quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O começo

Sempre tive problemas com o início. Sempre. Aliás, muitas coisas em mim são assim: desde sempre. Ainda não me decidi se isso é bom ou ruim. Pode ser autenticidade, mas também pode ser pouco desenvolvimento, evolução. Não sei, não sei...

Mas voltando ao problema, os inícios sempre foram assim, difíceis. Quando criança, era um martírio chegar às festinhas de família, “quando a gente vai embora, mãe”? Então quase sem perceber, já estava enturmada e o auge era o final, “ah... mãe! Justo agora temos que ir”? E saía com um sorriso me despedindo dos novos amigos, olhando pela janela animada, pensando porque não tinha sido legal assim desde o princípio. Simples, porque era o começo.

E os primeiros encontros? Amizade ou romance, eles me causam arrepios! Os silêncios constrangedores, as perguntas bestas e óbvias, o balançar nervoso das cabeças... No mundo da escrita também: os primeiros parágrafos são tão complicados, reescritos diversas vezes, nada me parece bom até eu vencer e chegar ao terceiro ou quarto. E os títulos? O começo dos começos, um parto!  Terrível!

Isso sem falar no primeiro dia de trabalho... Você não conhece ninguém, não entende nada do novo ambiente, não sabe o que deve fazer, as pessoas te olham com desconfiança, você sabe que está sendo analisado. Depois fica tudo bem (ou não). Costumo dizer que há dois momentos realmente empolgantes no mundo do trabalho: quando se é contratado e o último dia. Sinto quase aquela sensação quando ia embora das festinhas, “até que foi legal, poderia ter ficado mais”.

E cá estou eu em mais um começo. Primeira vez aqui no blog. Primeira vez escrevendo “em público”. Ainda não estou muito confortável, mas espero me sentir mais desinibida depois.

É isso, dias 27 aí vou eu!