quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Luz

Eu podia falar hoje sobre como é difícil pra mim pedir demissão. Sobre como eu brinco que é igual a terminar namoro: a gente sabe o que a gente quer, sabe que é melhor pra gente, mas com medo de magoar o outro, a gente enrola, adia, discute a relação, diz que vai pensar, pede um tempo, enrola de novo, vai, volta, vem, termina, e no fim das contas, depois de tudo terminado e algumas lágrimas derramadas, tem certeza de que era isso mesmo.
Eu podia falar hoje sobre o que o horóscopo, em que eu não acredito, me disse: É natural confundir-se com as pessoas, achando que elas são isso ou aquilo quando na verdade tudo era apenas fachada. É natural confundir-se, porém não é natural insistir na confusão depois de ter sido desmascarada.
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Mas não. Hoje eu quero falar de luz.
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“Mal colocas dentro dela a lamparina e já se projetam imagens das mais coloridas na parede branca! E mesmo que todas não sejam mais do que efêmeros fantasmas, elas nos fazem felizes enquanto permanecemos ali, acordados, e como crianças nos maravilhamos com suas aparições maravilhosas.”

.Goethe, Os sofrimentos do jovem Werther