quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Visita (Parte 9)

Me levantei do sofá e minha vista estava turva, enxergava vultos dos objetos ao me redor e Carmem ali estava ainda dormindo. Aproveitei pra ver de perto o Sete de sua nuca. Não entendo porque, mas ali estava uma chave tatuada. A mesma que eu encontrara dias atrás.

Voltei meus olhos para a porta. A chave de meu bolso havia sumido e a porta exibia uma luminusidade extremamente forte. O brilho, embora intenso, me chamava. Sentia-me como um inseto enfeitiçado pela luz de uma lamparina.

Segui até lá. Vozes repetiam frases de uma palavra só: "Blusa.", "Carta.", "Baralho.", "Sete", "Energia".

ERA ISSO!!! Feitiço!... Só pode ser! Não há outra explicação!

Entrei pela luz, crente que havia encontrado a resposta, mas caí. Caí de forma infindável! Era longa e eu não podia evitar. Parecia que o impacto estava por vir, mas com aquela luz eu não conseguia saber. Tudo passava por mim como se fosse a velocidade da luz.

Bati!

Acordei ofegante, sem ar e suado. Meus olhos arregalados olhou para a porta que continuava cerrada. Retirei a chave que eu havia guardado e procurei por Carmem que ali estava, sentada, ofegante, sem ar e suada.