quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Balanço

O ano da tristeza mais doída de toda minha existência.

Da porta batida com força várias vezes na cara. 

Do amor não (ou mal - o que seria pior?) correspondido que não esgota.

Do retorno cabisbaixo e amargo.

Da janelinha espremida que se abriu. E do contorcionismo para passar por ela.

Da certeza conformada de que sou eu, comigo mesma (quizá meus pais) e meu Deus.

Da esperança que 2012 seja mais generoso - ou que eu seja menos covarde. Pero sin perder la ternura.