sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

um papo chato e batido sobre as redes, mas que importa?

lembro que há uns seis, sete anos, acordava e ia direto pro computador para ler blogs. tinha uma lista intensa no meu blogroll e eu mesmo já tive 12 blogs. adorava saber sobre a vida de todo mundo, dos relacionamentos, dos filmes, das angústias. fiz amigos, viajei, até fui trabalhar com blogs. ultimamente tenho tido um pouco de preguiça. o twitter chegou e os 140 caracteres eram mais atraentes que os blogs, pelo menos pra mim. 

o facebook ainda era tímido e nem tinha tanta gente, mas agora ele está com tudo. não digo que ele matou os blogs, mas pelo menos os deixaram em coma. o meu próprio blog pessoal (o único a qual me mantive fiel) está às moscas, às vezes não consigo postar aqui (mesmo uma vez por mês) e mal entro nos blogs dos amigos. eles estão todos lá no facebook e por lá fico sabendo o que comeram, com quem estão namorando, onde será a próxima viagem. 

mas confesso que essa facilidade em saber da vida de todos me estressa. antes eu lia quem eu queria, comentava nos blogs que gostava e agora está tudo ali, rolando naquela timeline louca. ok, é fácil bloquear, excluir ou simplesmente não aceitar uma amizade sugerida. mas quando você chega aos 2 mil contatos e decide excluir mil, bloqueia uns 200 e ainda assim sente que está recebendo um excesso de informação desnecessária, alguma coisa está errada e pode ser você (no caso eu).

daí você exclui sua conta, sente-se uma tonelada mais leve, mas depois de um mês bate a saudade. você volta e tudo começa de novo. 

um amigo que você esquece de chamar pra sua festa de aniversário te exclui do facebook porque o laço que comprova a amizade é a rede social online. sua amiga fica chateada e dá indiretas via facebook. seu namorado briga com você e te bloqueia no facebook. você não quer que sua mãe saiba onde você vai e você a bloqueia no facebook. 

e por aí vai.

é triste esta constatação, mas as redes sociais online ocupam um lugar maior do que deveriam. em vez de um meio de compartilhamento, estão se tornando o próprio compartilhamento. em vez de uma extensão da vida, tornaram-se a própria vida. 

agora resta esperar o que vai acontecer nos próximos anos. vamos acompanhar pelo facebook.