domingo, 6 de janeiro de 2013

Há algo mais

Há algo mais! – 31/12/2012 (17h)

Como nos esticamos, em busca do que quer que esteja do outro lado do que quer que for. Um número a mais no calendário, no fim dos quatro dígitos do ano, ou uma página virada no jornal do dia, na busca incessante por algo que ilumine os olhos de peixe morto daquele que esqueceu como é ter dormido o bastante na noite anterior. Algo sempre o mantem acordado.

Há algo mais? – 31/12/2012 (22h)

E não importa o quanto nos estiquemos, no final do dia estamos de volta à eterna prisão de ser nós mesmos. E será por isso que nada nunca muda? E por isso que, ao mesmo tempo, se você olhar para trás, parece que tudo mudou? Aqui, sentado, deixando esvair os segundos, o coração batendo e o oxigênio correndo-me aos poucos por dentro. E nada muda. Um segundo não faz jus a uma vida.

E, ainda assim, ela insiste em bater à porta. Chamem-na de tolice. Eu a chamo de esperança.

Há algo mais. – 01/01/2013 (0h)