terça-feira, 22 de maio de 2012

"Sobre meninos e piadas" ou "Do que se aprende enquanto cresce"

Desde que o mundo é mundo, existe a piada, existe a amizade e existem os amigos perdidos por conta das piadas.

E desde que o Menino nasceu, ele perdia amigos, mas não perdia piadas.


O Menino, é bom que se diga, não fazia isso por maldade. Era um problema quase biológico. Onde todos viam palavras, ele via trocadilhos. Onde todos viam uma canção, ele via uma paródia. Onde todos viam histórias, ele via anedotas. Tinha este problema, o Menino.


Era algo que, por mais que se esforçasse, não conseguia controlar, que escapava das forças do Menino. Quando percebia, a teimosa já tinha criado vida própria e spatapum...  a piada já existia e era um amigo que se ia... e o menino entristecia... 


Quanto mais piadas contava, mais sem graça a vida ficava... A piada, do Menino tão amiga, virou sua inimiga. Depois de tanta piada, do Menino-piadista, virou ele a piada, e não mais o humorista. 

(...)


Mas desde que o mundo é mundo, existe o problema e existe sua solução.

E existe a amizade.

E existe o perdão.

E existem meninos.

O Menino então cresceu. 
Não de tamanho, pois já era bem grandinho.
Não de idade, pois até que era velhinho.
Mas como o Menino cresceu!

E o Menino não deixou de contar piadas, de cantar paródias ou de fazer trocadilhos, mas já não os trocava por amigos, que é coisa que não se troca. Isso o Menino aprendeu e foi por isso que o Menino cresceu!

(...)

E este post, assim como toda conversa com aquele Menino, também terminará com uma sonora piada: