sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Quindim

O despertador gritava, esperneava, chamava a atenção mais que tudo. A cama estremecia, o quarto todo pedia a paz dos deuses. O sonho interrompido por uma peça de Verdi. Tudo bem, não era o rebolation o alarme do celular e sim a criação de um dos compositores mais influentes do século XIX, mas ninguém merece ser acordado quando o sonho que se sonha é bom, é doce. Ela sonhava com o quindim da padaria da esquina. Para uma garota de doze anos, sonhar com quindim não era um sonho qualquer. Quindim era o balconista.

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