domingo, 25 de setembro de 2011

Títulos nunca foram o meu forte

Final de ano, final de curso. Isso tudo tem me dado uma sensação tão grande de final de vida. Como se eu já tivesse velha o suficiente para não ter mais chance às possibilidades e maravilhas Dela. Tá bem, eu conheço aquelas antigas amigas frases “nunca é tarde demais”, “o que conta é a juventude do espírito”. E, quer saber? O problema é exatamente esse. Ganhei de aniversário um livro do Gabriel García Marquéz que se chama “Memórias de minhas putas tristes”. O senhorzinho, no ano de seus noventas anos, quer se dar de presente uma noite de amor com uma adolescente virgem. Sua mãe, antes de falecer, pediu que ele se casasse cedo e, aos noventa anos, ele não se julgava velho, por isso a negligência quanto ao pedido materno. Ele diz em alguma parte do livro, que agora não me vem à cabeça, a seguinte frase – que, por sinal, caiu feito uma luva – “A idade não é a que a gente tem, mas a que a gente sente." Vocês devem estar se perguntando “Que idade essa pessoa desesperada tem? 97?”. Bom, exatamente no dia 06 de setembro, às duas horas da manhã, completei meus 22 outonos. Mas desde novinha sinto o peso de uma idade muito antiga nas minhas costas, ou melhor, na minha cabeça. O motivo, que nunca soube, me arrasta sempre pra essa fossa irracional. Por que, afinal, eu estou nova e tem esse mundão todo de meu deus me esperando para provar cada detalhe – seja doce ou amargo. E como nunca é tarde (ou cedo) para fazer listinhas de metas para o ano, vou tatuar o presente na minha alma, corpo e boca e tentar (e por que não? SER) feliz, nesse acende-apaga contínuo.

Chavão Abre Porta Grande

Ney Matogrosso

(...)

Lembre-se

Quem não vive tem medo da morte

Quem não vive tem medo da morte

Quem não vive tem medo da morte

http://www.youtube.com/watch?v=wS2nSaUW5aw&feature=player_embedded

Ps. Bárbara Mançanares ainda está tentando se convencer.