sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ama-me Menos, Mas Ama-me Por Muito Tempo



Ismael, Julie e Alice:  Ménage À Trois
      Estava lá eu, no trabalho, acessando o Facebook pelo celular, quando um amigo me envia a mensagem:  “Adivinha o filme que estou vendo?”.  Não foi difícil descobrir.  Sabe aquelas pessoas obcecadas por um filme, capazes de assistí-lo todos os dias?  Então.  Esse é o caso do meu amigo, doido pelo longa “As Canções de Amor” (Les Chansons d’Amour, Christophe Honoré, 2007).  E ele não é o único.  Protagonizado pelo queridinho Louis Garrel, o filme coleciona fãs ardorosos pelo mundo inteiro, inclusive esse que vos escreve.  Tá, eu não chego aos pés do Rodrigo  - o meu amiguinho, do começo do texto -, mas há como resistir ao clima de romance do filme?  As musiquinhas deliciosas cantadas pelos protagonistas, nas ruas de Paris?  Não, né?

   Mas pera...  É um musical?  É - e não é.  Se você espera algo no melhor estilo "A Noviça Rebelde", cai fora.  Les Chansons é modernoso; as músicas são extremamente pops, daquelas que grudam no ouvido, e os números tem um quê de videoclipe.  Portanto, até aqueles que não são muito chegados ao gênero se rendem ao delicioso triângulo amoroso formado por Ismael, Julie e Alice.  Até que Julie morre e a vida de todos vira de ponta-cabeça, abrindo novos caminhos, novas possibilidades.  Aliás, esse é o charme do filme.  O enredo caminha para um lado diferente daquele que a gente supõe, como a vida deveria ser.  Afinal, quem nunca se encontrou numa dessas esquinas, sem saber qual  caminho  se deve seguir?