segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2010

Como definir 2010? Sim, foi um grande ano. Muitos recomeços, do jeito que todo ano zero que se preze deve ser. O meu grande recomeço foi ter mudado de emprego. Eu nem ganho lá essas coisas e nem é pelas roupas sérias e sapatos que eu tenho que usar, mas eu me sinto uns 40% mais adulta. Com direito a joanete e depressão de domingo.

E comprei um carro. Eu andava nos carros dos meus pais, ou dos meu irmãos, o que podia ter tirado a importância do todo, mas não, comprar um carro, zero, o meu carro, lindo e perfumado, com meu dinheiro, foi muito legal. Muito mesmo. Valeu a pena não ser mimada o suficiente para ganhar um carro por ter passado no vestibular.

Ganhei um sobrinho. Quer dizer, ele nem nasceu ainda, mas já é o meu sobrinho. O João Vicente. Quem me conhece sabe o quanto eu queria um sobrinho. Sempre quis. Desde quando meu irmão arrumou a primeira namoradinha. Minha mãe implorando a Deus que uma “desgraça” acontecesse na vida do meu irmão, e eu torcendo pelo contrário. Acho que é síndrome de caçula, que não tem irmão mais novo para paparicar.

Falando do meu irmão, esse ano ele saiu de casa. Foi morar com a namorada. Eu sempre torrei o saco para que ele fizesse isso, mas quando aconteceu achei de uma tristeza sem fim, o guarda-roupa vazio, as conversas antes de dormir, até aquela coisa nojenta que ele fazia com o fio dental, tudo fez falta, mas ele está feliz lá com a mulher e com o monte de cachorros que eles adotaram.

Já minha irmã, tão logo soube que estava grávida, resolveu oficializar a união. E lá se foram dois meses de correria. Será que dá tempo? Será que vai aparecer a barriga? Mas e daí se aparecer a barriga? No fim tudo deu certo, com meu pai chorando, o noivo gaguejando, a cantora desafinando e os presentes que não chegavam. Nenhum. Mas foi tudo um erro de informação, agora já está tudo em seu lugar. Ou quase, mas a almoço de ano novo já foi no apartamento novo do casal, para estreiar.

E pimba, já estamos em 2011.