domingo, 16 de outubro de 2011

Até o Bandeira sabia...

"A vida inteira que podia ter sido e não foi."

Às vezes me pego pensando sobre as diferentes decisões que tomamos e como elas influenciam a nossa vida. O pior que muitas dessas decisões são tomadas sem qualquer razão ou lógica, isso é demasiado inconseqüente, se lembrarmos que temos uma única vida, como já dizia Vinicius de Moraes.

Lembro-me de F. L., com 2 formações acadêmicas na USP, perspicaz de uma beleza não óbvia que se notava somente após o engate adequado de um assunto.Hoje, perto dos 30 anos, na segunda gravidez, dona de casa e casada com um semi-analfabeto, a vida a desgastou a ponto de se satisfazer intelectualmente com o maniqueísmo da novela das 8.

Pior é a K., com a vida toda pela frente, que não consegue se livrar do stalker que acabou namoro por ter um relacionamento secreto com a prima, desde então já pensou em ser lésbica, em dar fim à vida e agora quer se encontrar com as artes. O mundo ainda não a viu como deveria.

Assim como B. que desde a adolescência almejou a vida de sua mãe, mesmo sabendo que o pai o fazia sofrer, ela via como nobre o fato da mãe se manter totalmente submissa. Apostou num namoro de quase 10 anos, que atravessou a adolescência, traições algumas pequenas e o hábito das maiores, fizeram o mundo ruir, muito mais por ele do que por ela. O mundo hoje é um quarto fechado.

Tudo poderia ser diferente, afinal o mundo é tão grande, tão cheio de vias asfaltadas ou mesmo de terra batida, que ora chove, que faz sol. Clichê, bem clichê, mas um dia qualquer pode mudar a sua vida, com uma simples conversa ou mesmo o oferecimento de um café.

Esteja sã, esteja livre.