com outras, porque ele é humano e humanos agem assim. e eu fiquei feliz, mesmo com o coração moído. e agora compartilho com o mundo o primeiro registro do tules no papel. uma mensagem que ele escreveu pra mim. e eu vou guardar pra sempre, pois o que está escrito... está escrito. te amo.
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