terça-feira, 19 de abril de 2016

Eu te amo... já??!

E daí que um amigo super querido que não tinha como um dos principais objetivos começar a namorar, foi arrebatado por uma inesperada (e talvez indesejada) paixão. Após um tempo se conhecendo decidiram começar o namoro e após duas semanas recebeu flores em casa com uma mensagem escrito "eu te amo". Compartilhando o acontecimento com os amigos em nosso grupo de mensagens, a primeira resposta foi: "Eu te amo... já?!"
E após todos terem se posicionado surpresos com a rapidez da declaração, eu apenas percebia que não vi absolutamente nada errado ou estranho nessa atitude. Porque é tão estranho assim dizer essa frase em "apenas" duas semanas? Alguém acredita de verdade que exista um período mínimo para se sentir algo? Quem nunca caiu de amores por alguém logo de cara, ou detestou alguma pessoa que nunca ao menos te cumprimentou? Quem nunca sentiu preguiça apesar do dia estar lindo lá fora ou decidiu sair pois se sentia feliz apesar da chuva?
Recentemente temos presenciado nosso país se dividir em duas opiniões distintas. Falta de respeito, intolerância, arrogância, egoísmo... todos esses sentimentos sendo disseminados só por alguém se dizer de direita ou esquerda. E dizer que se ama alguém é o que assusta e nos surpreende? É o amor que precisa ser experimentado e testado antes de se declarar? Os outros sentimentos não, mas o amor deve esperar um tempo?
"Eu não vejo precipitação nenhuma no "eu te amo". Não entendo porque as pessoas vêem nele um período de experiencia necessário para se declarar a certeza. O amor é um sentimento como os outros e um dos mais instantâneos de se identificar, só que as pessoas preferem dar um prazo de carência como se precisassem verificar a exatidão dele. Se você sentiu, ele é real. não interessa se foi no primeiro minuto ou só dez meses depois. Essa frase não devia nunca assustar, pelo contrário, já que se trata de algo que só traz o bem. Admiro e respeito muito as pessoas que verbalizam seus sentimentos independente dos pesos (inexistentes) que as pessoas põe neles."
Dito tudo isso meu amigo se "defendeu" dizendo não concordar e só o que ficou na minha memória foi ele afirmando não acreditar que o amor seja um sentimento tão puro assim. Bem... eu continuo amando meu migo do mesmo jeito, mas perceber que vivo em um mundo onde o racional sufoca nossas emoções e desacredita o que eu creio ter o poder de curar esse mundo doente vai certamente me render algumas sessões de terapia.