segunda-feira, 22 de junho de 2009

Não contrariar - indicação do médico

Todo dia na hora de ir dormir ela toma Torval (valproato sódico + ácido valproico). Um remédio de epiléticos para o tratamento de enxaqueca. Sua neurologista que receitou. Aliás, esta ela visita uma vez por mês por causa do tratamento. Anotar todos os dias que tem crises em um calendário e depois verificar se com os remédios (ou mudanças de) obteve melhoras. No mês de maio foram 13 crises no total, sendo pelo menos seis fortes. Já fez ressonância e não deu nada. Mas ela sente que está doente, porém prefere se manter calada... nada de assustar a família!

Quando as crises são fortes ela toma todo e qualquer remédio para dor de cabeça. Qualquer coisa que contenha cafeína e paracetamol e faça passar a dor. É conhecida na família por “roubar” Tylenol da bolsa da mãe ou da irmã. Coisa feia, mas é para o seu bem.

Agora “inventou” a crise de rouquidão. Desde quinta passada fala com voz falha. Foi ao médico e descobriu que é laringite. Sua mãe disse ser “frescurite”. Tudo para ficar em casa e não ir trabalhar. Apesar das dores de garganta que são curadas com amoxicilina e Bi-profenid (cetoprofeno) não é que deu certo o barato de ficar em casa: ganhou atestado médico para três dias! (pessoas do trabalho que estão lendo: estou realmente ruim...)

Nos dez dias pré-menstruais, cruéis para todos que convivem ao seu redor, ingere uma dose de Diserim (bendroflumetiazida + cloridrato de flufenazina), uma espécie de calmante que elimina os hormônios “estressados” através da urina. Não sai do banheiro o dia inteiro. É xixi pra lá e pra cá e bexiga cheia que resultam em um pequeno estresse causado por sua chatice mesmo. Essa nenhum calmante resolve.

Já “naqueles dias” sofre de muita cólica. MUITA mesmo. Já parou no pronto socorro três vezes para tomar buscopan (butilbrometo de escopolamina) com soro na veia. Depois de consultar a doutora gineco passou a tomar um anti-inflamatório de sarar toda dor que existe no corpo: inicox. Quem sofre disso e ainda não experimentou, experimenta! Mas leia a bula antes...

Este foi um breve relato sobre Marina Zyrianoff, sexo feminino, 20 anos. Recentemente descobriu (sozinha) que é hipocondríaca, e procura seriamente terapeuta que resolva o problema. Alguma indicação?

Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado...