quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Super bactérias, ativar!


















Esses dias me perguntaram se eu sabia algo sobre a super bactéria. Respondi que não e que não queria saber. Tá, eu ouvi por alto, vi um link de noticia aqui e ali, mas me recuso a prestar atenção. Já estava cansada do papo de bactérias comuns, agora me inventam uma super?

Desde que eu sou criança eu comemoro meu aniversário na Festa Uai, uma festa que tem todo ano aqui na minha cidade no mês de Agosto. Esse ano falaram que não teria. Como assim? Corte de verbas, disseram. Fiquei puta. Pelo visto outros também ficaram e por fim resolveram fazer a festa por míseros 4 dias. Antes eram 15, mas ok. Como dizem por aqui, melhor pingar do que secar.

Fomos. A família toda. Escolhemos a barraca de sempre, aquela que serve feijão tropeiro, couve, pernil e torresmo. Na hora de servir a tia da barraca me entrega uma marmitex quadrada e talheres de plástico. Pensei que era um erro e afirmei que não tinha pedido para viagem. Normas da vigilância Sanitária, ela me explicou.

Engraçado que a vigilância sanitária parece não ter muita consciência ecológica, né? Antes comíamos em pratos normais, talheres normais, que depois eram lavados e usados por outra pessoa. Esse ano não. Sacos e sacos de lixo de produtos descartáveis. Tudo em nome das bactérias. As temidas.

Eu queria que a agente sanitária responsável me apresentasse um atestado de óbito de alguém de foi infectado por alguma bactéria na festa e morreu ali mesmo, com a cara no tutu de feijão. Só assim faria sentido. Ou radicalizasse geral. Não pode falta de higiene? Então quem comer espetinho de gato que os camelôs vendem na porta da festa está preso. Sem direito a fiança. E mais do que isso, queria que ela se sentasse na minha mesa e me ensinasse como diabos se espeta um torresmo com garfo de plástico.