terça-feira, 29 de abril de 2014

oh no no no

quero prestar uma homenagem e pensei em duas músicas.  

a primeira música goza de originalidade, estilo e talento graças a incrível cantora e sem dúvida alguma o (meu) respeito é garantido. dispensa palavras e reivindica ouvidos e tempo para explorá-la. serve para qualquer ocasião feliz, alegre, festiva, amiga, companheira eteceteras. 

a segunda música excede na arrogância, no chupinhamento de estilo, pobreza musical pelo cantor e sem pestanejar não escuto (exceto por esta e adiante explico), não me informo, não compro disco (sequer aceito de graça), não respeito porque respeito é para quem tem e mereci, não me importo e mantenho total desprezo pela infame existência do cantor. enfim, jamais deve ser usado para qualquer merda.

mas como dizem a ocasião faz o ladrão né?
então peguei o carinha emprestado dos youtubes da vida para escolher e pensar...

e convenhamos, oh no no no no no no e oh oh oh oh oh oh oh oh oh
ohmeudeusdocéuedosplanetasdistantesdeseresestranhosedoscérebrosincapazesineficientesepreguiçosos que tarefa árdua é :
pensar, escolher e fazer.

antemão aviso, a homenagem visa parabenizar os envolvidos na parceria da secretaria de segurança para grandes eventos com a embaixada dos eua para o treinamento de policiais militares e agentes federais no combate ao terrorismo em são paulo. 

enquanto vou ali, bem ali, mas ali mesmo,  comprar produtos inflacionados com direito à susto nos preços e penso qual música devo escolher para homenagem leia aqui a matéria na íntegra e ouça a primeira música com prazer garantido e aproveite porque na segunda música eu não garanto, absolutamente nada. após pensar muitíssimo escolhi a música. mas antes de divulgá-la, vamos ao que interessa as perguntas que não querem calar - leu a matéria? - pensou e refletiu sobre? espero que tenha feito com o cuidado e importância devida  de quem lê e escuta  uma sentença sem ter cometido um crime. 


fiquei tocada no compadecimento americano as deficiências das polícias e segurança pública brasileira. vê se não é para agradecer aos céus, financiar programas para policiais brasileiros treinarem com o exército americano terceirizado e mercenário, poxa vida só pode ser divino, um anjo tocou em vossos corações. agora resta perguntar quantas e quais ações foram realizadas no território americano com este exército? além de atuações contra o terrorismo no oriente médio que sabemos perfeitamente quais propósitos continham, será que alguma alma bondosa pode informar quais ações esta agência promoveu no seu território e principalmente com os americanos? atá, desculpe os americanos não são terroristas só o resto do mundo né.

sabe o que mais dá medo, que existem pessoas que sustentam o argumento que isto é bom, afinal não estamos gastando e outra aprendemos com profissionais de expertise. ó céus. não sei o que é pior ser considerado o quintal do mundo ou a colônia de exploração. 

esse treinamento é exclusivo, visa proteger a presença americana em território nacional e sabemos que o time sequer irá permanecer aqui por muito tempo, se tiver sorte por duas semanas? não sei se é preguiça de pensar, administrar ou executar por conta e risco tarefas e atribuições que são da segurança pública nacional. 


desde quando a polícia militar trata de terrorismo? até quando ficaremos no mais do mesmo de séculos passados? qual a dificuldade de estabelecer um plano nacional de segurança para o evento, se quer aceitar o treinamento porque não fazê-lo destinado a quem de fato deveria receber - o exército - ou como queiram nomear - a força nacional.

este programa só reforça o carácter fascista das polícias. como se já não bastasse as declarações do secretário de segurança do rio em dizer num certo programa que ao pensar em segurança pública já somos derrotados, sendo impossível ganharmos esta causa. devido a tamanha descrença acho que o senhor deveria trocar ideias, planos, projetos e perspectivas com os semelhantes.


indico luiz eduardo soares (2006) no livro "segurança tem saída" tem doses cavalares de otimismo mesmo diante de uma experiência difícil enquanto (sub)secretário e pela denúncia da banda podre da polícia, se ainda assim não se animar converse com jorge da silva coronel reformado da polícia militar do rio e estudioso das polícias brasileiras que igualmente mantém certo otimismo.


evite mencionar asneiras para justificar a sequência de ações decadentes e lamentáveis das polícias, do projeto falido de segurança, as upps. ao que me consta no pouco conhecimento todas ações novas são imitações chinfrins de outras polícias, pelo simples motivo de ser impossível e incoerente seguir aplicar determinado modelo de atuação que não condiz com a realidade do país.


supor que modelos de polícias americanos ou europeus cabem num país que não goza de estrutura social e econômica igual é o mesmo que levianamente sob a perspectiva mais ignorante de entendimento comparar etta james com justinbestinha ou seja não há nexo, inviável.



enquanto não nos debruçarmos sobre nossas questões e resolve-las mediante nossas necessidade para elaborar atribuição e treinamento condizente, que nos cabe, continuaremos servindo a propósitos de terceiros, ou seja, treinando policiais para atender as necessidades de outrém, por exemplo,  do time americano de futebol, servindo de bucha de canhão, espécie de  guarda-costa. que ridículo!


e agora deu uma preguiça deixo o resto para o mês que vem.


resta a homenagem na face mais falsa do pop, assim como falsa é este treinamento as nossas necessidades, segue o cantor que emita os negros, minha homenagem a parceria escrota, segue o justinbestinha sintam-se salvos pela participação do chance the rapper, de fato o único motivo que vale a pena assistir o clipe e ouvir a música: