quarta-feira, 11 de maio de 2011

Detrás do casebre melancólico


Bem além das avenidas intragáveis, dos conglomerados amargos;
Distante da muralha impenetrável;
Longe da incompreensível montanha,
Da intolerante cordilheira,
E daquele descampado raquítico;
Depois das águas nebulosas;
E além do céu tempestuoso, enfurecido;
Afastado de toda construção bárbara;
De qualquer paisagem atroz, qualquer caminho desumano...

Deve haver uns lampejos de cores. Depois do casebre melancólico.


'Vivamos em paz
Porque tanto faz
Gostar de coelho
Ou de coelha...'
Cidadão-Cidadã (Jorge Mautner)



Na fotografia (de Laura Ralola): Paulo e Camila Dias